quarta-feira, 16 de novembro de 2011 0 comentários

Festival de Teatro da Meia-Noite


10 anos não são 10 dias...

PARTICIPE! DIVULGUE! DIVIRTA-SE!

Espero vocês por lá!

Abração!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011 0 comentários

Caça

Por que essas asas, meu Santo Senhor?
Serão elas, pois, de ave de rapina?
Não somos exemplo de "anjo salvador":
Caçamos (e matamos) o amor em cada esquina...

(Guilherme Ramos, 30/10/2011, 19h56)
sábado, 5 de novembro de 2011 0 comentários

Cicatriz(es)


Ao comemorar cada aniversário,
Os muitos anos de vida que veio a receber,
De forma antagônica, exatamente ao contrário,
Foram um pouco de morte a lhe acontecer.

Em todo esse tempo, de incontáveis sofrimentos,
Não houve feridas, mas letais cicatrizes:
(Não em seus corpos, saudáveis, isentos)
Eviscerados momentos em que foram (in)felizes.

Quanta tolice lhe veio à mente (de repente):
Como se tolhesse a vontade de continuar
A viver, a amar, a sorrir, a sonhar...

O que houve, de fato, não mais se sente.
Restos mortais, isolados, por vezes imorais,
Dos (bons?) tempos que não voltam mais...

(Guilherme Ramos, 24-30/10/2011, 19h56, sobrevoando nuvens; submergindo pensamentos...)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011 0 comentários

Repaginando o Prosopoética

Pois é, amig@s!

Vocês já devem ter percebido mudanças radicais por aqui, certo? Rsss...

Nesse início de novembro, decidi dar uma "repaginada" no blog, que já tem mais de cinco anos. Talvez movido pela participação no 2º Prêmio Alagoano de Blogs, decidi dar mais "tecnologia" ao bom e velho Prosopoética. Que carecia de interação com as redes sociais.

Agora, você pode seguir-me no Twitter, encontrar-me no Facebook, ler as postagens sem precisar acessar diretamente o blog (RSS), enviar-me e-mails... ufa! Haverá muito mais, mas tudo a seu tempo! Ainda estou "apanhando" com os scripts, códigos e templates, mas... estou adorando fazer isso!

Por hora, vamos testar as novidades, certo? Sempre tem uma ou outra coisinha que precisa de ajustes...

E suas opiniões são de grande importância para mim!

Aproveitem! Visitem! Interajam! Critiquem! Elogiem! 

Enfim...

Sejam tod@s bem-vind@s ao NOVO PROSOPOÉTICA!
sábado, 3 de setembro de 2011 1 comentários

Votem no blog Prosopoética!


Pois é, amig@s! 

Estou participando de mais um concurso de blogs. E preciso de uma "forcinha" de vocês!

Não é preciso muita coisa. Basta clicar na imagem acima (ou no selo que está no canto superior direito deste blog), cadastrar-se rapidinho e votar no blog Prosopoética, na categoria Literatura, uma vez a cada 24 horas. 

Para quem gostou da iniciativa, vale a pena visitar e votar em outras categorias, afinal, esse gesto simples pode ajudar outros blogueiros! Sem falar que você vai poder conhecer o trabalho de inúmeros alagoanos inspiradíssimos!

É isso por hoje. Votem no Prosopoética a cada 24 horas e vamos torcer juntos para que ele esteja entre os 5 mais votados. A partir daí, um grupo de jurados analisará o conteúdo daqui e verá se ele tem conteúdo suficiente para ser um dos premiados! 

Ah!!!! Tem prêmio também para quem vota, sabia? Leia mais em:

http://www.premioalagoanodeblogs.com.br/regulamento/
(Veja o critério 5. Votação)

E aí? Vai perder essa?

Abração!!!!!

Guilherme
(O Insone Sonhador, sonhando, mais uma vez, em ter o blog promovido, divulgado, conhecido, compartilhado...)
sexta-feira, 19 de agosto de 2011 0 comentários

Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas 2011

Agende-se!

De 19 a 28 de agosto de 2011... todas as tribos estarão juntas!

(Faça download da imagem abaixo e visualize-a em seu computador!)

terça-feira, 9 de agosto de 2011 1 comentários

O Tempo (Esse Tal de Amor)

Você não precisa ir embora.
Fique só um pouco mais...
Deixa o tempo passar em paz.
Você pode ficar, por hora.

Não há sentido em esquecer
Bons momentos que não voltam mais.
Mas qual o sentido em só lembrar
Os seus tormentos de tempos atrás?

O tempo é só o tempo e só o tempo.
Ele passa. Infinito. A todo momento.
Não há como mudá-lo (ou o impedir!)

Culpado, inocente, carrasco, salvador,
Seja lá como o chamam (esse tal de amor):
O que nos resta, somente, é "sentir".


(Guilherme Ramos, 08/08/2011, 23h59)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011 0 comentários

Pecatum

Bem acamado, vem o pecado...
Floresce tal qual erva daninha.
Seduzido, o incauto, faz-se enganado
Sozinho, intraquilo, ele se encaminha.

Para onde vai? Onde ele está?
Solitário na terra, de frente pro mar,
Andarilho sofrido, correndo perigo,
Por vezes, perdido, num eterno buscar...

Onde sempre é inverno e a lua, minguante.
Desejo interno, prática inconstante:
Babilônia para um, terra santa para o outro

Para uns é inferno; paraíso distante,
Para outros, só ferro, sendo ouro brilhante.
Seguem: um com tanto; outro, com tão pouco!

(Guilherme Ramos, 10/05/2011, 15h15 e 31/07/2011, 10h53)
domingo, 31 de julho de 2011 0 comentários

Escrita


Guilherme Ramos, início da madrugada de 30/07/2011. Inspiração durante a elaboração de slides para a palestra "Introdução à História... Dá Arte?", compondo curso "Escrever Pra Quê?", do SESC Alagoas. O objetivo foi destacar que a partir da escrita, a literatura fica cada vez mais próxima... Parece óbvio? Mas não é... Principalmente para os que assistiram a essa palestra. Obrigado a tod@s, pela presença! Foi um dia muito especial para mim.
terça-feira, 12 de julho de 2011 0 comentários

Soneto de Tratamento

Dilema de vida,
Tratamento, a saber:
Chamar você de senhor
Ou o senhor de você.

Oblíquo, possessivo,
Por vezes, pessoal.
Discordância, na concordância,
Nominal ou verbal.

Não é mais uma imposição
(Tampouco, padronização)
Do "Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles"...

Mas está fora de questão:
O egoísmo da formalização
"Meu, Teu, Dele, Nosso, Vosso, Deles"...

(Guilherme Ramos, 12/07/11, 10h11)
terça-feira, 28 de junho de 2011 5 comentários

Se...

Se sou noite...
... Ou se sou dia...
Se sou vento...
... Ou sou geada...
Se sou tristeza...
... Ou alegria...
Se sou manhã...
... Ou madrugada...

Se sou sangue...
... Ou sou suor...
Se sou corpo...
... Ou se sou alma...
Se sou bom...
... Ou sou melhor...
Se sou ânsia...
... Ou se sou calma...

Se sou mesa...
... Ou se sou cama...
Se sou bicho...
... Ou se sou homem...
Se sou água...
... Ou se sou lama...
Se sou quem bebe...
... Ou sou quem come...

Se sou voz...
... Ou sou visão...
Se sou amigo...
... Ou algo mais...
Se sou amor...
... Ou sou tesão...
Sou o que sou...
... Mudar? Jamais!

(Guilherme Ramos, 01/06/2011, 00h03. Começando as férias...)
quarta-feira, 15 de junho de 2011 1 comentários

5 Anos de Prosopoética!

É... Quem diria? Foi um dias desses que eu lançava ao cyberespaço este blog (06.06.06). Postava pouco. Tinha pouca experiência. Meu amigo (e blogueiro antes de mim) Tainan Costa me cobrou mais "assiduidade" por aqui. Então, comecei de fato (11.06.06). E não parava de escrever... Foi muita coisa: prosa, poesia, reflexões, música, informações diversas... enfim, um sem fim número de inspirações que me enchiam cada vez mais de vontade de postar e postar e postar...

Sei que, há meses, pouco tenho "alimentado" este ser cybernético. Motivos, muitos. Mas é melhor assumir que qualidade, ao invés de quantidade, sempre foi um de meus objetivos por aqui. E espero, de coração, que novas inspirações me visitem e sejam transcritas para vocês em breve.

Porque aqui tem sido um dos poucos escapes da realidade que me permito. E não gostaria de estar sozinho. Preciso de suas visitas, comentários, críticas e tudo o que me for (im)possível.

Parabéns para o blog Prosopoética; parabéns para tod@s vocês que vem me seguindo através dos anos. E que venham mais CINCO primaveras! E mais cinco... e mais cinco... e mais cinco...

Aliás, ADORO esse número! Por isso não poderia deixar (mas quase deixo) passar essa data em branco. Mesmo atrasado, fica registrado! 

TETELESTAI! 
(Fato consumado!)

Guilherme.
(Imagem encontrada pelo Google. Se ofender os direitos autorais de alguém, avisem, que eu retiro imediatamente. Eu, mais do que ninguém, entenderei os motivos. Sejam eles quais forem...)
quinta-feira, 9 de junho de 2011 2 comentários

Como se Chamaria? (Parte 1)

1.

Seis horas da manhã. Hora de acordar? Não... Já estava na rua, no ponto. De ônibus. Num claro sinal de penitência pessoal. Aguardando o açoite do feitor coletivo, o ônibus.

Ônibus lotado é, sem maior exagero, um pedaço do inferno. Um pedaço pequeno, pra tanta gente, diga-se de passagem. E por falar em “passagem”, como você paga tanto, por tão pouco percurso? Ah! Ossos do ofício. Sou obrigado, todos os dias, a visitar o inferno, pois preciso chegar ao trabalho cedo, antes dos outros. Mania antiga. Mas, ainda, atual.

Mas ônibus, também, é uma empresa ambulante. É um dos poucos exemplos de instituição que, ao abrir a porta, você é recepcionado pelo setor de direção. Porém, pode ser cruel: em poucos passos, já é interpelado pelo setor de cobrança.

Passados os dois setores, restava-me, agora, escolher: ficar em pé na “área VIP” (idosos, gestantes e deficientes físicos), até que o setor de cadeiras desocupasse algum milímetro ou tentar atravessar a muralha de pessoas pela frente. Para meu azar, fui o primeiro a subir no coletivo. Daí, a osmose de corpos me comprimia contra a catraca e só puder seguir, impossivelmente, para frente, pisando em pés, cutucando costas, empurrando aqui e ali, para poder me empoleirar numa das alças do corredor central, pelourinho do trabalhador contemporâneo.

Ar-condicionado? Sim, chama-se “janela aberta”. Porém, como era meu dia de sorte, todas precisaram ser fechadas, pois uma forte chuva veio e acabou com a vã esperança de conter o suor que me corria braços, pernas e costas, num horror salobro que estragaria o melhor dos dias. O que não era o caso. Não “era”, pois em meio ao sofrimento dantesco, um sorriso destacou-se como estrela em noite escura...

Não um sorriso qualquer, apesar dos dentes perfeitos, da boca carnuda, ressaltada por batom claro. Some-se isso à maquiagem leve, aos olhos com rímel e ao cabelo bem penteado, intocável. Pelo visto, aquela senhora devia ter subido a bordo logo no início da viagem, pois era impossível para alguém manter-se na linha, com tantas almas apinhando-se.

E uma dessas almas era eu! E era a mim que a luz daquele sorriso se dirigia. Seu olhar amortecia meu cansaço, minha falta de alegria em estar ali. Mas aquela senhora, em carrara esculpida pelas mãos do Divino Artífice, tornava tudo diferente e me fez ver que, para se conseguir algo bom, era preciso vencer obstáculos. E isso era tudo o que eu tinha pela frente...

Tentei aproximar-me, mas a maré de gente contrária aos meus desejos me empurrava para trás, cada vez mais. Mesmo assim, decidi romper com a lógica de que mais de um corpo não poderia ocupar o mesmo lugar no espaço. Foi quando um lampejo de razão veio à minha mente, movida pela emoção: aquela criatura, tão divina, tão maravilhosa, me pareceu familiar. Sim! Eu a conhecia! Mas seu nome me fugia. Deus! Era pouco o tempo! Eu me aproximava. Ela esperava. Mas e ela? Como se chamaria?

(Guilherme Ramos, 31/05/2011, às 11h07, depois de inspiração repentina, ao tomar um ônibus – não tão lotado quanto no conto – durante mais um dia de trabalho...)

segunda-feira, 30 de maio de 2011 0 comentários

Como se Chamaria? (Parte 2)

2.

Quem sabe, se eu recorresse à poesia?

Antônia? Josefa? Cláudia? Maria?
Suzete, Bernadete, Bethe... Seria?
Quem sabe, Suzana, Poliana, Hannah?
(Ou simplesmente, Ana) Deus! Que agonia!
Não sei, não me lembro ou recordo sequer
Do nome, da alcunha, da Graça (?) dessa mulher...
De onde foi mesmo que eu (acho que) a conheci?
Seria de minhas andanças (quem sabe as lembranças)
Daqui ou dali? Daqui ou dali! Daqui ou dali...

Não sei. Não consigo. A cabeça já começava a ficar vazia. Aliás, “juízo” nunca foi meu forte. Quem poderia ter juízo e andar de ônibus? Isso é meio controverso. Acredito que não adianta ficar me remoendo, tentando lembrar um nome, quando tenho sua fiel proprietária a tão poucos passos de mim. Seria lógico aproximar-me e iniciar um diálogo. Assim, direcionando o assunto para que ela, ao contar uma história sobre si, diga seu próprio nome, num exemplo. Eu fingiria normalidade e, de posse desse prêmio, tesouro, achado, passaria a falar-lhe mais aliviado.

Nem tão logo me aproximei e esbocei um balbuciar, a senhora ergueu-se, nobre, austera, que nem parecia estar num ônibus, mas numa carruagem real. Confesso que quase não me segurei sobre minhas pernas, mas fingi bem. Estávamos a centímetros um do outro. Dava para sentir seu perfume em meio ao odor esquisito de suor misto, em conflito no ar. Ah! Mulher asseada tem essas vantagens. Mais um passo dei; outro, ela também.

Tinha pressa em chegar, pois a essa altura, meu ponto se aproximava. É incrível como, nessas horas, não sentimos o tempo passar. Ele voa como uma águia, com fome, a caçar. Como eu caçava um nome, o tempo caçava meu fracasso! E, pensando assim, demos mais um passo.

A hora era agora. Frente a frente, rosto a rosto, pé ante pé, os dois corpos eram quase um só. E minhas mãos, que estavam segurando a alça do ambiente inóspito já se preparavam para enlaçar sua cintura. Meu gesto lento, porém, foi superado pela doce voz da senhora:

- Querido! Que surpresa encontrá-lo aqui!

Eu sorri e, ao tentar emendar uma resposta, fui surpreendido por uma outra voz, mais grave, às minhas costas:

- Pois é, amor! Meu carro quebrou!

E lá estava eu, como um paspalho, entre um casal de namorados!

Como é belo o amor... Não cega apenas quem se envolve. Mas, também, a quem pega um ônibus lotado. Só me restou pedir licença e deixá-los juntos, lado a lado. Afinal, minha parada era próxima!

- Por favor, motorista! Para o ônibus que eu quero descer!


(Guilherme Ramos, 21/05/2011, pela manhã, refinalizando o Conto “Extraordinária Conversa com uma Senhora de Minhas Relações”, de Carlos Drummond de Andrade, durante um exercício do curso “Escrever Pra Quê?”, realizado pelo SESC/AL)
sexta-feira, 1 de abril de 2011 3 comentários

Amar Pode Dar Certo (Para Mim Também)

Sou o que “soou” nos trechos do livro que li. Cada linha, um tapa na cara. Mas um tapa colaborativo, educativo, até. Sem qualquer apologia à violência, senti-me despido e surrado como um escravo no tronco; no tronco da escravidão do amor. E gostei. Gostei porque não houve “dor” física; tampouco espiritual. Se houve dor, chamou-se consciência. E isso precisamos carregar todos os dias. Um preço pelo livre arbítrio. Devemos amar, amor; calar, calor... Viver sem medo. Sem medo da dor. Porque só não sente dor quem não pode fazer mais nada. 

Então é isso. As luzes se apagam, os sons silenciam, tudo pára. E nesse hiato, a vida transcende. Isso não me surpreende. Um dia, a gente aprende. Não se arrepende. De nada. De nada do que fez. É tentar novamente. É tentar outra vez. Devo seguir a luz? Ou buscar a escuridão? Sinto a necessidade de continuar. Meu momento chegou? Acho que não. É tempo de re-amar. Re-animar. Dar alma ao corpo morto da frieza de coração. Por que fazer-se de morto, ao lado da emoção? Porque escutar o silêncio do cérebro, quando ainda bate o coração? Assim era eu, então. Emoções nulas; pura razão. Mas não era insensível. Tinha a sensibilidade de um artista... realista: determinista, materialista amoroso, negativamente humano e - apesar de me considerar um dos últimos românticos - fugia totalmente de seu subjetivismo.

Tinha lá minhas razões. Sempre as temos. E as tememos. Por isso encarei o curso "Desenvolvimento da Percepção Sensorial", com Ronaldo Peixoto/AL. E, para minha surpresa, foi-me dada oportunidade de ler um livro que achava “piegas” (puro preconceito, claro!). Mas as mensagens dele pareciam ter sido escritas por mim (nos velhos tempos). E, como fazemos parte de um todo energético, sei que algumas (senão muitas) palavras, de fato, me pertenciam. E, por isso mesmo, foram deslocadas do livro, tornaram-se “fragmentos do amor que pode dar certo” e tranfiguraram-se num acreditar que “amar pode dar certo (para mim também)”. Sei que a estrada é longa e alguns se perderão no caminho. Mas tudo tem um preço. Sei que não desistirei. Como sei? Porque sei. Tenho fé. Ela dispensa provas. 

A página vai terminando e eu, encurtando as palavras. Quero parar na décima página. Dez é um bom número. Torna-se Um, Mago, Alfa e, no fim dos ciclos, torna-se o próprio Ômega. Pois tudo termina onde começa. Não há em cima nem embaixo. Há apenas. E sei que estou contido nesse todo inexplicável. Todos somos um. Somos um todo. Absoluto. Mágico. Energético. Infinito. Amor.

(Guilherme Ramos, 01/04/2011, 23h28. Não, não é mentira. É a mais pura... verdade.)
domingo, 6 de março de 2011 5 comentários

Composições (Música Eletrônica)

Vasculhando meus HDs, encontrei algumas relíquias musicais minhas (compostas entre 2003 e 2005):




É só escolher a faixa e escutar!

Inspirações eletrônicas arranjadas, apenas com samplers, no software Acid Music Studio.

Há outras, claro... mas... tudo a seu tempo! Rssss...

Evoé!
sábado, 26 de fevereiro de 2011 0 comentários

Samba do Fim

Você não se permitiu, assim, me conhecer...
Formou uma imagem de mim e não quis esquecer.
Daí, a vida ficou, digamos, mais ou menos assim:
Você foi pro seu lado, eu fui pro meu... e fim!

Agradeço muito a Deus só por te conhecer...
Apesar do que houve com a gente, foi bom pra valer!
Falo isso, de alma lavada, sorriso rasgado e até gargalhada
Mais vale lembrar do que foi bom, minha ex-amada!

Não fique com raiva de mim, do que vou cantar...
Escrevi o que escrevi, só pra te homenagear!
A vida a dois é difícil, mas a gente um dia aprende,
E quem sabe, num outro dia, alguém se surpreende!

Acabou tudo o que tinha de acabar...
Vai começar tudo o que tem de começar!
Alegria / no coração, / copo na mão, / não fique mal... /
Bola pra frente, minha gente, que hoje é carnaval!

(Eu sou o tal...)
(E é?)
(Ela também... Somos!)
(Taí, nunca vi um casal acabar assim...)
(Pois é... É melhor ter bom humor, no fim...)
(Mas, no fim, tudo não acaba?)
(Acabar, acaba, mas fica a amizade...)
(Eu preciso evoluir, viu?)
(Vai tentando... Vai conseguindo...)
(Então, vamos cantando!...)
(É isso aí!!!!)

Você não se permitiu, assim, me conhecer...
Formou uma imagem de mim e não quis esquecer.
Daí, a vida ficou, digamos, mais ou menos assim:
Você foi pro seu lado, eu fui pro meu... e fim!

Acabou tudo o que tinha de acabar...
Vai começar tudo o que tem de começar!
Alegria / no coração, / copo na mão, / não fique mal... /
Bola pra frente, minha gente, que hoje é carnaval!

Alegria / no coração, / copo na mão, / não fique mal... /
Bola pra frente, minha gente, que hoje é carnaval!

(Guilherme Ramos, 25/02/2011, 13h11. A letra e a melodia vieram numa "tacada" só. E virei sambista, foi? Rsss... Coisas do carnaval... Boa farra para quem vai ao bloco "Pinto da Madrugada"!...)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 0 comentários

Escala em DOr Maior (num LAr Menor)

DOrmir, dormir, não dormi.
REvirei na cama até amanhecer.
MInhas palavras são só pra você:
FAz do meu dia, um bem... querer.

SOLidão, dá até para aceitar!
LAvar a alma, para não chorar...
SIlêncio vai dizer e repetir:
DOr, senti, não vou fingir.

SIm, LÁ se vai uma chance de ser feliz...
SOLução não há mais de se achar.
FAlar, gritar ou até mesmo reclamar!

MIrabolantes argumentos tão sutis
REpetindo tudo para acreditar,
DOminando o choro para recomeçar!

(Guilherme Ramos, 25/02/2011, 3h. Um samba-soneto pra começar o carnaval...)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 1 comentários

Hino do Bloco do Comerciário 2011 - SESC Alagoas


O SESC Quer Você Bem Feliz! (Viva o Bloco do Comerciário!)

Letra: Guilherme Ramos (baseada em “Já Fui Bom Nisso! E Ainda Sou...”, de Edson Rocha Filho)
Música: Edson Rocha Ferro

Intérprete: Igbonan Rocha

Começou em 46...
O SESC surgiu no país!
Assistência, Educação, Cultura, Saúde e Lazer...
O SESC quer você bem feliz!

Não perca tempo, minha gente, vamos nessa!
Esse bloco é bom demais! (É demais!)
Aqui, a hora extra de alegria, é o comentário!
Viva o Bloco do Comerciário!

O nosso tema é “Cultura e Folia”!
Esse bloco é bom demais! (É demais!)
Aqui, a hora extra de alegria, é o comentário!
Viva o Bloco do Comerciário!

(Pois é... De volta às composições... E quer saber? Eu GOSTEI! Vou concluir logo meu home studio e fazer mais algumas trilhas sonoras! Encomendas? É só comentar por aqui! Rssss...)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 0 comentários

Passado Sombrio; Futuro Negro

Willhelm Schneider já foi um jovem dinâmico e festivo. Aos 18 anos, era comum vê-lo com seus amigos, passando noites em festas e comemorações. Will, como era conhecido, costumava ser o primeiro a chegar e o último a sair de uma festividade.

- A bebida e as mulheres deveriam ser aproveitadas ao máximo pois, um dia, virá a morte e acabará com isso... cedo ou tarde. – Esse era seu pensamento e da grande maioria de seus amigos.

Certa noite seu grupo voltava para casa, quando se deparou com uma jovem aldeã de uns 15 ou 16 anos. Ela parecia assustada com algo que vira nas proximidades e pediu ajuda aos rapazes.

- Claro, minha querida. Pode ficar conosco. Você, agora, está “segura”... – disseram alguns, ironicamente.

A cada passo, olhares discretos recaíam sobre aquele corpo. A fina seda que o cobria parecia ressaltar suas belas e provocantes curvas. O álcool, tão presente na cabeça daqueles jovens, insinuava que aquela garota, aquela criança, já era mulher.

Ela se apresentou. Lígia. Um belo nome. Mas o cavalheirismo acabou por aí. O instinto falou mais alto que a razão nos corações dos cinco rapazes. Cinco animais, isso sim. A pobre garota não teve a menor chance e, prematuramente, perdeu sua inocência.

- Sua vez, Will... – Disse um deles.

Willhelm deu dois ou três passos em sua direção. Foi aí que teve um breve momento de lucidez.

- Seus olhos são tão puros... Sua pele tão macia... Por que fazemos isso com ela? Isso é loucura... Loucura! – Disse, dando as costas.

- Você é um fraco, Will! Um fraco! – Disse outro.

- Sem nomes, idiota! – Esbravejou outro. – Essa vadia pode dar com a língua nos dentes! – Concluiu, espancando a jovem.

Muitos foram os golpes. E Willhelm nada fez...

Nada mesmo.

- Vamos embora. Essa vagabunda já teve o que merecia. – Disse um dos rapazes. – E quanto a você, Will, lembre-se: o que fizemos foi para lhe ajudar. Se a deixássemos viva, ela diria seu nome para todos. Você nos deve isso! – E foram embora.

Willhelm voltou ao beco e olhou para o corpo da jovem. Foi aí que ele viu sua mão direita, um terço de prata. Ela não o largou um só momento. Aos seus pés ainda havia um livro marcado com uma fita vermelha: um missal.

- Deus!... O que foi que eu fiz? – Pensou.

Ele pegou o missal e abriu na página marcada. Lá estava um intróito:

“FAZEI-ME justiça, ó Deus, e defendei a minha causa contra um povo sem piedade; livrai-me do homem iníquo e enganador. Vós que sois, ó Deus, a minha fortaleza. Salmo ib. 3: Enviai a vossa luz e a vossa fidelidade; elas me conduzirão e me levarão ao vosso monte e aos vossos tabernáculos...”

E naquele momento, Willhelm se sentiu um “homem iníquo e enganador”. Alguém que ela tanto evitara. Alguém de quem, talvez, ela estivesse fugindo e pediu auxílio ao seu grupo de amigos...

- Que amigos... Que heróis... Onde nós dois fomos nos meter, Lígia... – Pensou, recolhendo o terço e o missal.

De repente, sons de passos e algumas vozes interromperam seu pensamento.

- Por aqui!... – Dizia a voz. – Os gritos vinham do beco!

Willhelm persignou-se e fugiu apressando.

Anos mais tarde, Willhelm renegou a riqueza material, tornando-se um franciscano. Viajou pelo mundo, conhecendo muitas pessoas e lugares diferentes. No entanto, em seu íntimo, permanecia uma sensação estranha. Ele se sentia observado desde o momento em que seu grupo acolheu a garota até mesmo hoje. Era esquisito, sobrenatural, até. É como se o passado sempre o acompanhasse, não importa para onde fosse ou o que fizesse.

Por essa razão, além da teologia, dedicou-se ao estudo dos mistérios do homem. Assim, Willhelm se mantém nos limites da realidade.

São nessas horas que se pega pensando:

- Do que Lígia fugia mesmo?

Infelizmente, não prestara atenção às explicações da garota. Estavam todos tão bêbados e interessados na jovem, que sequer se deram o trabalho de ouvi-la...

E agora, é tarde demais...
 
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