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segunda-feira, 29 de abril de 2013 0 comentários

Dança (Mais uma Vez) Comigo


Eu poderia enlaçá-la, abraçá-la, rodopiá-la ao som da valsa, do tango ou do ritmo que você escolhesse. Nem mesmo seria preciso música, pelo simples fato de você, por si só, ser a mais importante, instigante e excitante melodia que a minha vida já presenciou. Dança (mais uma vez) comigo?

(Guilherme Ramos, 29/04/2013, 11h23. Em homenagem ao Dia Internacional da Dança. Em homenagem... a você. Que dança.)
quarta-feira, 24 de abril de 2013 0 comentários

E Saudade Mata?




Não conheço ninguém que morreu de saudade. Houve gente, sim, que morreu por falta de algo. Ou alguém. Isso ninguém merece. Viver sem ninguém. Viver sem alguém. Não se merece viver assim, sem. Antes, cem! Para se sentir os momentos, os lamentos, os intentos... Enfim, os erros e acertos, num interminável sentir. Porque saudade é isso: reviver o que queríamos ter, ser e até estar. Novamente. Intensamente. Eternamente. Quando nos permitíamos... sonhar.

(Guilherme Ramos, 23/04/2013, 23h50.)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 1 comentários

Poetização


Seja poeta, não pelo que tentou dizer, mas pelo o que alguém se permitiu entender. A verdadeira poesia está nos olhos de quem vê, no coração de quem sente e não (tão somente) na razão letárgica de um cérebro treinado. Talvez eu tenha razão; talvez, quem sabe, eu esteja errado... Mas, independentemente de qualquer definição, não quero rixas entre razão e emoção. Que fique isso claro e, aqui, registrado.

(Guilherme Ramos, 05/12/2012, 15h15 e 06/12/2012, 11h28.)

Imagem: Google.
terça-feira, 30 de junho de 2009 5 comentários

Uno Inverso


Sabe por que as estrelas têm seus brilhos tão presentes aos nossos olhos, mesmo quando não existem mais?

Porque não é preciso ESTAR para SER. Somos o que somos na vida dos outros, mesmo distantes.

Assim como as estrelas, só nos RESTA ‘brilhar’ os anos-luz que nos RESTAM. Sim, a REPETIÇÃO é algo proposital. Como na vida. Bem ou mal vivida. Sentida ou não sentida. Ferida ou não ferida. Enfim, no seu/meu fim. Bom ou ruim. Assim, assim...

Não há luz de estrelas sem escuridão. E são trevas que fazem o meu coração. Feito de sangue e músculos, esse órgão não guarda (re)sentimentos. Mas (re)lembra de certos momentos...

Tempos-luz de bem-estar. De não estar. De se encontrar. De se evitar.

Ausência é conseqüência? Coincidência. Abstrata. Que retrata e maltrata a todos. Eu, você... Todo mundo. Todo o mundo. O mundo. Bem fundo... Hora, minuto e segundo...

Contagem regressiva para um outro dia:

4... paredes!

3... horas a fio!

2... corpos que se desejam!

1... orgasmo! No frio (da madrugada...)

Eu...

Você...

Nós...

Que não desatam, apenas aumentam... de tão sós.

É. Enfim... Sós.

Tantas estrelas; tantos sóis...

(Quantas estrelas em tão poucos sóis?)

Um universo infinito...

(Por vezes, maldito...)

Registrando...

Algo de ‘finitivo’...

É definitivo: o fim.

Ou um novo (re)começo...

Para você e também para mim.


(Guilherme Ramos, 30/06/2009, 00h13)

quarta-feira, 13 de maio de 2009 2 comentários

"Acensibilidade"

Gosto das pessoas "Acensíveis"
("Acessivelmente Sensiveis").
Porque de nada vale se dizer "sensível",
Se não for "acessível" (ao toque, pelo menos).
Aquilo que "te toca", sugere acesso.
E o que toca o coração, permite afeto.
(Ou será que estou enganado?)
Afetando-se, acessando-se, sensibilizando-se.
Enfim: vivendo-se. Ao menos, com qualidade.
De verdade. Independente da idade.

(Guilherme Ramos, 11/04/2009, 01h06, "acessando" a Net; "sentindo-se" o Nerd.)
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Luzes

Em "prosa":

Apaga as luzes, o sol ainda está lá fora.
Quando a noite chegar (e ela está próxima)
Apenas uma luz - a lua - nos bastará.

Em "poesia":

Apaga as luzes. Agora.
O sol ainda está lá fora.
E, apesar da noite estar próxima,
Só a luz da lua nos bastará.

Dúvida cruel... Isso é um problema "prosopoético"! Rssss...

(Guilherme Ramos, 26/02/2009 e 13/05/2009. Mas foi à noite, eu sei. E a lua - em prosa ou poesia - estava lá...)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 1 comentários

C.A.O.S. 2009

"Caos" (em Maceió, 03/02/2009, 8h), significa:

Chuva;
Agua faltando;
Onibus em greve,
Sem energia elétrica.

E hoje é, apenas, terça-feira...
Pois é: quem disse que só vem em "trinca", a "bagaceira"?
Veio em "quadra"! (É brincadeira?)
E assim (em fevereiro)
Começou minha primeira "terça-feira".
Bem, bom dia a todos(as) mesmo assim.
(E mesmo assim, bom dia...)
Aliás: boa semana inteira!

(Guilherme Ramos, 03/02/2009, 9h35)
segunda-feira, 21 de abril de 2008 6 comentários

Insone Sonhador

Eu tenho me sentido muito só.
Mas não é uma solidão de gente, sabe?
É um querer estar acompanhado de "boas palavras".
É tudo o que não tenho hoje.
Como um insone que procura o sono perdido,
Eu, tão perdido quanto, procuro por você.
Um sonho-verdade que me aconteceu
E (re)acontece todo dia.
Às vezes sou vazio,
Às vezes sou grosso,
Às vezes sou tudo,
Ou quase nada.
Mas sou eu, sabe?
Tenho sido sincero em muitas coisas.
Somos assim.
E gostamos disso um no outro.
Mas tem horas que me sinto inseguro.
Sozinho numa multidão de gente conhecida.
E que eu queria conhecer só você.
Estar com você.
Você "ME" entende?
Me perdoa pelas vezes que pareci ser outra pessoa?
Você "SE" entende?
Eu (ainda) tô aprendendo.
E faço isso comigo e com você.
Como é difícil entender o ser humano!
Estou num turbilhão de emoções terrível.
E grandes silêncios me assustam.
Não quero ser mais um ponto de pressão sobre você.
Só quero fazer parte do seu cotidiano;
Apenas isso.
Mas tem sido difícil.
Não vou perguntar o porquê.
Não quero pensar no porquê.
Mas continuemos a jornada...
A situação parece com aqueles momentos
Na vida de um aprendiz de magia.
Você estuda os grimórios,
Mas precisa guardar o conhecimento pra você.
O mundo não pode ter acesso aos mistérios arcanos.
É assim que me sinto.
Guardo dentro de mim sentimentos
Que não posso expressar tão cedo.
Sonho em poder expressa-los todos os dias
Sonho sempre com isso.
Porque foi num mês que a magia começou a ser estudada;
Em outro, a mesma foi lançada.
Chegou mais um e seus efeitos têm se multiplicado...
Em mim;
Em você (também?),
Mas uma "abascante" personalidade
Mantém seus resultados distantes de mim...
Seria pra nos proteger da tal "Lei de Choque-de-Retorno"?
(o que foi lançado, retorna 03 vezes mais forte pro lançador)
Pois que me seja retornado 3000 vezes!
Posto que só foi... a-m-o-r.

(Guilherme Ramos, qualquer hora, de qualquer dia, em qualquer ano...)
segunda-feira, 20 de agosto de 2007 1 comentários

Separação

Ele era do tipo de pessoa “só”.
Cercada de gente, claro, Mas... só.
Explico: “Acostumado com separações”.

Seus avós, moravam juntos...
(Mas viviam separados)
Dormiam em dois quartos.
(Isso devia ser muito chato)

Seus pais são separados.
(isso, sim, foi muito chato)

E ele... Bem,
Viveu a adolescência inteira
Separando-se aqui e ali...
(Nem sempre de vez em quando)
De namoradas que (sequer) existiam.

Enfim, fim.
Amou muito;
Amou demais.

E como um espelho,
Só restou ao fedelho
Uma “reflexão”:

Separação
Separar são
Separar ação
Se parar a ação...


(Guilherme Ramos, 28/07/07, 10h30; concluído em 20/08/07, 22h54)
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 1 comentários

Rumo ao Pôr do Sol



Não houve um só dia que eu não tenha pensado (nela).
Corri a madrugada fria; olhei pela janela...
E vi uma rua tão parada, mas tão parada,
Que as únicas coisas que passavam
Eram as horas e as nuvens.
O que nos faz temer a nós mesmos,
Senão os segredos que guardamos no peito?
Alguns, tão profundos e enigmáticos,
Que nem mesmo nós acreditamos que temos.
Esconder um segredo de si próprio, é quase um crime.
E, por isso, rumo ao pôr do sol, parti.
A poesia perdeu o sentido.
A música, sem melodia, já não encantava.
Olhava para o céu, que me estranhava a postura.
Reclamava, ao léu, coisas e coisas.
Querer entender, seria desgastante.
Fazer-me entender, pura perda de tempo.
Não se quer saber da vida do outro.
(Sequer tomamos conta da nossa!)
E o que vi, comumente me assustaria.
Não assustou. Surpresa pra mim.
Após a aurora da vida, muita coisa aconteceu.
E no calendário, “hoje”...
Hoje, talvez, seja o momento mais assustador que alguém teria.

(Guilherme Ramos, 08/01/2007, 00h53. Concluído em 06/02/2007, 21h58)
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Lágrima de Rímel (de Sonho e de Pólvora)



Era noite.
Somente isso.
E a cada gesto
Meu, seu, nosso...
As “máscaras” caíam.
Nada restou, é verdade,
Passou, como a idade;
Inacreditável como o orgulho
Da vedete, da meretriz
Que escapa - por um triz -
Da (fria) lâmina de “Jack”,
Já com um outro nome:
“Caetana” (o Nordeste é quem diz).
E, do alto de sua maquiagem borrada
Não lhe sobra mais nada,
Senão, solidão; senão depressão.
Fazer o quê, então?
Esperar, esperar, esperar...
E deixar o tempo passar.
(E o tempo passa rápido)
Aí, estranho ou não, tem-se “vontades”...
De dormir, de chorar...
De borrar e borrar e borrar,
Com uma lágrima de rímel,
O que horas se levou para terminar.
(Ou seria re-começar?)
Maquiar o vital, só lhe faz mal;
Numa vida inteira (de incertezas)
De findáveis belezas,
De atração fatal...
Entre o “Sonho” e a “Pólvora”.
Não daria certo.
Ou daria (muito) certo.
Quem pode saber,
Se resolvemos esquecer?
Fica a paródia:
“É de sonho e de pólvora,
O destino de dois sós.”

(Guilherme Ramos, 06/02/2007, 16h45)
sábado, 27 de janeiro de 2007 0 comentários

De Sono... e de Sombras



Preocupantes são as noites de insônia.
Quando tentamos amolecer o corpo
e descansar a mente tão pesada.
Mas quem disse que o sono vem?
Ele grita ao longe, avisa que está próximo,
mas nos engana
e nos torna um vivo cadáver à espreita.
Poética seria a descrição desse inconveniente.
Mas dramática é sua realização.
Solitário em seu mundo,
o insone sofre (sente) cada segundo,
em açoites sequenciados de vigília.
Mórbido é o leito em que se deita.
Fria seria a laje em que se contorce.
Quente é o corpo que sua.
Mas não esfria a laje.
E molha o leito,
que parece ferver ao seu redor
como a lava de um vulcão em erupção.
O silêncio é ensurdecedor.
Mas não disfarça os sons da noite.
As gotas da torneira no banheiro,
na copa ou no serviço,
parecem pedras atiradas em janelas.
O grilo, companheiro indigesto,
não pára seu réquiem funesto.
E para mim, um quase-vampiro,
só me resta temer a aurora,
que aos poucos se aproxima,
(e me apavora)
anunciando o raiar de um novo dia.
Novo? O que tem de novo?
Por que tem que ser assim?
(Essa coisa de não ter mais fim...)

(Guilherme Ramos, 22/01/2007, 08h58)
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006 2 comentários

72 Horas...

72 horas.
Foi o tempo que levei para escutar sua voz novamente.
Onde, aparentemente, houve um silêncio ensurdecedor,
Também houve muitas coisas boas que, talvez,
Enquanto estávamos colecionando más notícias,
Não as tenhamos percebido... Mas nos perdido.
O fim de semana foi de sol.
(Como poucos foram) Lindo (e quente!)
Mas choveu de madrugada...
E veio o cheiro de terra molhada...
E aquele friozinho gostoso, que pedia você...
E seu perfume, no travesseiro,
Também pedia mais de sua presença.
Caiu o primeiro dente de leite do meu sobrinho
(Ritos de passagem...)
Ele, agora, deixa de ser "criança", né?
Ah! E a mãe dele passou no vestibular!
(Mais um rito de passagem...)
Por falar em "mãe", a minha comprou condimentos,
À espera de mais uma "intervenção gastronômica" sua;
E Ricky (o gato) – desaparecido há meses - não apareceu,
Mas seus filhotes foram vistos nas redondezas... (lindos!)
Eu escrevi mais poesias...
Eu escrevi mais pensamentos...
Eu pensei em mais contos...
Eu tive mais (bons) sonhos...
Eu pensei em você (todos os dias)
E tantas outras coisas
(também boas)
Aconteceram...
Em 72 horas...
(4.320 minutos...)
(259.200 segundos...)
Que levei para escutar você novamente...

(Guilherme Ramos, 13/12/2006, 15h55)
sábado, 2 de dezembro de 2006 0 comentários

Vivendo uma Experiência Bárbara...

Poesia? Pra quê?
Música? Pra quê?
Pensamentos... em você.
Nenhuma arte conseguirá traduzir o que sinto agora.
Sinto.
Por mim.
Por você.
Por nós.
Sinto muito não ter visto (nem sentido) isso há mais tempo.
Nem poderia, pois seria impossível.
Mundos diferentes girando ao redor de seus sóis...
Dias e noites de rotação, translação e revolução.
Ah! Muita “revolução” aconteceu.
Guerras começaram, outras acabaram...
Pessoas se casaram, outras se separaram...
Assim é o mundo.
O universo conspirador onde vivemos.
Onde queremos estar,
Mesmo que nas fronteiras do sonho.
E esperamos a noite cair pra nos entregar ao senhor dos desejos humanos...
Morpheu, meu amigo inseparável...
Mostra-me o caminho para esse coração.
Você que o conhece tão bem de suas noitadas insanas.
Das horas de sonho bom.
Comigo, comigo, comigo...
Três vezes foram... e serão mais que sonhos!
E viver assim só não é melhor que realiza-los.
De certa forma, real ou imaginária,
Eu sou assim.
Você é assim.
Nós somos assim.
E, mesmo que não dê certo,
Eu sei que ela me fez (faz) muito bem.
Isso é o que importa.
Quando o amor lhe bate à porta,
Abra (não seja teimoso)
O resto - real ou não - realmente se suporta.
E, acredite: é uma experiência bárbara...

(Guilherme Ramos)
domingo, 26 de novembro de 2006 0 comentários

Crônicas de Akhaii (fragmento)

Guardo em meu peito lembranças maravilhosas
Dos bons momentos em que estivemos juntos
(E até mesmo distantes...)
Mas nem sempre podemos realizar os sonhos
Que temos um com o outro.
Tudo bem, se essa é a realidade
Que o destino nos reservou,
Contentemo-nos plenamente
E aproveitemos cada segundo,
Cada sim e cada não...
Cada talvez, um ou outro momento de felicidade...
De igualdade e paixão.
Não nos preocupemos com o passado, ele já passou.
Não sonhemos (apenas) com o futuro...
Vivamos o presente, sempre ausente em nossas vidas,
Por causa de nossas aspirações cegamente impostas por nós mesmos.
Será que podemos fazer tudo o que queremos?
Será que podemos fazer tudo o que?
Será que podemos fazer tudo?
Será que podemos fazer?
Será que podemos?
Será?
Só depende de nós mesmos...
E boa sorte em sua jornada!

(15/09/97)
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Constatação II

Quando não se sabe o que fazer
e tudo parece ficar bem mais difícil...
É hora de parar a brincadeira e refletir sobre nossos atos
(quase sempre inconscientes)
É hora de acreditar que nada é impossível;
só devemos pensar no porquê de tanta dificuldade...
É hora de crescer;
de aprender a sonhar sem se enganar;
de poder enxergar a verdade com os olhos fechados...
É hora de saber que, apesar dos pesares,
ainda posso contar com alguém ao meu lado.
É hora de agradecer...
Obrigado por você existir!

(26/01/94)
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Canção da Noite

Crianças da noite...
Jovens demais para traçar
Seus próprios destinos.
Mas o que é o futuro,
O espaço, o caos,
Se não mais que filhos
De uma noite sem fim?
Lua cheia, noite escura...
Tem muita gente
Que não sabe o que procura.
Nem eu, nem você,
Ninguém pode saber.
Só o mistério da luz
Pode desvendar
O enigma que está por chegar
(Guardado dentro de nós...)
Sou conseqüência de mim mesmo.
Mesmo assim, nem sei quem sou!
Desesperadamente louco por alguém
Que eu nem mesmo sei quem é...
Criaturas do céu,
Sombras na terra.
Só o pó que cria, pode destruir.
Só o criador sabe o segredo da vida.
Só a vida sabe quando acabar.
E não é por minha causa
Que tudo isso vai mudar!

(21/08/93)
 
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