sábado, 3 de setembro de 2011 1 comentários

Votem no blog Prosopoética!


Pois é, amig@s! 

Estou participando de mais um concurso de blogs. E preciso de uma "forcinha" de vocês!

Não é preciso muita coisa. Basta clicar na imagem acima (ou no selo que está no canto superior direito deste blog), cadastrar-se rapidinho e votar no blog Prosopoética, na categoria Literatura, uma vez a cada 24 horas. 

Para quem gostou da iniciativa, vale a pena visitar e votar em outras categorias, afinal, esse gesto simples pode ajudar outros blogueiros! Sem falar que você vai poder conhecer o trabalho de inúmeros alagoanos inspiradíssimos!

É isso por hoje. Votem no Prosopoética a cada 24 horas e vamos torcer juntos para que ele esteja entre os 5 mais votados. A partir daí, um grupo de jurados analisará o conteúdo daqui e verá se ele tem conteúdo suficiente para ser um dos premiados! 

Ah!!!! Tem prêmio também para quem vota, sabia? Leia mais em:

http://www.premioalagoanodeblogs.com.br/regulamento/
(Veja o critério 5. Votação)

E aí? Vai perder essa?

Abração!!!!!

Guilherme
(O Insone Sonhador, sonhando, mais uma vez, em ter o blog promovido, divulgado, conhecido, compartilhado...)
sexta-feira, 19 de agosto de 2011 0 comentários

Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas 2011

Agende-se!

De 19 a 28 de agosto de 2011... todas as tribos estarão juntas!

(Faça download da imagem abaixo e visualize-a em seu computador!)

terça-feira, 9 de agosto de 2011 1 comentários

O Tempo (Esse Tal de Amor)

Você não precisa ir embora.
Fique só um pouco mais...
Deixa o tempo passar em paz.
Você pode ficar, por hora.

Não há sentido em esquecer
Bons momentos que não voltam mais.
Mas qual o sentido em só lembrar
Os seus tormentos de tempos atrás?

O tempo é só o tempo e só o tempo.
Ele passa. Infinito. A todo momento.
Não há como mudá-lo (ou o impedir!)

Culpado, inocente, carrasco, salvador,
Seja lá como o chamam (esse tal de amor):
O que nos resta, somente, é "sentir".


(Guilherme Ramos, 08/08/2011, 23h59)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011 0 comentários

Pecatum

Bem acamado, vem o pecado...
Floresce tal qual erva daninha.
Seduzido, o incauto, faz-se enganado
Sozinho, intraquilo, ele se encaminha.

Para onde vai? Onde ele está?
Solitário na terra, de frente pro mar,
Andarilho sofrido, correndo perigo,
Por vezes, perdido, num eterno buscar...

Onde sempre é inverno e a lua, minguante.
Desejo interno, prática inconstante:
Babilônia para um, terra santa para o outro

Para uns é inferno; paraíso distante,
Para outros, só ferro, sendo ouro brilhante.
Seguem: um com tanto; outro, com tão pouco!

(Guilherme Ramos, 10/05/2011, 15h15 e 31/07/2011, 10h53)
domingo, 31 de julho de 2011 0 comentários

Escrita


Guilherme Ramos, início da madrugada de 30/07/2011. Inspiração durante a elaboração de slides para a palestra "Introdução à História... Dá Arte?", compondo curso "Escrever Pra Quê?", do SESC Alagoas. O objetivo foi destacar que a partir da escrita, a literatura fica cada vez mais próxima... Parece óbvio? Mas não é... Principalmente para os que assistiram a essa palestra. Obrigado a tod@s, pela presença! Foi um dia muito especial para mim.
terça-feira, 12 de julho de 2011 0 comentários

Soneto de Tratamento

Dilema de vida,
Tratamento, a saber:
Chamar você de senhor
Ou o senhor de você.

Oblíquo, possessivo,
Por vezes, pessoal.
Discordância, na concordância,
Nominal ou verbal.

Não é mais uma imposição
(Tampouco, padronização)
Do "Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles"...

Mas está fora de questão:
O egoísmo da formalização
"Meu, Teu, Dele, Nosso, Vosso, Deles"...

(Guilherme Ramos, 12/07/11, 10h11)
terça-feira, 28 de junho de 2011 5 comentários

Se...

Se sou noite...
... Ou se sou dia...
Se sou vento...
... Ou sou geada...
Se sou tristeza...
... Ou alegria...
Se sou manhã...
... Ou madrugada...

Se sou sangue...
... Ou sou suor...
Se sou corpo...
... Ou se sou alma...
Se sou bom...
... Ou sou melhor...
Se sou ânsia...
... Ou se sou calma...

Se sou mesa...
... Ou se sou cama...
Se sou bicho...
... Ou se sou homem...
Se sou água...
... Ou se sou lama...
Se sou quem bebe...
... Ou sou quem come...

Se sou voz...
... Ou sou visão...
Se sou amigo...
... Ou algo mais...
Se sou amor...
... Ou sou tesão...
Sou o que sou...
... Mudar? Jamais!

(Guilherme Ramos, 01/06/2011, 00h03. Começando as férias...)
quarta-feira, 15 de junho de 2011 1 comentários

5 Anos de Prosopoética!

É... Quem diria? Foi um dias desses que eu lançava ao cyberespaço este blog (06.06.06). Postava pouco. Tinha pouca experiência. Meu amigo (e blogueiro antes de mim) Tainan Costa me cobrou mais "assiduidade" por aqui. Então, comecei de fato (11.06.06). E não parava de escrever... Foi muita coisa: prosa, poesia, reflexões, música, informações diversas... enfim, um sem fim número de inspirações que me enchiam cada vez mais de vontade de postar e postar e postar...

Sei que, há meses, pouco tenho "alimentado" este ser cybernético. Motivos, muitos. Mas é melhor assumir que qualidade, ao invés de quantidade, sempre foi um de meus objetivos por aqui. E espero, de coração, que novas inspirações me visitem e sejam transcritas para vocês em breve.

Porque aqui tem sido um dos poucos escapes da realidade que me permito. E não gostaria de estar sozinho. Preciso de suas visitas, comentários, críticas e tudo o que me for (im)possível.

Parabéns para o blog Prosopoética; parabéns para tod@s vocês que vem me seguindo através dos anos. E que venham mais CINCO primaveras! E mais cinco... e mais cinco... e mais cinco...

Aliás, ADORO esse número! Por isso não poderia deixar (mas quase deixo) passar essa data em branco. Mesmo atrasado, fica registrado! 

TETELESTAI! 
(Fato consumado!)

Guilherme.
(Imagem encontrada pelo Google. Se ofender os direitos autorais de alguém, avisem, que eu retiro imediatamente. Eu, mais do que ninguém, entenderei os motivos. Sejam eles quais forem...)
quinta-feira, 9 de junho de 2011 2 comentários

Como se Chamaria? (Parte 1)

1.

Seis horas da manhã. Hora de acordar? Não... Já estava na rua, no ponto. De ônibus. Num claro sinal de penitência pessoal. Aguardando o açoite do feitor coletivo, o ônibus.

Ônibus lotado é, sem maior exagero, um pedaço do inferno. Um pedaço pequeno, pra tanta gente, diga-se de passagem. E por falar em “passagem”, como você paga tanto, por tão pouco percurso? Ah! Ossos do ofício. Sou obrigado, todos os dias, a visitar o inferno, pois preciso chegar ao trabalho cedo, antes dos outros. Mania antiga. Mas, ainda, atual.

Mas ônibus, também, é uma empresa ambulante. É um dos poucos exemplos de instituição que, ao abrir a porta, você é recepcionado pelo setor de direção. Porém, pode ser cruel: em poucos passos, já é interpelado pelo setor de cobrança.

Passados os dois setores, restava-me, agora, escolher: ficar em pé na “área VIP” (idosos, gestantes e deficientes físicos), até que o setor de cadeiras desocupasse algum milímetro ou tentar atravessar a muralha de pessoas pela frente. Para meu azar, fui o primeiro a subir no coletivo. Daí, a osmose de corpos me comprimia contra a catraca e só puder seguir, impossivelmente, para frente, pisando em pés, cutucando costas, empurrando aqui e ali, para poder me empoleirar numa das alças do corredor central, pelourinho do trabalhador contemporâneo.

Ar-condicionado? Sim, chama-se “janela aberta”. Porém, como era meu dia de sorte, todas precisaram ser fechadas, pois uma forte chuva veio e acabou com a vã esperança de conter o suor que me corria braços, pernas e costas, num horror salobro que estragaria o melhor dos dias. O que não era o caso. Não “era”, pois em meio ao sofrimento dantesco, um sorriso destacou-se como estrela em noite escura...

Não um sorriso qualquer, apesar dos dentes perfeitos, da boca carnuda, ressaltada por batom claro. Some-se isso à maquiagem leve, aos olhos com rímel e ao cabelo bem penteado, intocável. Pelo visto, aquela senhora devia ter subido a bordo logo no início da viagem, pois era impossível para alguém manter-se na linha, com tantas almas apinhando-se.

E uma dessas almas era eu! E era a mim que a luz daquele sorriso se dirigia. Seu olhar amortecia meu cansaço, minha falta de alegria em estar ali. Mas aquela senhora, em carrara esculpida pelas mãos do Divino Artífice, tornava tudo diferente e me fez ver que, para se conseguir algo bom, era preciso vencer obstáculos. E isso era tudo o que eu tinha pela frente...

Tentei aproximar-me, mas a maré de gente contrária aos meus desejos me empurrava para trás, cada vez mais. Mesmo assim, decidi romper com a lógica de que mais de um corpo não poderia ocupar o mesmo lugar no espaço. Foi quando um lampejo de razão veio à minha mente, movida pela emoção: aquela criatura, tão divina, tão maravilhosa, me pareceu familiar. Sim! Eu a conhecia! Mas seu nome me fugia. Deus! Era pouco o tempo! Eu me aproximava. Ela esperava. Mas e ela? Como se chamaria?

(Guilherme Ramos, 31/05/2011, às 11h07, depois de inspiração repentina, ao tomar um ônibus – não tão lotado quanto no conto – durante mais um dia de trabalho...)

segunda-feira, 30 de maio de 2011 0 comentários

Como se Chamaria? (Parte 2)

2.

Quem sabe, se eu recorresse à poesia?

Antônia? Josefa? Cláudia? Maria?
Suzete, Bernadete, Bethe... Seria?
Quem sabe, Suzana, Poliana, Hannah?
(Ou simplesmente, Ana) Deus! Que agonia!
Não sei, não me lembro ou recordo sequer
Do nome, da alcunha, da Graça (?) dessa mulher...
De onde foi mesmo que eu (acho que) a conheci?
Seria de minhas andanças (quem sabe as lembranças)
Daqui ou dali? Daqui ou dali! Daqui ou dali...

Não sei. Não consigo. A cabeça já começava a ficar vazia. Aliás, “juízo” nunca foi meu forte. Quem poderia ter juízo e andar de ônibus? Isso é meio controverso. Acredito que não adianta ficar me remoendo, tentando lembrar um nome, quando tenho sua fiel proprietária a tão poucos passos de mim. Seria lógico aproximar-me e iniciar um diálogo. Assim, direcionando o assunto para que ela, ao contar uma história sobre si, diga seu próprio nome, num exemplo. Eu fingiria normalidade e, de posse desse prêmio, tesouro, achado, passaria a falar-lhe mais aliviado.

Nem tão logo me aproximei e esbocei um balbuciar, a senhora ergueu-se, nobre, austera, que nem parecia estar num ônibus, mas numa carruagem real. Confesso que quase não me segurei sobre minhas pernas, mas fingi bem. Estávamos a centímetros um do outro. Dava para sentir seu perfume em meio ao odor esquisito de suor misto, em conflito no ar. Ah! Mulher asseada tem essas vantagens. Mais um passo dei; outro, ela também.

Tinha pressa em chegar, pois a essa altura, meu ponto se aproximava. É incrível como, nessas horas, não sentimos o tempo passar. Ele voa como uma águia, com fome, a caçar. Como eu caçava um nome, o tempo caçava meu fracasso! E, pensando assim, demos mais um passo.

A hora era agora. Frente a frente, rosto a rosto, pé ante pé, os dois corpos eram quase um só. E minhas mãos, que estavam segurando a alça do ambiente inóspito já se preparavam para enlaçar sua cintura. Meu gesto lento, porém, foi superado pela doce voz da senhora:

- Querido! Que surpresa encontrá-lo aqui!

Eu sorri e, ao tentar emendar uma resposta, fui surpreendido por uma outra voz, mais grave, às minhas costas:

- Pois é, amor! Meu carro quebrou!

E lá estava eu, como um paspalho, entre um casal de namorados!

Como é belo o amor... Não cega apenas quem se envolve. Mas, também, a quem pega um ônibus lotado. Só me restou pedir licença e deixá-los juntos, lado a lado. Afinal, minha parada era próxima!

- Por favor, motorista! Para o ônibus que eu quero descer!


(Guilherme Ramos, 21/05/2011, pela manhã, refinalizando o Conto “Extraordinária Conversa com uma Senhora de Minhas Relações”, de Carlos Drummond de Andrade, durante um exercício do curso “Escrever Pra Quê?”, realizado pelo SESC/AL)
sexta-feira, 1 de abril de 2011 3 comentários

Amar Pode Dar Certo (Para Mim Também)

Sou o que “soou” nos trechos do livro que li. Cada linha, um tapa na cara. Mas um tapa colaborativo, educativo, até. Sem qualquer apologia à violência, senti-me despido e surrado como um escravo no tronco; no tronco da escravidão do amor. E gostei. Gostei porque não houve “dor” física; tampouco espiritual. Se houve dor, chamou-se consciência. E isso precisamos carregar todos os dias. Um preço pelo livre arbítrio. Devemos amar, amor; calar, calor... Viver sem medo. Sem medo da dor. Porque só não sente dor quem não pode fazer mais nada. 

Então é isso. As luzes se apagam, os sons silenciam, tudo pára. E nesse hiato, a vida transcende. Isso não me surpreende. Um dia, a gente aprende. Não se arrepende. De nada. De nada do que fez. É tentar novamente. É tentar outra vez. Devo seguir a luz? Ou buscar a escuridão? Sinto a necessidade de continuar. Meu momento chegou? Acho que não. É tempo de re-amar. Re-animar. Dar alma ao corpo morto da frieza de coração. Por que fazer-se de morto, ao lado da emoção? Porque escutar o silêncio do cérebro, quando ainda bate o coração? Assim era eu, então. Emoções nulas; pura razão. Mas não era insensível. Tinha a sensibilidade de um artista... realista: determinista, materialista amoroso, negativamente humano e - apesar de me considerar um dos últimos românticos - fugia totalmente de seu subjetivismo.

Tinha lá minhas razões. Sempre as temos. E as tememos. Por isso encarei o curso "Desenvolvimento da Percepção Sensorial", com Ronaldo Peixoto/AL. E, para minha surpresa, foi-me dada oportunidade de ler um livro que achava “piegas” (puro preconceito, claro!). Mas as mensagens dele pareciam ter sido escritas por mim (nos velhos tempos). E, como fazemos parte de um todo energético, sei que algumas (senão muitas) palavras, de fato, me pertenciam. E, por isso mesmo, foram deslocadas do livro, tornaram-se “fragmentos do amor que pode dar certo” e tranfiguraram-se num acreditar que “amar pode dar certo (para mim também)”. Sei que a estrada é longa e alguns se perderão no caminho. Mas tudo tem um preço. Sei que não desistirei. Como sei? Porque sei. Tenho fé. Ela dispensa provas. 

A página vai terminando e eu, encurtando as palavras. Quero parar na décima página. Dez é um bom número. Torna-se Um, Mago, Alfa e, no fim dos ciclos, torna-se o próprio Ômega. Pois tudo termina onde começa. Não há em cima nem embaixo. Há apenas. E sei que estou contido nesse todo inexplicável. Todos somos um. Somos um todo. Absoluto. Mágico. Energético. Infinito. Amor.

(Guilherme Ramos, 01/04/2011, 23h28. Não, não é mentira. É a mais pura... verdade.)
domingo, 6 de março de 2011 5 comentários

Composições (Música Eletrônica)

Vasculhando meus HDs, encontrei algumas relíquias musicais minhas (compostas entre 2003 e 2005):




É só escolher a faixa e escutar!

Inspirações eletrônicas arranjadas, apenas com samplers, no software Acid Music Studio.

Há outras, claro... mas... tudo a seu tempo! Rssss...

Evoé!
sábado, 26 de fevereiro de 2011 0 comentários

Samba do Fim

Você não se permitiu, assim, me conhecer...
Formou uma imagem de mim e não quis esquecer.
Daí, a vida ficou, digamos, mais ou menos assim:
Você foi pro seu lado, eu fui pro meu... e fim!

Agradeço muito a Deus só por te conhecer...
Apesar do que houve com a gente, foi bom pra valer!
Falo isso, de alma lavada, sorriso rasgado e até gargalhada
Mais vale lembrar do que foi bom, minha ex-amada!

Não fique com raiva de mim, do que vou cantar...
Escrevi o que escrevi, só pra te homenagear!
A vida a dois é difícil, mas a gente um dia aprende,
E quem sabe, num outro dia, alguém se surpreende!

Acabou tudo o que tinha de acabar...
Vai começar tudo o que tem de começar!
Alegria / no coração, / copo na mão, / não fique mal... /
Bola pra frente, minha gente, que hoje é carnaval!

(Eu sou o tal...)
(E é?)
(Ela também... Somos!)
(Taí, nunca vi um casal acabar assim...)
(Pois é... É melhor ter bom humor, no fim...)
(Mas, no fim, tudo não acaba?)
(Acabar, acaba, mas fica a amizade...)
(Eu preciso evoluir, viu?)
(Vai tentando... Vai conseguindo...)
(Então, vamos cantando!...)
(É isso aí!!!!)

Você não se permitiu, assim, me conhecer...
Formou uma imagem de mim e não quis esquecer.
Daí, a vida ficou, digamos, mais ou menos assim:
Você foi pro seu lado, eu fui pro meu... e fim!

Acabou tudo o que tinha de acabar...
Vai começar tudo o que tem de começar!
Alegria / no coração, / copo na mão, / não fique mal... /
Bola pra frente, minha gente, que hoje é carnaval!

Alegria / no coração, / copo na mão, / não fique mal... /
Bola pra frente, minha gente, que hoje é carnaval!

(Guilherme Ramos, 25/02/2011, 13h11. A letra e a melodia vieram numa "tacada" só. E virei sambista, foi? Rsss... Coisas do carnaval... Boa farra para quem vai ao bloco "Pinto da Madrugada"!...)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 0 comentários

Escala em DOr Maior (num LAr Menor)

DOrmir, dormir, não dormi.
REvirei na cama até amanhecer.
MInhas palavras são só pra você:
FAz do meu dia, um bem... querer.

SOLidão, dá até para aceitar!
LAvar a alma, para não chorar...
SIlêncio vai dizer e repetir:
DOr, senti, não vou fingir.

SIm, LÁ se vai uma chance de ser feliz...
SOLução não há mais de se achar.
FAlar, gritar ou até mesmo reclamar!

MIrabolantes argumentos tão sutis
REpetindo tudo para acreditar,
DOminando o choro para recomeçar!

(Guilherme Ramos, 25/02/2011, 3h. Um samba-soneto pra começar o carnaval...)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 1 comentários

Hino do Bloco do Comerciário 2011 - SESC Alagoas


O SESC Quer Você Bem Feliz! (Viva o Bloco do Comerciário!)

Letra: Guilherme Ramos (baseada em “Já Fui Bom Nisso! E Ainda Sou...”, de Edson Rocha Filho)
Música: Edson Rocha Ferro

Intérprete: Igbonan Rocha

Começou em 46...
O SESC surgiu no país!
Assistência, Educação, Cultura, Saúde e Lazer...
O SESC quer você bem feliz!

Não perca tempo, minha gente, vamos nessa!
Esse bloco é bom demais! (É demais!)
Aqui, a hora extra de alegria, é o comentário!
Viva o Bloco do Comerciário!

O nosso tema é “Cultura e Folia”!
Esse bloco é bom demais! (É demais!)
Aqui, a hora extra de alegria, é o comentário!
Viva o Bloco do Comerciário!

(Pois é... De volta às composições... E quer saber? Eu GOSTEI! Vou concluir logo meu home studio e fazer mais algumas trilhas sonoras! Encomendas? É só comentar por aqui! Rssss...)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 0 comentários

Passado Sombrio; Futuro Negro

Willhelm Schneider já foi um jovem dinâmico e festivo. Aos 18 anos, era comum vê-lo com seus amigos, passando noites em festas e comemorações. Will, como era conhecido, costumava ser o primeiro a chegar e o último a sair de uma festividade.

- A bebida e as mulheres deveriam ser aproveitadas ao máximo pois, um dia, virá a morte e acabará com isso... cedo ou tarde. – Esse era seu pensamento e da grande maioria de seus amigos.

Certa noite seu grupo voltava para casa, quando se deparou com uma jovem aldeã de uns 15 ou 16 anos. Ela parecia assustada com algo que vira nas proximidades e pediu ajuda aos rapazes.

- Claro, minha querida. Pode ficar conosco. Você, agora, está “segura”... – disseram alguns, ironicamente.

A cada passo, olhares discretos recaíam sobre aquele corpo. A fina seda que o cobria parecia ressaltar suas belas e provocantes curvas. O álcool, tão presente na cabeça daqueles jovens, insinuava que aquela garota, aquela criança, já era mulher.

Ela se apresentou. Lígia. Um belo nome. Mas o cavalheirismo acabou por aí. O instinto falou mais alto que a razão nos corações dos cinco rapazes. Cinco animais, isso sim. A pobre garota não teve a menor chance e, prematuramente, perdeu sua inocência.

- Sua vez, Will... – Disse um deles.

Willhelm deu dois ou três passos em sua direção. Foi aí que teve um breve momento de lucidez.

- Seus olhos são tão puros... Sua pele tão macia... Por que fazemos isso com ela? Isso é loucura... Loucura! – Disse, dando as costas.

- Você é um fraco, Will! Um fraco! – Disse outro.

- Sem nomes, idiota! – Esbravejou outro. – Essa vadia pode dar com a língua nos dentes! – Concluiu, espancando a jovem.

Muitos foram os golpes. E Willhelm nada fez...

Nada mesmo.

- Vamos embora. Essa vagabunda já teve o que merecia. – Disse um dos rapazes. – E quanto a você, Will, lembre-se: o que fizemos foi para lhe ajudar. Se a deixássemos viva, ela diria seu nome para todos. Você nos deve isso! – E foram embora.

Willhelm voltou ao beco e olhou para o corpo da jovem. Foi aí que ele viu sua mão direita, um terço de prata. Ela não o largou um só momento. Aos seus pés ainda havia um livro marcado com uma fita vermelha: um missal.

- Deus!... O que foi que eu fiz? – Pensou.

Ele pegou o missal e abriu na página marcada. Lá estava um intróito:

“FAZEI-ME justiça, ó Deus, e defendei a minha causa contra um povo sem piedade; livrai-me do homem iníquo e enganador. Vós que sois, ó Deus, a minha fortaleza. Salmo ib. 3: Enviai a vossa luz e a vossa fidelidade; elas me conduzirão e me levarão ao vosso monte e aos vossos tabernáculos...”

E naquele momento, Willhelm se sentiu um “homem iníquo e enganador”. Alguém que ela tanto evitara. Alguém de quem, talvez, ela estivesse fugindo e pediu auxílio ao seu grupo de amigos...

- Que amigos... Que heróis... Onde nós dois fomos nos meter, Lígia... – Pensou, recolhendo o terço e o missal.

De repente, sons de passos e algumas vozes interromperam seu pensamento.

- Por aqui!... – Dizia a voz. – Os gritos vinham do beco!

Willhelm persignou-se e fugiu apressando.

Anos mais tarde, Willhelm renegou a riqueza material, tornando-se um franciscano. Viajou pelo mundo, conhecendo muitas pessoas e lugares diferentes. No entanto, em seu íntimo, permanecia uma sensação estranha. Ele se sentia observado desde o momento em que seu grupo acolheu a garota até mesmo hoje. Era esquisito, sobrenatural, até. É como se o passado sempre o acompanhasse, não importa para onde fosse ou o que fizesse.

Por essa razão, além da teologia, dedicou-se ao estudo dos mistérios do homem. Assim, Willhelm se mantém nos limites da realidade.

São nessas horas que se pega pensando:

- Do que Lígia fugia mesmo?

Infelizmente, não prestara atenção às explicações da garota. Estavam todos tão bêbados e interessados na jovem, que sequer se deram o trabalho de ouvi-la...

E agora, é tarde demais...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011 0 comentários

Um Último Caso

Para mim, um agente do Departamento de Polícia de Londres, os dias eram todos iguais: perseguir alguns suspeitos, interrogar outros, dar uns tiros, procurar provas, fazer um relatório, voltar para casa, inventar mais uma “desculpa” que justificasse o atraso para o jantar, os machucões e as roupas estragadas para minha esposa Christine, tomar um bom banho quente, beijar minha filha Regina e “tentar” dormir*.

Sempre a mesma rotina...

Como não conseguia dormir direito, saía de casa tão cedo que minha família ainda não havia acordado e voltava tão tarde que todos já tinham se recolhido. Por essas e outras, minha vida conjugal não estava lá nenhuma maravilha. Christine já falava em separação, pois tinha medo do que poderia vir a acontecer comigo. Sua maior preocupação era o bem estar da filha, que nunca sabia se iria ver o pai voltar (vivo) para casa.

A vida de policial estava deixando a todos nervosos. Prometi tirar umas merecidas férias e, talvez, assumir um cargo “mais burocrático” no Departamento. Bastava apenas resolver um último caso...

- É apenas um caso. Só mais um caso... – Pensei.

Era uma noite chuvosa de sexta-feira. Parecia ser uma noite igual a tantas de minha vida, exceto pela chuva. Nunca havia chovido tanto em Londres. Não poderia ser pior: eu e outros policiais conseguimos algumas pistas sobre a localização de um perigoso assassino.

Sete crianças já haviam sido assassinadas e uma oitava estava desaparecida. Segundo um telefonema anônimo, esta fora vista correndo próximo às docas, perseguida por um homem alto e muito estranho, vestido de negro.

O grupo se dispersou.

Lá estava eu, sozinho, de arma em punho, a procura de alguém que não sabia quem era. Um verme que transformou a vida de sete famílias em um inferno. Imagine! Sete crianças, mortas! Eu precisava pegar o desgraçado, afinal também tinha uma filha. Sabia da dor que os pais das vítimas estavam sentindo. Eu só poderia deixar as ruas depois de limpar essa “sujeira”...

Não demorou muito e parei de me esconder. Eu sabia que estava próximo de meu objetivo e que o assassino já me tinha sob seu olhar. Mais alguns passos e entrei num grande e velho galpão abandonado.

A porta fechou-se, num estrondo. Mantive o sangue frio. Procurei uma área mais iluminada e esperei.

- Por que não deixa a criança ir embora e se entrega? – Perguntei.

- Por que existem estrelas no céu e grãos de areia na praia, Max? – Respondeu o procurado.

Fui em direção da voz.

- Não precisa me procurar, Max... Eu estou bem aqui, na sua frente... – Retrucou o assassino, aparecendo sob uma plataforma, acima de mim, com uma faca no pescoço de uma linda garotinha, loira – de uns cinco anos – nos braços.

Olhei para cima e, enquanto me aproximava e subia uma escada, procurei ganhar tempo:

- As estrelas existem para ser vistas e admiradas, mas nunca poderão ser tocadas. A areia pode ser tocada, mas se for retirada de seu lugar de origem, perderá seu valor quanto praia... Assim é essa criança. Tirando-a de seu lar, você a faz perder o carinho dos pais, as únicas pessoas que poderão cuidar dela e torná-la...

- Feliz? – Perguntou meu oponente. Besteira! Não tente me enganar com suas palavras bonitas, “Mad Max”... Isso não vai ajudá-la! Seu destino está traçado! Ela vai morrer! E vai morrer agora!

- Nãããããããããããããããããããããããoooooooooo! – Eu, que já estava bem perto, disparei minha pistola. Os tiros abalaram a estrutura de madeira (bastante velha) onde estávamos, fazendo-nos cair, antes do assassino concluir o golpe com a faca.

Eu levei a pior. Grande parte da plataforma caiu sobre minhas pernas, imobilizando-me. Procurei por minha arma, mas ela foi perdida. Meu oponente era bastante ágil e, inacreditavelmente, não sofreu um só arranhão. Rindo, aproximou-se, ainda com a criança nas mãos... Morta.

- Está vendo o que é o destino, Max? Ela tinha que morrer. Não sou eu ou você quem controla isso, meu caro.– Falou. Deu uma breve pausa e, olhando para minha mão esquerda, esboçou um sorriso – Ora, ora... você é casado! Que promissor...

Tentei soltar uma piada, esperando que meus amigos chegassem logo, mas era evidente minha preocupação com a família:

- Nada disso, amigo. É só pra fazer charme. As mulheres adoram homens comprometidos...- Falei.

O assassino soltou uma gargalhada.

- Um comediante? Um policial com bom humor! Os tempos mudaram... Pois bem, Max, vejamos como encara o meu humor... – concluiu, segurando o corpo da criança pelos cabelos e cortando-lhe seu pescoço.

Enquanto o sangue jorrava sobre mim, novos golpes foram desferidos sobre o corpo, já sem vida, da garota. Ele arrancou as orelhas, o nariz, os cabelos, os olhos... Era uma cena terrível, em contraste com a alegria doentia do lunático. Por fim, jogou o corpo ao meu lado.

- Não é incrível, ter o poder da vida e da morte nas mãos, Max? – Falou, aproximando-se. - Você tem a vida. “Eu sou a morte”. Agora, chega de espetáculo. Sou um homem ocupado, sabia? E você ainda tem que dar um jeito nessas pernas... Adeus, Max! Até a próxima ação do destino... E ela pode estar tão “perto de você”... – O homem desapareceu nas sombras.

Eu estava muito ferido. Acabei por desmaiar. Algum tempo depois meus colegas chegaram e me levaram ao hospital. (Sim, a “cavalaria” sempre chega atrasada...)

Não era apenas um simples caso...

E, definitivamente, eu não era mais o policial eficiente de antes. Mesmo contra minha vontade, meu posto foi passado a outro e fiquei apenas como um inspetor de segurança. Ah, os “tão temidos” Assuntos Internos...

Após sair do hospital, vi que minha vida mudara também em casa. Christine foi embora. Preocupada com o bem estar da filha, mudou-se para Los Angeles. Explicou tudo numa carta. O casamento havia acabado.

- Bem, foi melhor assim. Pelo menos elas estão seguras... – Pensei.

Mas nem tudo foi tão bom assim. Já perdi a conta das vezes que passei horas e horas olhando a foto de minha esposa e filha. Comecei a beber, a fumar... Meu estado emocional, às vezes, é lastimável, numa profunda depressão.

Sem poder participar ativamente nos casos do Departamento, resolvi abrir um escritório de investigações particulares, em um apartamento no centro da cidade. Nas horas de folga, através de um acordo entre eu e Christine, passo bons momentos ao lado de minha filha, que vem de Los Angeles e passa alguns dias ao meu lado.

A vontade de ter Christine e Regina de volta nunca saiu de minha cabeça. Quem sabe um dia, quando os pesadelos deixarem minha vida e o fantasma daquela noite maldita de uma sexta-feira chuvosa puder ser apagado de minha lembrança...

Max Sheldon.
Detetive Particular, pai e, atualmente, Investigador do Sobrenatural.
(Penrose, 958, Londres, UK).

(*) Desde pequeno, Max (Maximilian Sheldon) tem sempre o mesmo sonho: ele se vê andando por uma trilha tortuosa e deparando-se com muitas crianças pequenas pedindo sua ajuda desesperadamente, como se fugissem de alguém muito mau e poderoso. Com o tempo, se vê cercado e é atacado por elas, que, no esforço para serem salvas acabam por feri-lo e arrastá-lo para as sombras... Num grito, ele acorda chorando e passa boa parte da madrugada com medo de pegar novamente no sono. (Daí, o apelido de “Mad Max” por parte de seus amigos de trabalho. Boatos mais tarde e, no submundo do crime, cogitou-se a origem do nome por causa de sua dedicação e “linha dura implacável” contra os malfeitores. “Cuidado com o Mad Max! Ele não dorme! Está nos esperando, como um demônio... e vai nos levar para o Inferno!” – dizem alguns. Nada mais cômodo. Max acabou ganhando a admiração de uns, o respeito de outros e... bem, dá pra imaginar o resto não é mesmo?)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 0 comentários

Sobre Escrever

Escreva.

"Saber escrever"
É o mesmo que "escrever sempre",
Sob olhar do leitor contente.
Se o faz, não seja descrente.
Seu leitor fará sua parte.
Você, fará: Arte.

Apenas.

Há tempos não lia.
Hoje, leio algo passado.
Talento comprovado!
Escreva mais (e mais...)
Estarei (mesmo distante)
Ao seu lado. Encantado.

Apenas... Escreva.

Como um amante faz amor,
Sem medo do que virá...
Como um infante sente dor,
Sem esperança de curar...
Como faz, o escritor,
Linha a linha, sem parar.

Escreva... Apenas.

(Guilherme Ramos, 17/01/2011, 12h29. Vontade de ler... Muito!)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010 0 comentários

Modismo

Muda, a moda
Muda e surda.
Muda? Muda!
E muda, muda?
Muda. Surta.
Todo o tempo,
O tempo todo,
No mundo...
Da moda.

Inunda,
Abunda,
Nunca profunda!
Só afunda,
(Ou funda)
A moda,
A "nota"
($$$$$)

A rota
Amarrota
O cetim,
A cambraia.
Serve, no afã,
Scarpin...
Ou sandália.

Aceita, assim,
Dinheiro e cartão.
Sofre, no fim,
O pobre cidadão.

Consumo...
Ou sem sumo.
MODA:
o Suprassumo
Sem rumo.

(Guilherme Ramos, 22/12/2010, 20h05; revisão em 28/12/2010, 18h)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010 3 comentários

Eu nasci...

... há 38 anos atrás.

(Eu nasci há 38 anos...)

E não tem nada nesse mundo

Que eu não queira saber MAIS!

(E mais... e mais... e mais...)


É, gente! Mais uma primavera em minha vida! Parodiazinha ao Mestre Raul, o poeta marginal, pra não deixar o dia passar em branco! Rssss...




 
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