terça-feira, 18 de janeiro de 2011 0 comentários

Um Último Caso

Para mim, um agente do Departamento de Polícia de Londres, os dias eram todos iguais: perseguir alguns suspeitos, interrogar outros, dar uns tiros, procurar provas, fazer um relatório, voltar para casa, inventar mais uma “desculpa” que justificasse o atraso para o jantar, os machucões e as roupas estragadas para minha esposa Christine, tomar um bom banho quente, beijar minha filha Regina e “tentar” dormir*.

Sempre a mesma rotina...

Como não conseguia dormir direito, saía de casa tão cedo que minha família ainda não havia acordado e voltava tão tarde que todos já tinham se recolhido. Por essas e outras, minha vida conjugal não estava lá nenhuma maravilha. Christine já falava em separação, pois tinha medo do que poderia vir a acontecer comigo. Sua maior preocupação era o bem estar da filha, que nunca sabia se iria ver o pai voltar (vivo) para casa.

A vida de policial estava deixando a todos nervosos. Prometi tirar umas merecidas férias e, talvez, assumir um cargo “mais burocrático” no Departamento. Bastava apenas resolver um último caso...

- É apenas um caso. Só mais um caso... – Pensei.

Era uma noite chuvosa de sexta-feira. Parecia ser uma noite igual a tantas de minha vida, exceto pela chuva. Nunca havia chovido tanto em Londres. Não poderia ser pior: eu e outros policiais conseguimos algumas pistas sobre a localização de um perigoso assassino.

Sete crianças já haviam sido assassinadas e uma oitava estava desaparecida. Segundo um telefonema anônimo, esta fora vista correndo próximo às docas, perseguida por um homem alto e muito estranho, vestido de negro.

O grupo se dispersou.

Lá estava eu, sozinho, de arma em punho, a procura de alguém que não sabia quem era. Um verme que transformou a vida de sete famílias em um inferno. Imagine! Sete crianças, mortas! Eu precisava pegar o desgraçado, afinal também tinha uma filha. Sabia da dor que os pais das vítimas estavam sentindo. Eu só poderia deixar as ruas depois de limpar essa “sujeira”...

Não demorou muito e parei de me esconder. Eu sabia que estava próximo de meu objetivo e que o assassino já me tinha sob seu olhar. Mais alguns passos e entrei num grande e velho galpão abandonado.

A porta fechou-se, num estrondo. Mantive o sangue frio. Procurei uma área mais iluminada e esperei.

- Por que não deixa a criança ir embora e se entrega? – Perguntei.

- Por que existem estrelas no céu e grãos de areia na praia, Max? – Respondeu o procurado.

Fui em direção da voz.

- Não precisa me procurar, Max... Eu estou bem aqui, na sua frente... – Retrucou o assassino, aparecendo sob uma plataforma, acima de mim, com uma faca no pescoço de uma linda garotinha, loira – de uns cinco anos – nos braços.

Olhei para cima e, enquanto me aproximava e subia uma escada, procurei ganhar tempo:

- As estrelas existem para ser vistas e admiradas, mas nunca poderão ser tocadas. A areia pode ser tocada, mas se for retirada de seu lugar de origem, perderá seu valor quanto praia... Assim é essa criança. Tirando-a de seu lar, você a faz perder o carinho dos pais, as únicas pessoas que poderão cuidar dela e torná-la...

- Feliz? – Perguntou meu oponente. Besteira! Não tente me enganar com suas palavras bonitas, “Mad Max”... Isso não vai ajudá-la! Seu destino está traçado! Ela vai morrer! E vai morrer agora!

- Nãããããããããããããããããããããããoooooooooo! – Eu, que já estava bem perto, disparei minha pistola. Os tiros abalaram a estrutura de madeira (bastante velha) onde estávamos, fazendo-nos cair, antes do assassino concluir o golpe com a faca.

Eu levei a pior. Grande parte da plataforma caiu sobre minhas pernas, imobilizando-me. Procurei por minha arma, mas ela foi perdida. Meu oponente era bastante ágil e, inacreditavelmente, não sofreu um só arranhão. Rindo, aproximou-se, ainda com a criança nas mãos... Morta.

- Está vendo o que é o destino, Max? Ela tinha que morrer. Não sou eu ou você quem controla isso, meu caro.– Falou. Deu uma breve pausa e, olhando para minha mão esquerda, esboçou um sorriso – Ora, ora... você é casado! Que promissor...

Tentei soltar uma piada, esperando que meus amigos chegassem logo, mas era evidente minha preocupação com a família:

- Nada disso, amigo. É só pra fazer charme. As mulheres adoram homens comprometidos...- Falei.

O assassino soltou uma gargalhada.

- Um comediante? Um policial com bom humor! Os tempos mudaram... Pois bem, Max, vejamos como encara o meu humor... – concluiu, segurando o corpo da criança pelos cabelos e cortando-lhe seu pescoço.

Enquanto o sangue jorrava sobre mim, novos golpes foram desferidos sobre o corpo, já sem vida, da garota. Ele arrancou as orelhas, o nariz, os cabelos, os olhos... Era uma cena terrível, em contraste com a alegria doentia do lunático. Por fim, jogou o corpo ao meu lado.

- Não é incrível, ter o poder da vida e da morte nas mãos, Max? – Falou, aproximando-se. - Você tem a vida. “Eu sou a morte”. Agora, chega de espetáculo. Sou um homem ocupado, sabia? E você ainda tem que dar um jeito nessas pernas... Adeus, Max! Até a próxima ação do destino... E ela pode estar tão “perto de você”... – O homem desapareceu nas sombras.

Eu estava muito ferido. Acabei por desmaiar. Algum tempo depois meus colegas chegaram e me levaram ao hospital. (Sim, a “cavalaria” sempre chega atrasada...)

Não era apenas um simples caso...

E, definitivamente, eu não era mais o policial eficiente de antes. Mesmo contra minha vontade, meu posto foi passado a outro e fiquei apenas como um inspetor de segurança. Ah, os “tão temidos” Assuntos Internos...

Após sair do hospital, vi que minha vida mudara também em casa. Christine foi embora. Preocupada com o bem estar da filha, mudou-se para Los Angeles. Explicou tudo numa carta. O casamento havia acabado.

- Bem, foi melhor assim. Pelo menos elas estão seguras... – Pensei.

Mas nem tudo foi tão bom assim. Já perdi a conta das vezes que passei horas e horas olhando a foto de minha esposa e filha. Comecei a beber, a fumar... Meu estado emocional, às vezes, é lastimável, numa profunda depressão.

Sem poder participar ativamente nos casos do Departamento, resolvi abrir um escritório de investigações particulares, em um apartamento no centro da cidade. Nas horas de folga, através de um acordo entre eu e Christine, passo bons momentos ao lado de minha filha, que vem de Los Angeles e passa alguns dias ao meu lado.

A vontade de ter Christine e Regina de volta nunca saiu de minha cabeça. Quem sabe um dia, quando os pesadelos deixarem minha vida e o fantasma daquela noite maldita de uma sexta-feira chuvosa puder ser apagado de minha lembrança...

Max Sheldon.
Detetive Particular, pai e, atualmente, Investigador do Sobrenatural.
(Penrose, 958, Londres, UK).

(*) Desde pequeno, Max (Maximilian Sheldon) tem sempre o mesmo sonho: ele se vê andando por uma trilha tortuosa e deparando-se com muitas crianças pequenas pedindo sua ajuda desesperadamente, como se fugissem de alguém muito mau e poderoso. Com o tempo, se vê cercado e é atacado por elas, que, no esforço para serem salvas acabam por feri-lo e arrastá-lo para as sombras... Num grito, ele acorda chorando e passa boa parte da madrugada com medo de pegar novamente no sono. (Daí, o apelido de “Mad Max” por parte de seus amigos de trabalho. Boatos mais tarde e, no submundo do crime, cogitou-se a origem do nome por causa de sua dedicação e “linha dura implacável” contra os malfeitores. “Cuidado com o Mad Max! Ele não dorme! Está nos esperando, como um demônio... e vai nos levar para o Inferno!” – dizem alguns. Nada mais cômodo. Max acabou ganhando a admiração de uns, o respeito de outros e... bem, dá pra imaginar o resto não é mesmo?)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 0 comentários

Sobre Escrever

Escreva.

"Saber escrever"
É o mesmo que "escrever sempre",
Sob olhar do leitor contente.
Se o faz, não seja descrente.
Seu leitor fará sua parte.
Você, fará: Arte.

Apenas.

Há tempos não lia.
Hoje, leio algo passado.
Talento comprovado!
Escreva mais (e mais...)
Estarei (mesmo distante)
Ao seu lado. Encantado.

Apenas... Escreva.

Como um amante faz amor,
Sem medo do que virá...
Como um infante sente dor,
Sem esperança de curar...
Como faz, o escritor,
Linha a linha, sem parar.

Escreva... Apenas.

(Guilherme Ramos, 17/01/2011, 12h29. Vontade de ler... Muito!)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010 0 comentários

Modismo

Muda, a moda
Muda e surda.
Muda? Muda!
E muda, muda?
Muda. Surta.
Todo o tempo,
O tempo todo,
No mundo...
Da moda.

Inunda,
Abunda,
Nunca profunda!
Só afunda,
(Ou funda)
A moda,
A "nota"
($$$$$)

A rota
Amarrota
O cetim,
A cambraia.
Serve, no afã,
Scarpin...
Ou sandália.

Aceita, assim,
Dinheiro e cartão.
Sofre, no fim,
O pobre cidadão.

Consumo...
Ou sem sumo.
MODA:
o Suprassumo
Sem rumo.

(Guilherme Ramos, 22/12/2010, 20h05; revisão em 28/12/2010, 18h)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010 3 comentários

Eu nasci...

... há 38 anos atrás.

(Eu nasci há 38 anos...)

E não tem nada nesse mundo

Que eu não queira saber MAIS!

(E mais... e mais... e mais...)


É, gente! Mais uma primavera em minha vida! Parodiazinha ao Mestre Raul, o poeta marginal, pra não deixar o dia passar em branco! Rssss...




sexta-feira, 5 de novembro de 2010 2 comentários

05/11: Dia Nacional da Cultura

Viva!

É isso aí.

Recebi, partilhei.

Bom "Dia Nacional da Cultura" para tod@s vocês!

(E que todos os dias sejam "dias nacionais da cultura"...)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010 0 comentários

Políticas Públicas de Cultura: Utopia ou Realidade Possível?

Minha humilde sugestão: quatro palavrinhas (como numa “rosa dos ventos” e seus pontos cardeais):

N) Leis.

• Lei Federal de Incentivo à Cultura;
• Lei Estadual de Incentivo à Cultura,
• Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Com essas três crianças brincando e crescendo juntas, o país e, consequentemente, Alagoas e seus municípios, vão poder mostrar pra que vieram ao mundo. Não se pode viver num mundo sei Lei. Assim, culturalmente falando, também não podemos (sobre)viver sem um direcionamento, um “norte” que nos garanta viajar seguros pelo mar da produção cultural, sem monstros da cultura de massa (ou do míope interesse próprio) para nos atacar. Já dizia Sêneca: “nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde vai”.

S) Fundos.

Específicos para cada linguagem artística (Artes Cênicas, Literatura, Música, Audiovisual e Arte Visuais) e para o Patrimônio Material e Imaterial, descentralizariam verbas, permitindo ações por modalidade. Assim, mais artistas/técnicos seriam atendidos e o público teria acesso a mais possibilidades.

L) Editais.

Uma boa forma de regulamentar os fundos culturais e respeitar as leis de incentivo. Cria-se uma comissão temporária para julgar certa demanda e, após seu trabalho, a mesma é desfeita. Ano após ano as pessoas mudam, as visões mudam, os projetos mudam... E por aí vai. Simples assim. Funciona em grandes empresas. Deveria funcionar na gestão pública.

O) Ética.

Bom, ela não se compra em farmácia ou supermercado. Isso vem de berço. É uma questão de “educação, moral e cívica”. Não adianta implantar propostas como as descritas acima, se nossos “representantes oficiais” não derem à mínima para a Ética; se o “Q.I.” imperar e só “os amigos do rei” forem beneficiados. Enfim, é uma coisa perigosa. Como tudo na vida. Mas, quando usada com sabedoria, dá grandes resultados. Afinal, subvertendo (saudavelmente) a velha máxima popular, sabemos que “ética e canja de galinha não fazem mal a ninguém...”

(Guilherme Ramos, agosto/2010, para o Jornal Gazeta de Alagoas...)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010 0 comentários

Internet: a nova face de um mundo

O homem já foi mudo, já grunhiu, já falou e expressou suas idéias aos outros homens. Evoluiu, cresceu e inventou maneiras de falar aos locais mais distantes. Não satisfeito, falou aos quatro cantos do mundo, aos confins do espaço e até hoje aguarda uma resposta... Sua necessidade pela comunicação é natural, é inconsciente. O homem é um ser social e necessita do contato com outro homem.

O homem não quer apenas “falar” aos seus semelhantes. Ele quer falar mais e mais, falar sempre. Desenvolvendo o serviço postal (nossos famosos correios) pôde-se manter maiores contatos, trocar informações com qualquer pessoa no mundo. Quem nunca usou o correio para mandar aquele cartão festivo ou pedir alguma coisa por catálogos especializados? Quem nunca recebeu uma conta de água, luz e telefone? Quem poderia viver sem esse serviço tão importante? Sim, precisamos dos correios. Mas precisamos de tempo, de velocidade, de praticidade.

De repente, o homem cria em seus centros militares, uma forma de comunicação quase que instantânea. A “teia mundial” estava sendo tecida pela maior das aranhas da terra: as forças armadas... Mas esse segredo não poderia ser mantido. O progresso tomou conta da descoberta e logo, logo o mundo usufruía dessa tecnologia de ponta. Era a nova face de um mundo, era a Internet.

Em pouquíssimo espaço de tempo, todo o planeta se comunicava em segundos. Japão e Brasil se falavam como falamos numa sala de aula. Informações cruzam oceanos numa velocidade tão incrível, antes que o mais poderoso avião levante vôo e as entregue ao seu objetivo. Pessoas se conhecem, amizades são formadas; criam-se tantas relações através de um monitor de computador, que antes só víamos em filmes (e achávamos um absurdo...) que é praticamente impossível se manter longe desses laços virtuais... Laços esses, às vezes tão reais, possibilitando o encontro de duas ou mais pessoas da mesma cidade ou de cidades diferentes (que nunca se viram, apenas “se leram” ou “se ouviram”). Sim, é como magia. A Internet, sem dúvidas, tem esse poder.

A Internet veio pra ficar. Com ela, possibilitaram-se transações comerciais mais rápidas (visto que se pode comprar tudo por ela), conhecer pessoas, museus, universidades, galerias de arte, cidades, jornais etc. sem sair de casa. Imagine o que é dizer a alguém: “Olha, estou te mandando o meu curriculum vitae agora...” e a outra pessoa responder (quase que imediatamente): “Ok, obrigado. Já o estou lendo em meu monitor. Mandarei a resposta daqui a pouco...” Isso levaria quase uma semana se feito pelo correio. Esse é o real poder da internet: a velocidade. Qualquer um pode ir e vir pelo mundo em instantes! O planeta está cada vez menor no “cyberespaço”, o ambiente virtual onde todos são iguais, sem distinção de sexo, raça ou credo. Todos têm seus lugares. São os “internautas”, que desbravam as fronteiras do infinito e seguem viagem através de uma simples linha telefônica.

Para uns, isso já é realidade; para outros, um futuro bem certo. Para o homem, uma vitória sobre seus limites. Para o mundo... o reflexo absoluto da evolução e do progresso.

(Maceió, AL, 09 de outubro de 1996.)

NOTA DO AUTOR: olha só o que eu achei no meu “alfarrábio digital”! Já é a segunda pérola esse mês! (a primeira você lê aqui). Vou procurar por mais. Rssss...

1996! E eu já escrevia sobre Internet. Agora, ironicamente, escrevo na Internet (blog) e reflito: quem poderia imaginar que se poderia fazer tal coisa, não é? Eu que pensava no uso da Internet (num tom tão globalizado...) sequer imaginaria o avanço atual (www2, banda larga, blogs, Orkut, Facebook, Twitter...). O que ainda virá? Nem me arrisco...

Esse texto foi escrito quando eu ainda era estudante de arquitetura e urbanismo na UFAL, mas não me lembro com qual objetivo (se trabalho de sala ou publicação em informativos do Diretório Acadêmico). Uma pena. Então, decidi postá-lo aqui para, além de alimentar meu faminto blog (tenho escrito pouco ultimamente), partilhar minha visão da tecnologia há... é... bem... hum... wow! 14 anos. 14?(!) Caramba... Rssss...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010 0 comentários

Se mente...

Se...
Você mente,
Semente,
Só, mente.
Só mente,
Somente,
Se mente.

Não mente
Na mente.
Sol quente,
Solvente,
Só ventre,
Só entre...
Só.

Gente
Vende
Gente
Mente
Sente
Rente
Sente

Enfrente
O ser-mente
Em frente.
Retiscente...
Consciente.
Suficiente
Para sempre.

(Guilherme Ramos, 18/10/2010, 16h50)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010 0 comentários

Sobretudo Sobre o Nada... (Os Cinco Verbos)

Nada seríamos se não fossemos, exatamente, iguais ao que somos. Hoje. Porque o amanhã é nova história. Nada do que nos esforçamos para ser o que somos até agora adiantará, pois é preciso mudar (e mudar) novamente (todo instante) para nos conectarmos ao (novo) mundo que se forma a cada segundo. Reside, nessa transformação constante, nessa metamorfose intelectual, nessa mutação conceitual, o segredo de “Ser” (algo, alguém, nada...). Ou, como diria o jornalista e escritor uruguaio, Eduardo Galeano, "somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos."

À primeira vista, parece confuso, como tudo na vida, mas pode ser muito simples. Basta usar outro verbo: o “Querer” que, normalmente, diz o ditado popular, é “Poder”. Quando queremos algo, fazemos de tudo para atingir o objetivo. Então, podemos de fato, fazer algo para atingir nossos objetivos. E, quando não dá certo, o que fazer? Usar outro verbo, o “Mudar”. E usar outros métodos para (novamente) chegar ao ponto principal. Isso é básico. É o que nos permite atingir o quinto e último verbo: “Viver”. Plenamente, saudavelmente, sem medo dos fracassos. Porque ao conjugar tais verbos conscientemente (e não só pensar, mas agir constantemente), uma derrota nada mais será que uma pausa para adquirirmos um novo conhecimento.

Uma coisa é certa: não se pode vencer sempre. Cresci ouvindo isso. E deduzi que, quando (aparentemente) perdemos alguma disputa, significa que nos foi dada uma chance (quase imperceptível) para aprender com a situação e para que os outros também possam experimentar uma vitória. Porque tudo tem seu tempo, seu momento certo de acontecer.

Enquanto isso conjugue os cinco verbos (não necessariamente nessa ordem):

SER

QUERER

PODER

MUDAR

VIVER

Eu, por exemplo, quero mais é viver para poder mudar de opinião e ser (exatamente) como eu sou.

Faça o mesmo!

E antes que alguém me pergunte sobre “Amar”, explico: o amor não deve ser conjugado, posto que não o considero verbo. Transitivo ou intransitivo, direto ou indireto, poeticamente falando, é belo. Dá margem a uma boa literatura. Mas humanamente vivendo, é melhor senti-lo, como todo bom (ou não tão bom) sentimento. Simples assim.

Se você concorda (ou não) que sentimentos devem ser tão simplesmente sentidos, ótimo! Quem sabe não seja hora de começar a conjugar seus verbos sobre esse assunto?

Bom exercício! (teórico e prático...)

(Guilherme Ramos, 12/10/2010, 12h24)
terça-feira, 12 de outubro de 2010 0 comentários

12 de Outubro

Poucos instantes para acabar o dia (que já é noite) e a madrugada se aproxima...

12 DE OUTUBRO deste ano teve gosto diferente. Foi o 1º dia das crianças que passei ao lado de minha pequena Hannah. Ainda não deu para ela curtir de verdade, mas... ano que vem tem mais! Rssss...

Em outros tempos, há muito tempo, EU era a única criança da casa. Agora, há OUTRA criança em casa. Uma criança que, com certeza, terá uma vida bem melhor que a minha. No que depender de mim, isso é fato.

Torçamos para que OUTRAS CRIANÇAS DO MUNDO também tenham uma vida melhor a partir desta data.

Afinal, não custa nada desejar o BEM... sem olhar a quem! É clichê, mas faz suuuuper bem!

Abraços infantis!!!

(Guilherme Ramos, 12/10/2010, 23h58)
sexta-feira, 1 de outubro de 2010 0 comentários

O Que Seria?

E a saudade, de nova idade,
Veio fina, tal corpo de menina,
Que desatina, meio sem querer,
Na novidade de ser ou não ser.
Mas eu, homem, meio menino,
Quase nino, todo, sem saber
(Em meio ao meu desejo fino)
O que queria (com você) fazer.
Seria amor? Seria. Ou não?
Sereia, ator, pura canção...
Ser, seria, mas cercearia o coração?
Ah! O quê, então? Não, não, não...
"- Não saberia", eu falaria,
Do que seria, sem ter nas mãos
Sua idolatria: adoraria. (Ria!)
(Mas não é são...)
Acordaria, (mais) sonharia,
Recriaria, sem gesto em vão,
O que seria, essa emoção.

[Guilherme Ramos, rompante em 30/09/2010, 16h13, após ler algo de Jorge Luis Borges (1899-1986)...]

Observação (inserida em 09/10/10): nem tinha percebido que já estava no 400º post! (como é que se diz isso por extenso, hein? Rsss...). Parabéns ao "Prosopoética"!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010 0 comentários

Vencedores do 2º Prêmio Blogbooks

E ATENÇÃO! MUITA ATENÇÃO!

Segue a lista dos vencedores do 2º Prêmio Blogbooks!!!

A tod@s, meus PARABÉNS!!!

Ano que vem tem mais... E o PROSOPOÉTICA tá na área!!!!!! Rssss... Já comecei a campanha 2011!

Arte & CulturaQUARENTA GRAUS CELSIUS
Comunicação & NegóciosPRODUZINDO.NET
Ecologia/Meio AmbienteE ESSE TAL DE MEIO AMBIENTE?
EducaçãoHISTORIAZINE
EntretenimentoPAVABLOG
EsportesCLUBE DO BOLINHA POR LULUZINHAS
GastronomiaMESA PARA 1 e THINKFOOD
HumorCLEYCIANNE e CORRA MARY
PolíticaPÁGINA INTERNACIONAL
QuadrinhosMELHORES DO MUNDO
ReligiãoPARTILHAS, LUPAS E DETALHES
SexoJANAINA PUPO
TecnologiaTECNOZILLA
Universo FemininoCHA-TICE
Universo Masculino PAPO DE GORDO

segunda-feira, 20 de setembro de 2010 0 comentários

Os Blogs mais votados no 2º Prêmio Blogbooks!

Pois é...

Obrigado a tod@s que votaram em mim no 2º Prêmio Blogbooks (2010). Não foi dessa vez que o blog “Prosopoética de um Insone Sonhador” virou livro. Mas estou feliz porque ele ficou entre os mais votados em todo o país! E isso tudo, graças a vocês!

Fica o pedido: visitem este blog regularmente, comentem, divulguem... Até 2011, poderei ter mais seguidores, fãs, críticos, enfim, tudo ajuda na hora de uma nova votação, né? Rssss...


MUITO OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO.


Pela amizade,

Pelo tempo investido,

Pelo carinho,

Pelo incentivo,

Por fazerem parte de minha vida.


Um forte abraço,

Guilherme.

Ah! Como eu tinha prometido, seguem os links - em ordem alfabetica - dos blogs mais votados! (em destaque, quem ficou entre os 10, OK?). Acho que esse ato democratiza iniciativas literárias que, tal qual a minha, eram ilustres desconhecidos. Vida longa a todos eles! E aos outros participantes (foram 1938 blogs, sendo 545 só na categoria Arte e Cultura, a qual concorria) do “2º Prêmio Blogbooks”:


A Menina Dos Meus Olhos (10+)

Ampulheta (10+)

Astronaut 13 Inc. (10+)

Blog do Leonam

Bruna Rafaele (10+)

Creitu (10+)

Daqui Dali

Escrevendo aos Pouquinhos

Hempadão (10+)

Liricando

Minhas Palavras

Nada Contra o Verso

O N Z E P A L A V R A S

Pelvini (10+)

Perigosa Amizade (10+)

Prosopoética de um Insone Sonhador

Quarenta Graus Celsius (10+)

Sei de Cor (10+)

Sensações de um Mundo só Meu

Sobresss

Um Lugar ao Sol Perto do Vento

sábado, 11 de setembro de 2010 3 comentários

A Pergunta




Tudo começou com uma pergunta. Que ele não soube responder.


Que drama! Como poderia haver pergunta sem resposta? Isso não estava certo. Ele precisava tomar uma providência. Não responderia somente àquela questão, mas a TODAS. Sem exceção. Porém, para isso, era preciso buscar conhecimento. Em qualquer parte, de qualquer modo, a qualquer custo. E foi o que fez: dedicou toda sua vida à pesquisa. Pesquisou, pesquisou, pesquisou... sem parar.


Não demorou muito, já sabia de cor todas as histórias da História, as dúvidas do Português, os limites da Geografia, os problemas da Física, as nuanças das Línguas Estrangeiras, os casos da Sociologia, os desafios da Matemática, os segredos da Química, as novidades da Biologia e um sem-número de coisas que iam além da (nossa) vã Filosofia. Mas havia outras áreas e ele, incansável, prosseguia...


Nada lhe passava despercebido: da arte rupestre à arte contemporânea, da Tecnologia da Informação e Comunicação à Metafísica, da Teologia à Cientologia, da Culinária à Mecânica, Hidráulica, Eletrônica, Moda, Publicidade, Arquitetura, Medicina, Direito, Engenharia, Música, Ocultismo... e tantos outros assuntos capazes de fazer um careca arrepiar sua peruca! Fato: ninguém sabia mais do que ele. Seu QI era uma luminiscata!


Quem conseguiria memorizar tanta coisa? Eram nomes, fatos, feitos, datas, leis, endereços, telefones, fórmulas, filmes, livros, melodias... Só de pensar, qualquer um perderia o fôlego. Ou o juízo. Falando nisso, algo de estranho acontecia: a memória lhe pregava peças. Estaria, sua cabeça, cheia demais? Nas artes, por exemplo, confundia Monet com Manet – o que era inadmissível! E depois de quinta-feira? O que vinha mesmo? Sexta, sesta ou cesta? Ah! Problema, problema, problema! Tinha medo, agora, de retificar e não conseguir ratificar depois. Eis, pois, o (novo) drama!


E ninguém podia ajudar. Dependia dele – e só dele – uma solução. Foi ele quem começou tudo isso, toda essa confusão. Coube-lhe, no pouco juízo que lhe restara, uma ideia atroz:


“- E se eu me desocupasse das coisas sem importância? Dos tempos de escola? Daquilo que não me serve, que ficou para trás? Quem sabe eu não ganho espaço na cachola, para aprender um pouco mais?”


E assim o fez. Não seria difícil, pois o que lhe veio logo à mente foi...


“- A primeira dor-de-cotovelo.”


Quem, diabos, iria querer lembrar a primeira decepção amorosa? Não, não, não. Totalmente dispensável. E aproveitou para se esquecer da segunda, da terceira, da quarta...


E, já que estava remexendo nos arquivos descartáveis da escola, decidiu apagar as lembranças das notas baixas que tirou, dos gols que perdeu, das briguinhas entre amigos, das vezes que ficou sozinho num baile sem ter ninguém pra dançar, do sorvete que não provou – porque alguma amiga mais afoita o derrubou no chão...


“- Pensando bem, era melhor apagar o nome dela, também!”


Daí, foi um pulo apagar a primeira queda de bicicleta, a dor de barriga por causa do bolo de chocolate quente que comeu – sozinho, os presentes que não ganhou no natal, as queimaduras de sol no carnaval, as dores de dente e de ouvido... Nossa! Quanta coisa inútil tinha guardada na cabeça! E continuou apagando: o vestibular perdido, as broncas do chefe, a primeira demissão, o casamento que não deu certo, as ressacas titânicas...


... Até que não havia mais nada – ruim – para esquecer.


Que maravilha seria essa notícia – se ele fosse um cidadão comum. Mas, na situação em que se encontrava, sua conquista era uma derrota. O que fazer? Havia ainda muito para assimilar, conhecer, experimentar...


Só lhe restou apagar alguma coisa boa – mas nem tanto – de forma a liberar espaço na cabeça. Mas o quê? Tudo parecia tão importante! Não foi fácil decidir, pois quase nada lhe vinha à mente...


“- A primeira paixão.” – Pensou, depois de escolher cuidadosamente.


Já fazia tanto tempo! E, hoje em dia, tantas aventuras lhe ocorreram que não seria problema esquecer, por exemplo, o primeiro beijo. De lá para cá, beijou tanto que também esqueceu o segundo, o terceiro, o quarto...


Daí esqueceu as notas altas que tirou na escola, os gols que marcou, as pazes após briguinhas bobas entre amigos, as vezes que dançou com a garota mais bonita do baile... e um sorvete que provou – porque essa mesma amiga, apaixonada, ofereceu-lhe...


“- Uma pena, meu bem... Mas é preciso apagar o seu nome também.”


Foi preciso apagar a lembrança de quando aprendeu a andar de bicicleta, do bolo de chocolate que comeu – sozinho, dos presentes que ganhou no natal, das brincadeiras ao sol no carnaval, do alívio que sentiu após sair do dentista e do médico... Nossa! Quanta coisa (ainda) tinha guardada na cabeça! E continuou apagando: a aprovação no vestibular, os elogios do chefe, o primeiro salário, a festa de casamento, os porres homéricos...


... Então, cada vez mais tentado, foi esquecendo uma coisa aqui; outra ali. E assim foi o resto de sua vida. Apagando, apagando, apagando... substituindo, substituindo, substituindo... aprendendo, aprendendo, aprendendo... Até responder TODAS as perguntas.


Menos uma:


“- Quem sou eu?”


(Guilherme Ramos, de 04/08/2010, 20h41 até 11/09/2010, 16h30. Para Hedissa, pela inspiração repentina... e para Hannah, nossa filha, que hoje faz 4 meses!)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010 0 comentários

O blog Prosopoética incomoda muita gente...



Hoje, ao chegar em casa, feliz, por saber que o blog estava entre os 25 mais votados do país, na categoria “Arte e Cultura”, do concurso “Seu Blog Pode Virar Um Livro”, deparei-me com o seguinte comentário (que pode ser visto nos comentários da postagem Prosopoética pode virar LIVRO!):
Olha... Na hora eu até fiquei meio desanimado, sabe? Pôxa vida, pensar isso de mim? Que tô batalhando (igual a muitos por aí) pra ganhar um espaçozinho - não apenas nas estantes mas - nas lembranças literárias de algumas pessoas!... Daí, em segundos, sublimei o sentimento e resolvi responder ao comentário, numa boa. Como exercício. E achei que deveria transformá-lo numa postagem, para partilhar com tod@s vocês! Afinal, a INSPIRAÇÃO vem das causas mais diversas! Divirtam-se! (Como eu me diverti!). Obrigado, anônimoooooooo!
* * * * *
Car@ Anônimo:
Obrigado pela colaboração. Mas sinto necessidade de corrigi-l@: na realidade, eu não "mando", eu "peço" para que meus amigos votem em mim (quantas vezes eles acharem que mereço). E o sistema do concurso permite - provavelmente todos os concorrentes estão fazendo o mesmo, pois somente os 10 primeiros terão a chance de serem analisados por uma comissão da Ediouro/Blogbooks. Isso nunca foi segredo para ninguém. Que leu o regulamento. Segue o trecho:
"(...) Na primeira fase do concurso, todos os inscritos participam e o público vota clicando em selos no próprio blog. Na segunda fase, os 10 blogs mais votados pelo público em cada categoria serão avaliados por uma comissão, formada pelos vencedores de 2009 e editores das empresas Ediouro. Um blog de cada categoria será escolhido para virar livro. (...)"
Se você tivesse prestado atenção no que escrevi, ao invés de apenas tecer um comentário desses ("cheat", para quem não é familiarizado em inglês, significa "trapaça"), entenderia que a estrada para esses 10 blogueiros (e suas maravilhosas técnicas para a coleta de votos) está apenas começando. Melhor do que muitos políticos brasileiros (que "compram" os seus eleitores), uso apenas o conteúdo do blog como argumento e minha amizade como garantia. Uso, apenas, “muito obrigado” para retribuir e não faço falsas promessas a ninguém. Apenas uma: a de que terei UM SONHO realizado.
UM sonho. Apenas. Você também deve ter sonhos. Porque, então, não investe neles? E os partilha num blog, para que todos possam se encantar? Sonhar com você? Enfim...
Quem sabe você não participa do 3º Prêmio Blog Books (em 2011)? Ou, quem sabe, você está concorrendo esse ano? Hum... Se assim, for... Boa sorte para você! Pena que seus leitores não saberão como você se comporta numa competição saudável, onde o importante é promover blogs e dar espaço para autores de um país tão difícil de ser lido, como o Brasil, pois você não se identifica... E, é por pensar em pessoas como você, que permito comentários “anônimos”, pois sou a favor da liberdade de expressão. Censurar pra quê, não é? Aliás, sua ironia só me anima mais. É importante estar na boca do povo? Hum... Polêmica ajuda a divulgar as coisas, sabia? Acho que você está me ajudando e nem sabe... Rsss...
Acho, até, que vou usar esse seu comentário como inspiração para uma nova postagem! Claro! E, se for agraciado com a publicação pela Blogbooks/Ediouro, pedirei para que a publiquem também. Tá vendo? Você ficaria conhecido pelo mundo, se tivesse se identificado! E, quem sabe, não seríamos amigos, não é verdade? Rsss...
Mas, se não for o caso (de ser publicado, OK? Porque esse nosso "e-colóquio" pode ser o início de uma grande amizade, não posso descartar isso...) tenho muitos sonhos. Se ESSE não for realizado, continuarei minha estrada. Sorrindo, sempre. Encantando, sempre. Comentando, sempre. Como você!
Mas me identificando, para garantir os créditos e os préstimos da Lei de Direitos Autorais! Rsss...
Evoé, Anônimo!
Bem-vind@ ao blog "Prosopoética de um Insone Sonhador"!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010 1 comentários

Prosopoética entre os 25 finalistas!

É isso, aí, minha gente!

Muito obrigado pelos votos até agora! O blog já está entre os 25 mais votados no Brasil!

Mas, agora é que mais preciso de vocês. É necessário garantir que o Prosopoética fique entre os 10 mais votados! Então, o que fazer?

Simples! Faz de conta que vocês (ainda) não votaram. E que souberam, nesse momento, que preciso de muitos votos!

É só fazer o que vocês fizeram antes. Votaram muito, muito e MUITO! E garantir que, nessa reta final, o Prosopoética ganhe um espaço na estante do Blogbooks!

É simples:

1) Clique no selo "esse blog pode virar livro" que fica à direita e acima do blog (ao fazer isso, abrirá uma nova janela/aba que será a página de votação)
2) Digite as letrinhas que aparecem e clique o botão "vote agora"
3) Feche a janela/aba
4) Volte ao meu blog e clique no selo novamente (uma nova janela/aba será aberta)
5) Repita os passos 3, 4 e 5 quantas vezes quiser...

Preciso de muito votos, pois o concurso encerra em 12/09/10. Se todos vocês clicarem, estarei mais perto da realização desse sonho!

OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010 8 comentários

Prosopoética pode virar LIVRO!




Pois é, minha gente!



O que vocês vivem dizendo, pode virar REALIDADE. Refiro-me à possibilidade deste blog pode virar LIVRO! Mas preciso da ajuda de vocês URGENTEMENTE.



Seguem, abaixo, informações direto do site do concurso (que encerra em 12/09/2010), por isso, votem em mim, DEPRESSA, aqui! (ou cliquem no SELO que está acima e à direita dessa página) - Ah! E façam isso quantas vezes vocês puderem! E divulguem para seus amigos e os amigos de seus amigos. Ajudem-me a realizar esse sonho!



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Mais uma vez, os melhores blogs do Brasil vão virar livros.


A próxima página da sua vida esta prestes a ser escrita, publicada, lançada com toda a pompa e vendida pelo Brasil.

A editora
Singular Digital e o Universo do Autor apresentam o 2º Prêmio Blogbooks. O concurso que transforma os melhores blogs do Brasil em livro e traz uma grande novidade este ano: qualquer blog pode se candidatar em uma das categorias abaixo.

Arte e Cultura (categoria que estou concorrendo...)
Comunicação e Negócios
Entretenimento
Gastronomia
Humor
Política
Quadrinhos
Religião
Sexo
Tecnologia
Universo Feminino
Universo Masculino
Categoria Especial 2010: Esportes


Na primeira fase do concurso, todos os inscritos participam e o público vota clicando em selos no próprio blog.

Na segunda fase, os 10 blogs mais votados pelo público em cada categoria serão avaliados por uma comissão, formada pelos vencedores de 2009 e editores das empresas Ediouro. Um blog de cada categoria será escolhido para virar livro.

Outra novidade é criação da categoria Esportes. Em ano de Copa do Mundo e de escolha do Brasil como sede de uma olimpíada, essa turma teve mesmo muito o que falar.

2º Prêmio Blogbooks. Um concurso para quem, como você, publica sua obra post a post na Internet.

O prêmio é só a próxima página.

Os melhores blogs da Web, indicados pelo público e validados pela comissão do concurso, vão virar livros. Serão 11 blogs premiados, um em cada categoria, com a publicação e uma série de vantagens:

  • Venda nas principais livrarias online do Brasil
  • Divulgação na imprensa
  • Royalties nas vendas dos livros
  • ISBN - Registro oficial do livro na Biblioteca Nacional
  • Evento de lançamento
  • E tem ainda um prêmio extra muito importante: o orgulho da sua mãe, que finalmente vai entender o que você faz :-)





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E aí? Vai me dar "aquela" forcinha???


Valeu!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010 2 comentários

Samba-Necrotério

Porque tudo o que me resta
É tudo aquilo que não presta
E não me serve de jeito algum.

Sou filho bastardo do desacato,
Primo torto, morto, um cara chato,
Mas não me troco por nenhum.

E aí, nesse "samba-necrotério",
Não tem mais nenhum mistério:
É só ficar na sua e não mais me provocar.

Quero, enfim, só descansar em paz.
Porque a vida, despedida, se desfaz...
Mas, pra morte, é só um recomeçar!

(Guilherme Ramos, 11/08/2010, 17h13, num momento clássico de "inspiração mórbida"... Rssss...)
domingo, 8 de agosto de 2010 4 comentários

Mágica


Hoje seria (mais) um dia qualquer para mim. Para muita gente. Um dia comercial como o ano novo, o natal... (E um monte de data igual). Um dia que perdeu o sentido para muita gente. Gente como eu. E até gente como você.

Mas no meu mundo, há mágica. Aliás, sempre houve. No entanto, uma magia específica aconteceu em minha vida e tem me protegido das sombras e cinzas da “magia negra” do consumismo.

Três letrinhas, num maravilhoso mantra (vai e volta) me protegem e me alegram a cada segundo:


… HAN NAH HAN NAH HAN NAH HAN NAH HAN NAH HAN NAH…

(E vai... e volta... e volta... e vai!)

Enfim, minha pequena princesa (ainda) nem sabe, mas é tudo o que preciso. O que tenho de mais precioso, minha melhor poesia, minha magia silenciosa, guardada no grimoire de meu coração.

08/08/2010. "Dia dos Pais". Nossa! Que responsabilidade. Dizem que é dia de gastar dinheiro, em nome de um sentimento que não tem preço. O capital (ai, Marx!) dita e manda na televisão... E você executa sem noção. O importante é deixar a família reunida. Fazer sorrir as bocas e brilhar os olhos... Num momento cheio de presentes, mas de um vazio interno que dá dó. Não quero isso para mim. Para ninguém.

Da criança, quero o sorriso sincero, o abraço apertado e as mãos vazias, para que elas me toquem a alma e façam sua mágica. A vida é o maior dos presentes. Quando compartilhada, torna-se o mais poderoso. Por isso, agradeço. Assim, continuamos.

Que venham outros natais... (e outras datas tão iguais...) Minha opinião continua. Como os passos do andarilho. (Re)Pense a sua.

Longa é a jornada, camarada! Por isso, pé na estrada...


… HAN NAH HAN NAH HAN NAH HAN NAH HAN NAH HAN NAH…

(Guilherme Ramos, 08/08/2010, 22h43, no meu primeiro “Dia dos Pais”...)

 
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