quinta-feira, 24 de setembro de 2009 3 comentários

Gritar

Silêncio...
E só.
Não há palavras.
Há, apenas, gesto.
O gesto mais simples
Rasgando vontades,
Armando bobagens,
Dizendo verdades,
Adicionando sorrisos...
Meus sorrisos.
Isso quando são sorrisos.
Não há o que discutir.
Há, apenas, o sentir.
A incrível necessidade
Volátil, volúvel,
Onde se aprende
Não uma Lei, uma ordem.
Tudo. Todos os autos.
A invencível vontade
De gritar seu nome
E, subitamente, sussurrá-lo.
Muitas vezes, poucas vezes.
Então, por que se preocupar?
Nada importa.
Isso é o que importa.
No (meu) caso, há um porém:
A vontade de te ver,
Te sentir, te sonhar.
Assim, quem sabe, assim,
Te ter só pra mim.
Isso, sim, importa.

(Guilherme Ramos, 20/04/2007, +/-23h...)

É... Hoje eu mexi mesmo no "baú". Rsssss... Mais uma "antiga" pra compor o blog. Singela homenagem a uma amiga, grande apreciadora das letras e melodias...
1 comentários

Tentação II

É um olhar assim,
Que se mostra sincero...
Que mostra o caminho
Do perigo ou da salvação.
É algo que toca o espírito,
O corpo, o sangue e o coração.
É algo que não existe, mas...
Só quem é (muito) forte resiste...
A esse tipo de tentação.
É preciso falar mais...
Ou não?

(Guilherme Ramos, 02/02/2007, 17h31)

Antiiiiiga... Mas postada agora. É, sou assim mesmo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009 1 comentários

Palavra Nunca Lida

Amor! Palavra nunca lida,
Mistério para a imaginação.
Amor? Palavra nunca dita.
Resposta? Ou mais uma questão?

Amor! Palavra que não se cala
Ainda que muitas vezes em vão.
Amor? O que você entende?
Lá no fundo do coração.

Amor! Penso que sim (pode ser)
Mas, muitas vezes, penso em vão
Amor? Difícil é tentar (só entender)
Sem cair no clichê (ah! isso não...)

Amor que vem sem que se queira
Duvida-se que seja tão violento
E nega-se se o medo tenta
Amor, quando se traduzirá? (Penso...)

Mistério da terra, da água, do fogo e do ar,
Transcende a razão - afinal é puro sentimento.
Ah! Hum! Sentir não por sentir (mas transfigurar)
Amor. Acima e além: quinto elemento.

(Guilherme Ramos e Larissa Fontes. Começou em março/2009... e não lembro quando foi concluído. Desafio peculiar: fazer um poema sobre "amor", o sentimento; não sobre seu efeito nas pessoas - como é tão comum, sobretudo, nas músicas. Bem, fica nossa humilde contribuição. E que venham outras inspirações/parcerias!)
sexta-feira, 11 de setembro de 2009 1 comentários

A Vida Inteira

Quero ouvir
O rangir
Do teu sapato
Estampado
Pisando nas pedras
Até à porta chegar.

Cante um samba,
Dance uma ciranda
E vista pedrarias.
Eu visto saudade
(Também sei brilhar)
(Laiá-laiá...)

Passou um vento
Na minha roseira
(Mas que bobeira)
A cama se encheu de flor.
Chegue. Chegue...
Pois tudo o que eu faço agora
É te chamar.
(Laiá-laiá...)

Nada mais sou...
Do que te chamar.
A vida inteira...
A vida inteira...
A vida inteira...

(80% "inspiração" Larissa Fontes e 20% "ousadia" Guilherme Ramos. É. Deu no que deu. Depoimento lá, que virou postagem, aqui. Uma "quase música". Simples assim. Valeu, Lari!)
domingo, 23 de agosto de 2009 2 comentários

Amortização

Não fosse a morte,
Minha sorte,
Pouco faria caso
Do acaso forte
Que nos faz voltar atrás,
Até perder o norte.
(Assim como um punhal, o corte.)
Amortizar a ação
E sublimar a emoção
Do frio que faz
Nessa noite assaz,
De norte a sul,
De leste a oeste.
Num puro vórtice,
Há um algo mais...
Que não se desfaz
Nessa chuva cafajeste.

(Guilherme Ramos, 21/08/2009, 1h26.)
sábado, 15 de agosto de 2009 4 comentários

Escrever

"Escrever é igual foder. Só os amadores se divertem. Ou você já viu uma puta dando risadinhas por aí?" (Hunter Thompson)

* * *

É. Que é "foda", isso é... Rssss... Mas eu nunca tinha pensando desse jeito. HUAHAUHAUHAUHAUA... Thompson botou pra f... (uia!)

P.S.: "esquentando" as coisa por aqui, já que estão tão "frias"... Rsss...
terça-feira, 11 de agosto de 2009 1 comentários

A2 - O Espetáculo...


Encontrei parte do texto abaixo na Internet. Desconheço o autor. Daí, analisei o “repertório” (constatando a involução musical...), fiz algumas modificações e/ou atualizações e ousei continuar até 2009, transformando-o num texto teatral. O resultado pode ser assistido no espetáculo “A2” (uma comédia inteligente sobre relacionamentos - o que você vai ler é apenas UMA das cenas), em breve, num teatro perto de você!

CENA IV – CASO
(NINGUÉM É DE NINGUÉM)

NARRADOR - (Gravação) Quando a “cantada” dá certo, a paquera dá certo. Voilà! E depois do primeiro “amasso”, ela já vira um “caso”, um “cacho”, um “lance”, um “esquema”... você pode passar horas falando os nomes que dão ao segundo estágio do relacionamento. Aliás, grande estágio! Você pega aqui, o outro acolá, os dois mexem e mexem e mexem... (Pausa breve) pode até rolar um “sexozinho” básico, mas nada muito adiantado. Básico mesmo! No máximo um sexo oral, afinal “você não é qualquer pessoa”... (Pausa breve) Daí já pinta aquele negócio de ligar um pro outro a cada quinze minutos; sair mais constantemente... Ainda é bom, mas já começa a ter uma certa “cobrança”. Afinal de contas, “vocês dois não são como as outras pessoas”, não é?

(Tocam-se músicas das décadas de 30 até 2009. A melodia deverá ser tocada ao fundo, permitindo uma narração de SRA X e um playback de SR Y. À medida que os anos vão passando e o texto vai sendo falado, o casal usa e abusa de adereços representativos de cada época).

SRA X - Década de 30... Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta...

SR Y - (Cantando) “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada. És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor, que na vida é a preferida pelo beija-flor...”

SRA X - Década de 40... Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para a Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música...

SR Y - (Cantando) “A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua, costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar...”

SRA X - Década de 50... Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa...

SR Y - (Cantando) “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema. É a coisa mais linda que eu já vi passar...”

SRA X - Década de 60... Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme...

SR Y - (Cantando) “Eu te darei o céu meu bem e o meu amor também... Eu te darei o céu meu bem e o meu amor também... Toda a minha vida eu já lhe dei e agora já não sei o que vou fazer se te perder eu morrerei... Eu te darei o céu meu bem e o meu amor também... Eu te darei o céu meu bem e o meu amor também...”

SRA X - Década de 70... Ele chega em seu fusca, com tala larga, sacode o cabelão, abre a porta pra mina entrar e bota um melo jóia no toca-fitas...

SR Y - (Cantando) “Meu bem você me dá água na boca... Vestindo fantasia, tirando a roupa... Molhada de suor, de tanto a gente se beijar. De tanto imaginar loucuras! Nada melhor do que não fazer nada... Só pra deitar e rolar com você!”

SRA X - Década de 80... Ele telefona pra ela e deixa rolar um som...

SR Y - (Cantando) “Seu corpo é um fruto proibido, é a chave de todo pecado e da libido. E prum garoto introvertido como eu, é pura perdição. É um lago negro o seu olhar, é água pura de beber, se envenenar... nas suas curvas derrapar, sair da estrada e morrer no mar... E pra você eu deixo apenas o meu olhar 43, aquele assim, meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você... Princesa!!!”

SRA X - Década de 90... Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica...

SR Y - (Cantando) “Você apareceu do nada e você mexeu demais comigo. Não quero ser só mais um amigo. Você nunca me viu sozinho. E você nunca me ouviu chorar. Não dá pra imaginar quanto é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais. É cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais.”

SRA X - 2000... Ele põe o chapéu de vaqueiro, pega o laço e manda aquele sucesso da TV...

SR Y - (Cantando) “Ponho o carro, tiro o carro na hora que eu quiser, que garagem apertadinha, que doçura de mulher. Tiro cedo, ponho à noite e também de tardezinha, tô até trocando o óleo na garagem da vizinha!”

SRA X - 2001... Ele captura na Internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail...

SR Y - (Cantando) “Quer dançar? Quer dançar? O Tigrão vai te ensinar! Vou passar cerol na mão, assim, assim! Vou cortar você na mão! Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Assim, assim!... Vou trazer você pra mim...”

SRA X - 2002... Ele pára o possante rebaixado e no mais alto volume, solta o som...

SR Y - (Cantando) “Beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é, é namorar pelado...”

SRA X - 2003... Não tem diálogo, não tem recado, o negócio é “animal”...

SR Y - (Cantando) “Minha egüinha Pocotó... Pocotó, Pocotó, Pocotó, Pocotó!...”

SRA X - 2004... O amor está no ar. E “tome amor”...

SR Y - (Cantando) “Porque cada vez que a gente se encontra é bom demais; é tanta loucura que você me faz... E tome amor! E tome amor! No meu peito. Esse coração que agora já não quer mais me deixar; pois só basta a gente se encontrar... E tome amor! E tome amor! E tome amor... No meu peito.”

SRA X- 2005... Tudo virou festa!

SR Y - (Cantando) “Hoje é festa lá no meu ‘apê’... Pode aparecer, vai rolar ‘bunda lêlê’! Hoje é festa lá no meu ‘apê’... Tem ‘birita’ até o amanhecer!”

SRA X- 2006... Onde a “mina” vai, o “mano” vai atrás...

SR Y - (Cantando) “Se ela dança, eu danço! Se ela dança, eu danço! Se ela dança, eu danço! Falei com o DJ!... Pra fazer diferente, botar chapa quente, pra gente dançar! Me diz quem é a menina, que dança e fascina, que alucina querendo beijar... Ela só pensa em beijar... Beijar! Beijar! Beijar! E vem comigo dançar... Dançar! Dançar! Dançar!...”

SRA X- 2007... As coisas foram... “se encaixando”...

SR Y - (Cantando) “Olha meu bem, você me surpreendeu! Era criança, agora que cresceu... Se tornou um mulherão, pula cerca todo dia! Essa mania agora, de ficar toda encaixadinha... Ai, mainha... Ai, mainha... Ai, mainha... Você tá todinha... toda encaixadinha... toda encaixadinha... toda encaixadinha...”

SRA X- 2008... E o amor tornou-se mais “gastronômico”...

SR Y - (Cantando) “Vem meu cajuzinho, te dou muito carinho... Me dá seu coração, me dá seu coração. Vem meu moranguinho, te encho de carinho, te encho de tesão. Te encho de tesão... Na sua boca eu viro fruta, chupa que é de uva... Chupa, chupa... Chupa que é de uva! Na sua boca eu viro fruta, chupa que é de uva... Chupa, chupa... Chupa que é de uva! Chupa, chupa... Chupa que é de uva...”

SRA X- 2009... E os “valores” foram mudando...

SR Y - (Cantando) “Você não vale nada, mas eu gosto de você! Você não vale nada, mas eu gosto de você! Tudo que eu queria era saber porquê?!? Tudo que eu queria era saber porquê?!?”

(O casal se atraca ferozmente, a exemplo dos “namorados” que se conhecem em festas e saem de cena dançando.)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009 1 comentários

Imitação

É clichê, mas...
Vamos ver, vamos ver:
A 'arte' imita a 'vida'?
Ou a 'vida' imita a 'arte'?
Será que importa?
Como se comporta?
Acontece por toda parte...
De Strindberg a Sartre.

(Guilherme Ramos, 07/08/2009, 10h16.)

Comentário de um comentário que virou postagem. Assim é um blog, assim é a vida. Obrigado, Larissa, pela inspiração!
terça-feira, 4 de agosto de 2009 2 comentários

Costume

Eu não quero saber,
Quero (mais) é prazer
E mais nada.
Só não sei se você
Se acostumou a dizer (isso)
Pra pessoa errada.

(Guilherme Ramos, 04/08/2009, 17h03)
quarta-feira, 22 de julho de 2009 2 comentários

Literárias Mostras Virtuais

BACANAL LITERÁRIO NO SESC CENTRO!
Vai ficar "por fora"? Ou quer ficar "por dentro"?

O Lançamento da ação, que compõe o Centro de Difusão e Realizações Literárias (CDRL) do SESC Alagoas, será dia 24/07/2009, a partir das 19h30, no SESC Centro (R. Barão de Alagoas, 229, Centro. Contato: 3326-3133).

A entrada é FRANCA!
segunda-feira, 6 de julho de 2009 9 comentários

O Atirador, a Pedra e o Rio...

Quando atiramos uma pedra em um rio, ela causa ondulações circulares à água, que tem alcance variável, dependendo da “força” empregada.

Da mesma forma são as resultantes de ações em nossa vida: lançamos palavras e/ou sentimentos (como pedras), que atingem o alvo (caem no rio) e, dessa combinação, surgem os conflitos (ondulações). Isso não ocorre aleatoriamente.

Alguém me disse que – com relação a seus sentimentos – não sabia se a culpa era do atirador, da pedra ou do rio. Que se culpou por muito tempo enquanto atirador para, depois, decidir-se por acusar o seu alvo. Havia suas razões. Não me cabe discutir aqui.

Refleti sobre o meu caso e até achei que a culpa era do atirador ou mesmo da pedra, nunca do rio. Afinal, era apenas um alvo. Sem solução até hoje, apenas “rio” (com o perdão do “trocadilho”). Não percebi que as respostas mudam de um caso para outro; de tempos em tempos. A todo momento.

Certa vez, havia “cumplicidade” entre as partes. Uma espécie de ritual, onde cada lado cumpria seu papel, sua razão de ser. Mas, de repente, sem mais nem menos, o “rio-alvo” secou e virou deserto. A “pedra-sentimento”, agora, era só mais uma na multidão que lotava o fundo do antigo rio. Tornou-se (apenas) – como diria o poeta – “uma pedra no meio do caminho”. Para mim mesmo, um reles “atirador-apaixonado”.

Aprendi. A duras penas. Com o tempo. Não há como aprender de outra forma, mesmo quando alguém lhe explica tudo. É preciso ter cuidado com o que se lança à sorte do destino, porque pode se tornar um obstáculo futuro. Um deserto. E o “alvo” (inicial) pode nem mais existir. Será sempre você. Só e somente só: você. Especial e único.

O meu maior receio é viver eternamente nisso. Num eterno “gostar-desgotar-regostar” e, no fim, nunca ser/estar (com) alguém.

(Guilherme Ramos, 06/07/2009, 21h33)
sexta-feira, 3 de julho de 2009 4 comentários

Há males que vem para o bem

“Há males que vem para o bem.”

A frase é velha conhecida do (domínio) público. Seu uso, é irrestrito e, por vezes, funciona.

Hoje, eu a utilizo para o fenômeno post mortem Michael Jackson (1958-2009). Ok, ok, ok... Sei que todo mundo está falando nele, mas... não posso deixar de registrar – aqui – uma (curiosa) realidade local.

Não foi apenas o comércio formal de CDs/DVDs que se beneficiou da fatalidade para vender álbuns do astro pop. No Centro de Maceió/AL, os “comerciantes de mídia genérica” tocam e comercializam, em barracas/carrinhos no meio da rua, a MPPB (Música Pra Pular Brasileira) – sonoridade bizarra que a cultura de massa insiste (e consegue) chamar de “música” – forçando-nos a escutar acordes malditos, solos apavorantes e refrões hediondos. Pois não é que após a morte do cantor americano, passou-se a tocar algo que parecia impossível em nossas manhãs e tardes?

“Ben”, “Thriller”, “Billie Jean”, “Human Nature” et all tocam diariamente, insistentemente, desde 26 de junho – meio que desinfetando nosso cotidiano e aliviando a aflição de pessoas como eu que não podem pedir para os ambulantes desligarem seus equipamentos de som (quase trios elétricos), visto que a rua é pública...

Agora, “graças” (ops!) “devido” ao falecimento do cinquentão com síndrome de Peter Pan, eu posso andar na rua mais tranquilo, como se estivesse em algum lugar (um pouco mais) civilizado, por vezes cultural, como um verdadeiro centro de cidade que se preze deveria ser.

Pena que – tenho certeza – daqui há algum tempo, tudo isso desaparecerá, dando lugar ao TOP TREVAS de sempre. Isso me lembra um outro ditado:

“O que é bom, dura pouco.”

A menos que, por alguma "maldição", essa história de morrer – e vender mais e mais discos – vire moda e tenhamos uma maratona multimídia no Céu e na Terra. Já pensou? Ouvir Madonna, Elton John, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Chico Buarque (e tantos outros) no meio da rua? Não que eu deseje a morte de ninguém, mas... é fato:

“Há males que vem para o bem.”

(Guilherme Ramos, 03/07/2009, 22h10)
terça-feira, 30 de junho de 2009 5 comentários

Uno Inverso


Sabe por que as estrelas têm seus brilhos tão presentes aos nossos olhos, mesmo quando não existem mais?

Porque não é preciso ESTAR para SER. Somos o que somos na vida dos outros, mesmo distantes.

Assim como as estrelas, só nos RESTA ‘brilhar’ os anos-luz que nos RESTAM. Sim, a REPETIÇÃO é algo proposital. Como na vida. Bem ou mal vivida. Sentida ou não sentida. Ferida ou não ferida. Enfim, no seu/meu fim. Bom ou ruim. Assim, assim...

Não há luz de estrelas sem escuridão. E são trevas que fazem o meu coração. Feito de sangue e músculos, esse órgão não guarda (re)sentimentos. Mas (re)lembra de certos momentos...

Tempos-luz de bem-estar. De não estar. De se encontrar. De se evitar.

Ausência é conseqüência? Coincidência. Abstrata. Que retrata e maltrata a todos. Eu, você... Todo mundo. Todo o mundo. O mundo. Bem fundo... Hora, minuto e segundo...

Contagem regressiva para um outro dia:

4... paredes!

3... horas a fio!

2... corpos que se desejam!

1... orgasmo! No frio (da madrugada...)

Eu...

Você...

Nós...

Que não desatam, apenas aumentam... de tão sós.

É. Enfim... Sós.

Tantas estrelas; tantos sóis...

(Quantas estrelas em tão poucos sóis?)

Um universo infinito...

(Por vezes, maldito...)

Registrando...

Algo de ‘finitivo’...

É definitivo: o fim.

Ou um novo (re)começo...

Para você e também para mim.


(Guilherme Ramos, 30/06/2009, 00h13)

sábado, 20 de junho de 2009 2 comentários

UMA HARMONIA FANTÁSTICA: CRIANÇA E TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO

Boa noite! - pra quem é de boa noite...
Alegria! - pra quem é de alegria...
Vou agora apresentar um trabalho
Que fala “da criança e da tecnologia”.
E se chama “UMA HARMONIA FANTÁSTICA:
CRIANÇA E TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO.”
O que se pretende, nesse momento,
Não é deixar ninguém sonolento,
Mas, apenas, facilitar a compreensão.

Iolanda Cortelazzo, disse que tecnologia:
“É aplicação de um conhecimento,
De um ‘saber como fazer’...”
(E disse muito mais!)
“De métodos e materiais
Para a solução de um problema.”
Ou seja, professor: como mestre do saber,
Podemos, ainda mais, surpreender
E evitar qualquer dilema.

Na Educação, a “tecnologia”
Tem muita, mas muita importância!
Pode ser um grande recurso educacional,
A “informática” na infância.
É o momento certo de ensinar
“Teoria” e “prática” pra criança
Onde o papel do “educador”,
Também chamado de “professor”,
É combater a ignorância.

Mas a aplicação da tecnologia
Na educação, não é brincadeira!
É preciso implantar novas tecnologias
Pra não fazer nenhuma besteira
No processo de aprendizagem,
Não dá pra fazer qualquer “fuleragem”!
Ao implantar um projeto pedagógico,
Para a utilização dos recursos do computador,
Ganha todo mundo: a escola, o aluno e o professor!

Mas é preciso que o educador
Seja o primeiro a se “informar”
Porque o problema não é dinheiro
É a vontade de “se ensinar”.
Minha família toda quase sempre me dizia:
“Como pode, um peixe vivo, viver fora da água fria?”
Então, como pode, um professor, ficar longe da tecnologia?
Saber o que fazer com a informática pode representar
A diferença no futuro dos alunos que vamos ensinar.

(Guilherme Ramos, 18/06/2009, 13h40)

* * *

Poesia popular livremente baseada na ideia original da minha amiga Jadir Moura. Ela me propôs o desafio (tema) e... taí! Rssss... Beijão!
quinta-feira, 18 de junho de 2009 2 comentários

Aquarela Digital

Hoje, os contos de fada enfrentam desenhos animados.
Na TV, Power Ranger; na sala, os livros guardados.
O pai mais esperto, lê para o filho um pouco.
Mas assiste a TV ao seu lado, não deixa ele solto.
Se a criança, com os pais, assiste à TV e forma opinião...
A criança, sem pais, assistindo à TV pode ser alienação!
Ontem, a rua, era o auge; hoje, sem ela, é só TV.
A Internet virou a rua... e o Orkut atrai até você!
O shopping virou vitrine, o que é quase um crime,
Onde se desfila, pra se “amostrar”...
Tem de tudo: emo, nerd, gótico ou lolita – é de lascar!
No fim de tudo, a “panelinha” só mudou de época e de lugar!
Basta imaginar a turma toda rindo, zoando “lindo”
E nem se a gente quiser... isso vai mudar.

Numa escola qualquer professor vira família inteira.
Com sua fama de mau, substitui o pai que “bobeia”.
A escola vira uma rua que, sem TV, nem sempre se tem.
E sem privacidade procuram, no “mestre”, algo além.
O meninO vê na professorA a imagem do “saber”...
Então, deixa isso pras meninAS, não quer mais aprender.
Utopia, quem diria, pode mesmo se realizar?
Uma escola desenvolvendo algo difícil de acreditar:
Sem nenhum receio, não mostra o que é certo,
Nem também errado, quer questionar...
No processo, não é preciso saber onde tudo isso vai dar.
O fim dele, “o olhar crítico” é o que se espera alcançar.
Vamos todos ensinar de uma nova forma,
Que não “deforma” e os alunos no fim...
Podem voltar a sonhar!

(Guilherme Ramos, 01/06/2009, 22h10)

* * *

Paródia da música “Aquarela” (Toquinho/Vinicius de Moraes/G.Morra/M. Fabrizio) inspirada livremente no texto “Contos de Fadas em Versão Digital”, de Mário Corso e Diana Lichtenstein Corso.
quarta-feira, 17 de junho de 2009 5 comentários

Meu Primeiro Selo


Estava a toa na vida, quando a Lari (Larissa Fontes, blog “Do Lado de Dentro”) me chamou:

“Te deixei um selo lá no meu lado de dentro. :)”

U-huuuu! Ganhei meu primeiro selo! Rsss... Então, estou fazendo a minha parte! Curtam essa ideia. É uma forma não só de homenagear nossos amigos e suas criações/opiniões, mas, também, de nos permitir voltar a pensar em nossos sonhos... Sabia que – por um momento – eu demorei a listá-los? E isso me preocupou. Será que a realidade-rotina está me causando amnésia lúdico-seletiva? Não, não e não! Não posso permitir isso!

Obrigado, Lari, por me fazer lembrar que (ainda) tenho (mais que oito) sonhos para realizar...

Vamos nessa!

Regras do jogo:

- A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer.

- É necessário que se faça uma postagem, relacionando essas oito coisas e explicando as regras do jogo (como estou fazendo aqui).

- É preciso convidar oito parceiros de blogs.

- E, finalizando, devemos deixar um “comentário” para quem nos convidou.

(Simples assim! Rssss...)

Então, vamos aos “MEUS DESEJOS” (que não estão em ordem de importância, claro...):

1. Viajar para Machu Picchu e Europa;

2. Montar minha adaptação teatral do livro “O Caso dos Dez Negrinhos”, de Agatha Christie (1890-1976);

3. Montar meu musical infanto-juvenil “O Cristal Encantado”;

4. Construir e administrar um teatro-escola;

5. Escrever (e publicar) meus livros – romances, poesias, dramaturgia, RPG etc.;

6. Ter meus romances vendidos em todo o mundo – ficando na lista dos maiores best sellers da história – superando Dan Brown, porque minhas histórias são bem melhores! (Óia! Rsss...);

7. Ter meus textos teatrais, livros etc. montados/adaptados para a TV e para o cinema! (Huahuahuahuahuahua...). Meu romance “Samsara: Os Filhos do Sempre” é perfeito para uma série da HBO! (Rssss...) Ah! E ela será, claro, o maior recorde de audiência de todos os tempos! (Kkkkkkkkkkkkkk...),

8. Independente de qualquer coisa, quero deixar um “legado” para a humanidade.

E, agora, apresento os “MEUS INDICADOS” (idem aos desejos...):

1. “Contatos Imediatos”, do ‘prosopoético’ Apolinário Junior.
http://dapoesiaaocaos.blogspot.com/

2. “Nadanonada”, da ‘mais que demais’ Lúcia Bettencourt.
http://nadanonada.blogspot.com/

3. “Cia do Chapéu”, da ‘homônima’ companhia de teatro.
http://ciadochapeu.blogspot.com/

4. “Antiguidades”, da ‘histórica’ Martha Correa.
http://marthacorreaonline.blogspot.com/

5. “Diário de Bordel”, do meu ‘amigo-irmão-de-arte’, Julien Costa.
http://diariodebordel.blogspot.com/

6. “Do Outro Lado”, do ‘papai’ Luiz Siqueira.
http://dooutrolado-dela.blogspot.com/

7. “Complicada e Perfeitinha”, da ‘cantriz’ Joelle Malta.
http://mademoisellejoelle.blogspot.com/

8. “About Stories and Medias...”, do ‘cineasta’ Flávio Barone.
http://aboutstoriesandmedia.blogspot.com/

É isso aí. Eu fiz minha parte. Faça a sua. Lembre aos seus amigos que eles (ainda) tem sonhos... Quem sabe essa iniciativa não os ajude a “realiza-los”?

Beijos 1000! Do TAMANHO do Brasil!
3 comentários

Fênix

(Flávio Venturini/Jorge Vercilo)

Eu!
Prisioneiro meu
Descobri no brêu
Uma constelação...

Céus!
Conheci os céus
Pelos olhos seus
Véu de contemplação...

Deus!
Condenado eu fui
A forjar o amor
No aço do rancor
E a transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Vou!
Entre a redenção
E o esplendor
De por você viver...

Sim!
Quis sair de mim
Esquecer quem sou
E respirar por ti
E assim transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Agoniza virgem Fênix
O amor!
Entre cinzas arco-íris
Esplendor!
Por viver às juras
De satisfazer o ego mortal...

Coisa pequenina
Centelha divina
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso...

Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas...

E eu!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

O amor!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção
O amor!...

* * *

Poesia. Música. Poesia musicada. Música poética. Enfim: arte. É uma questão de nomeclatura. O efeito que as palavras (cantadas ou recitadas) causam nas pessoas é o que importa. Então, importe-se. Faz bem ao coração. Ah! Não sou um fã de J.V. Mas de uma coisa, tenho certeza: o cara é um poeta. E pronto. Que mal há em admitir isso? Confesso que gostaria de ter escrito essa letra. Mas, enquanto não chego a um conteúdo desses, vou ensaiando uns outros versos por aqui. Rssss...
1 comentários

Campanha Nacional de Apoio ao RPG



É isso aí! Estou apoiando uma iniciativa nacional em prol do RPG (Role Playing Game). Quer saber mais? Clique no banner acima ou aqui e entenda um pouco mais sobre a iniciativa! Comentem e terei o maior prazer em explicar o que é esse jogo. Por enquanto, segue parte de um texto, que esclarece bem as coisas...

Abração!

VAMOS JOGAR RPG?

(Por Thiago Diniz. O texto completo pode ser lido clicando aqui)

Como Explicar o que é RPG para alguém que nunca ouviu falar do jogo?

Ok, isto não é um manual, mas um dos intuitos dessa campanha (e, creio eu, todas as campanhas de RPG precisariam ter um espaço para isso) é mostrar o jogo para quem nunca viu ou jogou. Uma das dificuldades provém de preconceitos bobos (não vou explicar o que é RPG pra minha mãe!) ou então de uma má vontade bem grande por parte de muitos jogadores.

Se o RPG é um hobby fácil, saudável e divertido como nós todos pregamos, porque raios é tão dificil de explicar? Não é dificil, nós é que, geralmente, não queremos explicar. Então, ai vai:

O RPG é um jogo de interpretação, ou seja, você joga fingindo ser uma outra pessoa, como uma brincadeira de mocinho e bandido. A diferença é que, no RPG existem regras. Os livros que nós usamos, contém regras pra nós usarmos nos jogos. Essas regras nos ajudam a fingir ser nossos personagens no jogo. Essas regras, nós chamamos de "sistema". Alguns desses livros também possuem histórias pra usarmos pra jogar.

Além disso, o jogo não tem um vencedor. A ideia principal dele é apenas passar o tempo e se divertir. Não é preciso que ninguém vença o jogo pra ele ser divertido. Para que o jogo fique divertido, nós usamos regrinhas e fichas, para que ele tenha alguma coisa de "jogo".

Um dos jogadores é o Mestre, esse jogador é mais experiente e ele é responsável por conduzir o jogo. Ele é como um diretor. Ele fala pros jogadores como é o mundo que eles vão jogar com seus personagens e interpreta os vilões e todo o resto. Tudo no RPG é pura fantasia, invenção e brincadeira. Nada dele deve ser levado a sério.

Esse resumo é suficiente pra fazer a maioria das pessoas compreenderem o que é o RPG, bem superficialmente. Se a pessoa quiser jogar ou experimentar, convide-a para assistir uma partida, ou apresente-a a algum sistema.

Jogar RPG é fazer amigos

Insisto nessa frase. Não há melhor do que ela. Tudo que estamos, quase "pregando" nessa campanha é isto. Jogar RPG é um modo muito divertido de fazer amizades. Então, pense bem, porque torcer o nariz ou se recusar a explicar ou ensinar alguém a jogar RPG? A "classe" dos RPgistas sempre foi considerada desunida, temos revistas, sites, editoras e outros que apoiam o hobby e continuamos sendo considerados uma classe desunida.

Porque não tentar, nessa campanha, mudar esse quadro?
quarta-feira, 10 de junho de 2009 2 comentários

Intermídia



Já pensou se essa moda "pega"? Rsssss...
3 comentários

Saudades: 8 Letras; 8 Frases...

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche." (Martha Medeiros)

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida." (Clarice Lispector)

"Saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar." (Rubem Alves)

"Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida..." (Pablo Neruda)

"Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue." (Adriana Falcão)

"Saudade é ser, depois de ter." (Guimarães Rosa)

"Saudade é estar na presença de tua ausência." (Hilda Richter)

"Saudade é o que fica... de quem não fica." (Autor Desconhecido)
 
;