domingo, 27 de dezembro de 2009 1 comentários

Agenda

Somos presente e passado...
Com futuro agendado.

(Guilherme Ramos, 21/09/2009. Era noite, com certeza...)
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Nos Nós

Estarei lá.
E, logo, aí.
(Nos) veremos já.
Aqui e ali.
Saudade... de ti.
Enfim, sem-fim:
Eu-você (nós) assim.

(Guilherme Ramos, 10/11/2009, 1h20, um comentário que virou postagem... Ai, ai, inspiração danada! Rssss...)
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Gozar

O gozo não é uma coisa
Que lhe "preenche".
(Ele lhe "esvazia")
Isso dá uma prosa...
Ou uma ótima poesia!

(Guilherme Ramos, 03/10/2009, 22h50)
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Sintonia

A paixão, amor...
É uma rádio sem locutor.
Toca tudo (sem intervalo)
Para nenhum "comercial" sedutor.

(Guilherme Ramos, 02/12/2009, 13h45)
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Regra

Regra nº 01 do afeto:
Não mexa com quem está... "quieto".

(Guilherme Ramos, 28/10/2009, 23h15)
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Lispector's

Alagoas...
Terra de gente talentosa
(Que aqui nasce e aqui aporta...)
Mas aqui, conhece o 'desvalor'
E pode, mesmo vivendo, parecer morta...

Ainda bem que 'Clarice' se mandou
A tempo de ser quem se tornou...
Pena para nós, que não a conhecemos mais,
Nem pudemos nos apresentar melhor.

(Guilherme Ramos, 25/11/09, 23h05)
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Decisão

Não sei se por medo de outra decepção,
Não teve acordo; não contou história:
Decidiu (simplesmente) ir embora.
E foi. Preferiu... a solidão.

(Guilherme Ramos, 17/11/2009, 9h49)
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Vilania

Fazer o Bem, não lhe faz (tão) bem.
Vivia repetindo (aqui e além):
- Eu sou mau pra caramba!
- Sou "o cão chupando manga"!

(Guilherme Ramos, remoído, remoído... e finalizado em 14/12/2009, 16h37)
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À Deriva

Estava, de fato, perdido...
(Um tanto) à deriva
(Um pouco) em perigo,
Nesse mar virtual.

Feito doido varrido,
Pensando na vida,
No que tinha valido
(Ou não) a pena (é normal)

Assim, fui seguindo
Por vezes, fugindo
Da realidade...

Mas fiquei pouco tempo
Sumi como o vento,
Deixando... saudade.

(Guilherme Ramos, 01/11/2009, 23h00)
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Ultraromântico

Eu lembro, menina...
Lembro sempre.
Mas a vida, amiga,
É tão cruel com a gente...

(Guilherme Ramos, 20/12/2007, 00h03)
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 1 comentários

Ano Novo, Visual Novo!

Pois é, minha gente!

Decidi mudar o visual... do blog. O "meu" continua o mesmo. Mas os meus cabelos... Rssss...

Bem, 2010 está chegando e esse espaço merecia umas melhorias. Afinal, já são TRÊS anos no ar! (Nossa! Como passa rápido...)

Ah! E meu MUITO OBRIGADO DE CORAÇÃO para a amiga de hoje e sempre, Jacqueline Pinto, que me apresentou ao "template" que vocês estão vendo...

Espero que gostem!

E, antes que o ano termine, aguardem uma "overdose" de posts! Tô querendo superar 2008! Rssss...

Beijos e abraços...

FELIZ NATAL!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009 1 comentários

Novidade (Nova Idade)

Acho que sinto (novamente) as contrações do útero. É como se o (meu) mundo inteiro estivesse me pressionando para sair de onde estou. Da zona de conforto. Assim como um corpo à beira de um parto. Poético ou não, escatológico ou não, é o que sinto.

Não sei bem o que sinto. É um bem-estar/mal-estar que me confunde e irrita. Deveria estar feliz, afinal é “mais um ano de vida”. Mas, não estaria eu mais próximo da morte? Da indesejada, como diziam os poetas românticos? Comemorar... o quê?

Comemorar o aprendizado de mais um inverno, as aventuras de mais um verão, as injustiças de mais um outono e (porque não dizer) as alegrias de mais uma primavera: estação na qual escolhi vir ao mundo, às 10h30 de um domingo, 26 de novembro de 1972, sob o signo de sagitário e ascendente em aquário. Destino ocidental. No oriente, sou um sensato e compreensível rato de água. Enfim, uma boa companhia em ambos os casos.

O que vim fazer aqui, pouco se sabe. Mas não foi para ser apenas mais um na multidão. Acho que ninguém quer isso, mas muitos se permitem por inúmeros motivos: medo da solidão, medo da felicidade, medo da miséria, medo do medo...

Bobagem. Até as baratas tem sua utilidade na terra. Por que conosco seria diferente? Se (ainda) não acredita em si, arrisque. E acalme-se. Na terra do stress, quem relaxa é rei. Tenha “sangue de barata”, às vezes. Mas, seja (ao menos) uma barata especial. Assim, como eu. Numa eterna “Metamorfose”.

“Vem cá, ficar comigo!”

(Guilherme Ramos, 26/11/2009, 00h00. 37 anos. Mas tudo parece estar do mesmo jeito...)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009 1 comentários

Profundeza

E se guardou num silêncio tão profundo,
Que, nem que se acabasse o mundo,
Conseguiriam lhe chamar...

(Guilherme Ramos, 16/11/2009, 19h23. Sinto-me meio assim, hoje...)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 4 comentários

Leitura

Tenho 'medo' de lê-la.
(Um 'quase' exageiro)
Fazê-lo a faz tão presente,
Na minha frente,
Numa imaginação (até) carnal
Que a faz 'gente'
Mesmo quando ausente.

Suas letras, suas frases,
Sempre me comprazem (e atraem)
Como, a uma mariposa, a luz:
Você (simplesmente) seduz
Todo e qualquer leitor,
Que se entrega completamente
À sua literatura-torpor.

É assim que este ser se sente,
Estando (ou não) na sua frente.
Palavras do coração;
Sentimentos da mente...
Impossível conter: 'emoção'.
Verdade a dizer: 'razão'.
Assim me encontro. Contente.

(Guilherme Ramos, 13/11/2009, 13h31, coincidentemente... Mais um 'comentário' que virou 'post'. Inspiração: nada mais, nada menos que o último texto de Larissa Fontes. Eita menina 'sabida'! Rssss...)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009 2 comentários

Sentir

Não me peçam pra explicar meus sentimentos. Quando (e se) eu souber a resposta, talvez eles já não sejam (tão) verdadeiros. Residem, na inexplicabilidade, meus maiores motivos.

(Guilherme Ramos, 10/11/2009, 10h27, durante uma videoconferência "inspiradora" de incentivo à leitura...)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009 2 comentários

Melodia (Partida)

Enfim, nado:
Enfiado na terra,
Confinado ao nada.
(Ou quase tudo)
Ao eterno;
Ao infinito;
Ao absoluto.
(Um absurdo)
'Momentum':
'Memento...
... Mori'.
Sóbrio.
Sombrio.
Só brio.
(Eu acho)
Assovio.
A sós, via.
Sozinho...
Silencio.
Afinada, a melodia
(Há melodia?)
Desafia, desatina,
Desafina, esfria.
Confiada a vida,
Com afiada lida,
Confirmada: a ida.
Afinal,
Ao final...
Parte-se.
Parte se for
(Ou se não for)
Uma pessoa querida.
(Com ou sem dor)
Finada.
Fim.
Nada.

(Guilherme Ramos, 02/11/2009, 19h01. Enfim, nada - quase nada - me preocupa. Sei lá! Não sei mais nada... dessa vida maluca.)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009 7 comentários

Reflexões de Espelho

Tenho me sentido estranho. Vazio. Como se uma pausa espaço-temporal tivesse me envolvido sem perdão. Onde é a saída de tudo isso? Onde podemos realmente ver o que ‘precisamos’ e não o que ‘queremos’? Se soubéssemos a resposta para tudo isso, talvez a situação fosse até mais complicada. É a ‘imprevisibilidade’ que nos faz humanos. É o ‘eterno não saber’ que nos move dia-a-dia. Mas reclamamos disso. Constantemente. Insistentemente. Não nos contentamos com nada a não ser com nossos desejos não realizados. Quando os realizamos, deixam de ser interessantes e tornam-se apenas simples lembranças. Engraçado como outrora foram tão importantes e agora... são só passado. Bem ou mal passado.

Sabemos de tudo isso. Sabemos de algo mais. Mas o que sabemos? O que queremos saber? O que queremos fazer? Ser feliz é a meta universal, mas... o que é ser feliz? O que é felicidade? Precisamos do que (ou de quem) para tal feito? Precisamos? Ser feliz é uma arte ancestral. Nos primórdios, o homem era feliz porque estava vivo. E se mantinha vivo. Fugir das feras, alimentar-se, abrigar-se, reproduzir-se, perpetuar-se... e ser história. Pré-história. Depois, sublimou a tal felicidade em arte (clássica) e nas conquistas mundo afora. Guerra. Guerras. É da natureza humana essa competitividade. É da natureza humana se destruir. Mas também construir. E foram erigidos muitos impérios. O homem queria crescer. Assim, seria feliz.

Mas quis mais. E mais. Ao ponto da felicidade ser desejada através de “liberdade, igualdade e fraternidade”. Irônico ou não, não foi tão fácil. E mais conflitos surgiram. Mais guerra. Sempre ela. Estaria, então, a felicidade ligada à luta (constante)? Há de se refletir sobre isso. A história mostra que sim.

Era após era, guerra após guerra, buscou-se a felicidade. Olhamos para trás e vemos que ela pode ser traduzida em vida, sexo, família, arte, dinheiro, poder... Mas... e o amor? Nos dias de hoje, parece ser o objetivo mais inacessível. Piegas ou não, clichê ou não, esse sentimento é o mais desejado e o mais incompreendido de todos. E por todos. Podemos explicar guerras, justificar brigas, compreender desentendimentos entre pessoas e/ou nações, porém, somos cegos, surdos e mudos diante de algo tão simples (e tão poderoso). Por quê?

Porque desejamos o amor, mas, depois de tantos desgastes, decepções, desavenças (desde que o mundo é mundo é assim, nas devidas proporções...) deixamos que ele pouco se aproxime. Queremos que o amor nos preencha, mas, honestamente, o que fazemos para deixá-lo ficar? Até permitimos uma pequena aproximação, mas, quando ele está (quase) nos convencendo (às vezes é mais fácil acreditar em fantasmas – sobretudo do passado), fugimos e não permitimos sua existência dentro de nós.

Temos medo. Do desconhecido. E da felicidade também. Afinal, o que será? O que seria? Então, arranjamos desculpas para os conflitos. Por isso, as guerras. Entre nações, entre famílias, entre nós mesmos (‘id’ versus ‘ego’ versus ‘superego’). Tudo porque não aceitamos o ignoto, o novo, inovador, renovador, que renova a dor de ser exatamente como somos.

Não mudamos. Talvez uma ou outra palavra; talvez de um lugar para outro. Mas somos imutáveis na essência. As transformações que atingimos (e nos permitimos) são resultado de milhões e milhões de anos de evolução (?), contradição e controvérsias. Somos um carbono-complexo incapaz de aceitar mudanças radicais. Levamos tempo demais para mudar o ‘comportamento’, mas nossa ‘natureza’ é teimosa. Quando (finalmente) a humanidade estiver próxima de mudá-la, muitos já serão poeira cósmica, cinzas de um bando de orgulhosos, que perderam seu tempo negando e se negando amor, disfarçando isso de auto-preservação (culpando traumas e desilusões anteriores).

No fundo mesmo, o que sentimos é medo de sermos felizes. Com nós mesmos. Por nós mesmos. Sem precisarmos de mais nada (nem ninguém) para isso. Talvez sintamos um choque anafilático em nossa consciência. Um vazio. Como se uma pausa espaço-temporal tivesse nos envolvido sem perdão.

E, assim, as guerras recomeçam...

(Guilherme Ramos, 26/10/2009, 13h20.)
sexta-feira, 23 de outubro de 2009 3 comentários

Inspiração...

Às vezes a poesia se alonga...
Às vezes se encurta.
Às vezes acho 'tá bom!'
Às vezes, 'tá não...'
(Mas é minha culpa)
Às vezes ela não vem...
Às vezes vem; abrupta.
Assim, quem sabe, nunca se acabe,
Fique com gosto de 'quero mais'...
Inspiração (ou não) é assim:
"@#$%&*%@$#%&$#@%#&!"(*)
(*) Tradução: "Vapt-Vupt-Zás-Trás!"

(Guilherme Ramos, 23/10/2009, 19h32. O comentário virou post. Obrigado, Guilherme Herculano e Rafael Araújo! Graças ao comentário no post anterior, a 'inspiração' deste aqui veio rápida! Abração!)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009 4 comentários

Precisão

O tempo todo
(Todo o tempo)
É só momento.
Instante...
Constante...
Contrastante...
Comum (o bastante)
Pra ninguém perceber
Que no fim (relevante)
O que está vivo
(E só isso é preciso)
Cedo ou tarde...
Vai morrer.

(Guilherme Ramos, 10/10/2009, 17h32... 17h33... 17h34...)
domingo, 4 de outubro de 2009 3 comentários

Cais

Barco, sem cais,
É deriva.
(Às vezes naufrágio...)
Cais, sem barco,
É solidão.
(Por vezes, tão frágil...)
Assim somos.
Eu. Você.

(Guilherme Ramos, 12/09/2009, 7h30.)
 
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