sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 0 comentários

Último Primeiro Beijo


Uma parceria que aconteceu meio sem querer:

1) Renatinha posta uma foto (linda!);
2) Eu, de rompante, faço a letra em segundos,
3) Aristeu aparece com uma arte deliciosa, querendo compartilhar.

Agora, eu pergunto:

QUEM SOU EU PARA NEGAR????? Rssss...

4) Só falta a Renata musicar.

Será que sai samba?
Rock? Bossa? MPB?
O tempo dirá.
Quem pode saber?
Pode pode sair tudo,
Pode não sair nada.
Mas de uma coisa, tenho certeza:
Não vai sair lambada!
(Kkkkkkkkkkkkkkkkkk...)

Ok, ok. Parei. Rsssss...

Créditos aos devidos créditos (por ordem de criação... Rsssss...):

Foto:
Renata Peixoto

Letra:
Guilherme Ramos

Arte:
Aristeu Neto

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Laura: 2 anos

Olá, amig@s!

Hoje, 28/02/2014, 5h21, Laura, minha filha caçula, completou 2 anos de vida!

Muita coisa aconteceu desde 2012, quando ela nasceu.

Mas o que fica? Amor, amor, amor e amor.

Definitivamente, Laura Ramos:

EU TE AMO!

Amor, verdadeiro, é esse aqui. Feliz aniversário, Laurinha!

Seu pai,

Orgulhoso e cada vez mais apaixonado,

Guilherme Ramos.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 0 comentários

Companhia


Querida amiga que passa pela minha porta:
Não arranque as flores do pé de jasmim.
Estão do lado de fora; sei que você gosta,
Mas, mesmo assim, ainda pertencem a mim.

Poupe também rosas, violetas, margaridas,
Orquídeas, lírios, cravos e até os girassóis.
Todas me são companhias antigas, queridas,
Que eu partilho a beleza para todos nós.

Mas não lhe autorizo roubar sua presença,
Visto que não faço isso com as de ninguém.
Sente-se sozinha? Tão repleta de ausência?

Poupe as flores, que não tem culpa nenhuma.
Que tal deixá-las de lado e procurar alguém?
Eu faço café. Ou chá. E te mostro uma a uma.

(Ayane Borges e Guilherme Ramos, 19/02/2014, 11h54.)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 0 comentários

A Você, Que Me Achar...


A você, que me achar:

Lembre-se de que eu não me perdi. Fui apenas descartado por mim mesmo, num momento de forte fraqueza. Não sou assim o tempo todo, como você também não o é. Encare-me como um outro eu, seu, meu, nosso, pronto para novidades em par, mesmo nos dias ímpares, sejam eles de segunda a sexta-feira ou no fim de semana.

Lembre-se de que você também já esteve assim, sem rumo, sem idéias, sem vontades, sem razão nenhuma para continuar. Mas, se continuou, serviu de exemplo para outras pessoas que, inspiradas em seus atos, alcançaram a vitória. Você foi tudo o que precisavam para serem melhores que ontem. Iguais a hoje. Inimagináveis amanhã.

Lembre-se de que estou aberto para o amor. Não o amor sexual apenas. Ele também. Não posso negar-lhe a importância. Mas após o gozo, esse amor “sonolenta-se” e dorme. Profundamente. Sonhando com mais. Eu sou o amor que sonha e realiza assim que pode, ao seu lado. Sou o amor que inspira o poeta, o enamorado, o ser humano em si, com suas falhas e êxitos.

Lembre-se de que não me permito achar. Porque se subtende que me perdi. E, repito, não me perdi. Eu apenas me permiti vagar por onde não se vai, para poder encontrar quem não se espera. Porque esperar, sugere a chegada de algo ou de alguém. Mas também pode ser excesso de paciência – E isso já não tenho tanto. Para o meu e para o seu espanto.

Lembre-se de que continuo eu mesmo. Qualidades e defeitos. Tudo. Mas não o mesmo. Mudo. O tempo todo. Todo o tempo. E isso vai além, muito além de qualquer desavença. Essa é a minha crença. Eu sigo reto. O resto é pretérito. Esquecido. Aquecido é o presente. Meu sangue. Meu coração ardente. Sempre em frente.

Lembre-se de que tal qual livros, temos muitas histórias. As nossas, as minhas, as suas. Mas, poucas foram escolhidas para serem vividas. Lembradas. Relembradas. Revividas. Algumas foram minhas primeiras leituras, outras, minhas finais. No meio, toda uma história de histórias, que acontecem até hoje, enquanto vivo-escrevo.

Lembre-se de que há sinais de novos tempos. De antes e depois. De uma vida de leituras brandas, escritas nervosas e algo mais. Que ainda está por vir. Sempre haverá algo por vir. Mas, normalmente, não será exatamente como idealizamos. Deixemos de neuras e aproveitemos a criatividade (de humor duvidoso) da imprevisibilidade.

E obrigado por se lembrar. De mim.

Eu, quieto em minha cama; você, inquieta na sua...


(Guilherme Ramos, 30/01/2014, 22h55.)
sábado, 4 de janeiro de 2014 0 comentários

+Poesia


Poesia.
Grito. De agonia.
Insulto. De alegria.
É simples. É poesia.
É justo. É assunto.
E por que é assim?
É algo meu, seu,
Para você, para mim.
Algo que nem começa
E já chega ao fim.
É isso. É aquilo.
É tudo. É nada.
Pela manhã,
Pela tarde,
Pela noite,
Pela madrugada.
Com (ou sem) álcool.
É poesia.
Boêmia.
É vida.
Cem vidas.
É assim,
A minha.

(Guilherme Ramos, 04/01/2014, 00h23h. Criação durante um desafio - imposto por mim mesmo - que me fará escrever 366 poesias em 2014. Essa foi "reprovada" hoje. Rssss...)

Imagem: Google.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013 0 comentários

Novo Ano Novo, de Novo

Meu último crepúsculo de 2013...

Bem, aqui estamos. 31/12/2013. Poucas horas para mais um fim de ano. Para mim, nenhuma surpresa. Todos os anos são assim. Mas o que podemos fazer diferente? O que podemos não fazer e, assim, sermos diferentes? Não sei. Não é fácil, confesso. Não sou o melhor exemplo de vida perfeita - a seguir. Mas sou único. E tento fazer disso, minha mais humilde contribuição.

Perfeição para que? Senão para criar parâmetros para comparações e críticas aos ditos "imperfeitos"? Não, não, obrigado. Estou muito bem com minhas qualidades e meus defeitos. Eles se dão muito bem. Não perdem tempo com briguinhas idiotas, para provar quem e mais ou menos. Eles trabalham juntos. Ajudam-se. Complementam-se. São uma equipe dos sonhos. São meu termômetro. E apontam quando estou indo na direção certa ou errada. Cabe a mim, no meu livre arbítrio ouvi-los... Ou não.

Daí, vem minhas histórias. Alegres ou tristes. Mas são minhas. Minha vida. Meu aprendizado. Minha experiência e minha evolução. Assim, traço meus dias e noites; minhas madrugadas insones e meus amanheceres sonolentos. Um dia de cada vez. Uma noite por vez. Assim, humanamente. Não sou nenhum super-herói. Apenas faço minha parte, como todos deveriam fazer.

"Somente os heróis acordam pela manhã." (Essa frase ainda vai povoar suas mentes, não se preocupem...)

Estamos todos acordados ainda?

Bom dia para todos nós.

E feliz 2014.

(Guilherme Ramos, 31/12/2013, 20h41. Mas, postado agora, por motivos óbvios... Rssss...)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 0 comentários

Tatuagem


O para sempre de sua tatuagem é sempre a minha melhor imagem. Eu lhe esculpi o corpo com prazer, não fiz nada apenas só por fazer. Havia sentimento, havia inspiração, havia gosto, cheiro, temperatura. Havia tesão. Havia amor. E, mais que isso: havia compreensão. Entre criador e criatura...

(Guilherme Ramos, 27/12/2013, 11h42.)

Imagem: Google.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013 0 comentários

Mosaicos


Havia apenas um mosaico. Em mim. Houve vazios, houve preenchimentos. Houve dedicação. Esmero. Vocação. O resultado pode ser contemplado pelas mais diversas plateias. O público que me visita e me conhece. O público afetivo. E afetado. Pessoas que vem e vão com os dias, os meses, os anos. E a minha vida fica. E segue em frente. A arte por mim imposta não deseja agradar a tudo e todos. Quer apenas agradar a mim. Acalmar o meu coração que, tal qual tal mosaico, precisa secar para ser concluído. A beleza que existe na obra de arte inacabada, não se compara ao seu término. A conclusão de um sentimento é similar. Com exceção de que não há críticos de arte. Há apenas críticos. E suas críticas de nada me interessam. Meu “mosaicoração” precisa de um tempo - apenas dele - para ficar pronto. E, ao ser concluído, será único. No mundo.

Para mosaicos serem feitos, é preciso quebrar azulejos, cerâmicas, vidros e afins. Assim como quebramos a cara, despedaçamos corações e fragmentamos sonhos. Parece cruel, mas é em prol da arte. Isoladamente quebrados, esses sentimentos-objetos servirão à construção de algo maior, híbrido, repleto de histórias separadas, que se tornarão outra. Diferente. Maior.

Corações, tais quais mosaicos, precisam passar pelo mesmo processo. Quebra, seleção de pedaços, reagrupamento, colagem, secagem e acabamento. A partir daí, estarão prontos. Para serem contemplados. Como merecem. Com a grandeza que nunca deveria ter sido empregada a outro. Semelhante. Porque nunca haverá outro igual. Nem mosaico, nem coração.

Mosaicos, tais quais corações, tem vida (im)própria. Passam por intempéries que os desgastam. Somente os de qualidade resistem. É um aprendizado lento, repleto de técnica, mas também da tradicional experimentação. É de “tentativa e erros” que se alcança o objetivo. Tentativa. E erros. Muitos erros. Somente assim chegamos aonde realmente queremos.

Corações. Mosaicos. Mosaicos. Corações. O que seriam, senão agrupamentos de sensações? Sentimentos. Sentidos. Ressentidos. Consentidos. Às vezes, sem sentidos.

Apenas mosaicos.

Apenas corações.

Assim como poesias são poesias; canções são canções.

(Guilherme Ramos, 26/12/2013, 17h01.)

Imagem: Google.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 0 comentários

A Creditar


Difícil entender como é mais fácil acreditar em Deus (ou no diabo) do que acreditar no Amor.

Você sente o amor. Ou pensa que sente. Você quer estar com aquela pessoa, quer viver uma história com ela, quer sentir prazer com ela, quer ter filhos com ela...

Você sente Deus. Ou pensa que sente. Você quer estar com Deus, quer viver uma história com Deus, quer sentir prazer com Deus, quer ter... OK, isso não. Mas quer Deus com você o tempo todo.

Não há dúvidas que, na Sua infinita sabedoria, Deus nos fez sua imagem e semelhança. Sendo assim, quando nos amamos, executamos sua ordem maior que é “amarmos uns aos outros”. Mas, como fazer isso, se algumas pessoas se recusam a amar? Da mesma forma, há pessoas que se denominam ateus (que não acreditam em Deus). Esses é que nunca vão amá-lo...

Existem, então, “ateus do amor”, eu poderia deduzir. Aqueles e aquelas que não abrem mão da desconfiança, do medo da dor (que supostamente vem com o amor). Mas por que o amor precisa machucar? Acho que não machuca. Não o amor propriamente dito. Não foi Deus quem o criou? Assim com criou todos os sentimentos: perdão, tristeza, alegria... Ah! Perdão não é sentimento? Ok. Frieza também não é. Mas muita gente sente. E se ressente. E perdoa. Mesmo que doa. Perdão é isso.

O “amor” (bem aspado mesmo) passado decepcionou? E o que tem o novo amor com isso? Amor é fênix que se renova a cada nova morte. Das cinzas, transforma-se em algo diferente. Um novo norte. Assim como o amor. Precisamos deixar que o amor aconteça como fazemos com Deus. As pessoas falam para acreditarmos em Deus. Eu falo para acreditar no Amor. Deus criou o amor. Fazendo uma coisa, acontece a outra.

Então, por que não acreditar em ambos? É uma combinação sagrada. Que faz bem sem olhar a quem.

Mas e o diabo?

Acho que é melhor culpá-lo por uns parágrafos anteriores. Mas, claro, que ele não fez tudo sozinho. Não tem competência pra isso. Precisou da ajuda de muita gente. Que, descrente (do amor), fez-se outra imagem e semelhança...

Inferno mesmo. Não de fogo, devorador. Mas de frieza. Humana. Pior que a pior madrugada chuvosa. Pior que a neve do sul e sudeste. Pior. Apenas isso já basta.

Enquanto isso, eu fico aqui, meio ateu, meio crente, mas totalmente presente. Nos sentimentos que possuo. E que sei, sem nenhuma dúvida de errar, que não sou o único.

Amar é viver. Melhor. Nem que seja amor próprio. Já é um big bang de mudança. Criando um mundo melhor. Senão para si, para o próximo. E lá vem outra máxima:

“Amar ao próximo, como a si mesmo...”

Fazendo a minha parte em 3, 2, 1...


(Guilherme Ramos, 16/12/2013, 2h26.)

Imagem: Google.
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Breves Diálogos (6)


6. Agressão

- E, então, ela me esbofeteou. Ela me machucou, tá vendo? Olha a marca!
- Mas é apenas batom.
- Foi o que eu disse, ela me esbofeteou. Ela me machucou, tá vendo? Olha a marca!

(Guilherme Ramos, 16/12/2013, 00h05.)
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 0 comentários

Quando me Apaixono


... E quando me apaixono, esgoto toda e qualquer possibilidade de criação. Fico, assim, desmedido, insultado, mas com vontade de te ter. Minha poesia é vazia, ou vadia, vá lá saber! Eu só rimo isso com aquilo. Eu só penso em você. E falar de você, tão bem assim, não tem como, não há como concluir. Porque assim, com você, vivo em asilo. Politico. Bendito. Para você. Para mim. Eu sou assim. Assim, quando me apaixono, fico sozinho, na arte. Fico repleto na vida, fico sem mais nem menos, fico só ao seu lado e fim. O que procuro não é rima, é vida. Ao lado de quem bem me quer. Só a mim. É meio piegas, mas é verdade. Vem com a idade. E fim.

(Guilherme Ramos, numa noite dessas, numa hora daquelas...)

Imagem: Google.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 0 comentários

Breves Diálogos (1)


1. Cama

- Podemos ficar aqui na cama, apenas abraçados?
- Claro. Ou você acha que eu quero apenas sexo como você?
- Não sei. Você é homem. tem suas necessidades...
- Tenho. Adoro sexo. Mas não trocaria a possibilidade de ficar o resto da minha vida ao seu lado por apenas uma noite de prazer.
- ...
- Mesmo que essa noite também fosse com você.

(Guilherme Ramos, 11/12/13, 18h.)
terça-feira, 10 de dezembro de 2013 0 comentários

Colheita


Vem de antes da guerra, o sentimento que cultivo para nós dois.
A colheita vencerá a entressafra, as intempéries e todas as pragas.
Meus cuidados são os melhores: para o agora, o antes e o depois.
Minhas esperanças são mais fortes do que as lâminas das espadas.

Viver plantando você em mim e eu em você, tem sua vantagem:
É um cultivo prazeroso, romântico, dedicado e autossustentável.
Não há opção senão dedicar-se e até enfrentar alguma estiagem,
Mas no fim, não há tristeza: só há amor e carinho. Meigo, afável.

Toda e qualquer guerra tem seu fim. Não há quem lute sempre.
Morrem vilões, heróis, corajosos, covardes, enfim, morre gente.
Não há exceção que subjugue a temida regra: está vivo? Morre!

Mas nossa colheita resiste. Renasce. Cresce. Firme. E sobrevive.
Saciando a fome de dois amantes - eu e você - no mundo livre...
Nosso amor-livre está a salvo. Ele vive. Solto. Anda, voa, corre!


(Guilherme Ramos, 10/12/2013, 18h30.)

Imagem: Google.
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Dezembro


E de repente, dezembro.
Se bem me lembro,
O seu dia é aqui.
No mês do verão,
Que virá, em breve,
De leve, volta pra mim...

(Guilherme Ramos, em dezembro, numa hora mais que especial...)

Imagem: Google.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 0 comentários

O Amor




Amor é palavra falada, pouco usada de verdade,
Também é essa coisa, doida, sem limites, perdida.
O amor é tanta coisa e quase nada, com a idade,
Se comparado ao que sinto por você nessa vida.

Amor é prato, garfo, colher e faca em mesa vazia,
Também é fome, duas mãos e boca em mesa farta.
O amor é desjejum, almoço e jantar que me sacia,
Mesmo não sendo comida, nutre. Não se descarta.

Amor é. Amor foi. Amor será. Não há quem negue.
Amor é tudo e não é nada. Mas quando é entregue,
Não fica uma só pessoa ao relento, sem nada fazer.

Amor corrompe corações vazios e sem sentimento!
Amor escolhe todos os seus por puro merecimento.
E não tente fugir. O amor existe para nos envolver.


(Guilherme Ramos, 05/12/2013, 00h54.)

Imagem: Google.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013 0 comentários

Eu Já Amei


Eu já amei. Ah! Se amei! A vida é assim mesmo, um eterno recomeçar. Engana-se quem acha que se morre quando um relacionamento acaba. Morrem os bons momentos, os beijos, o sexo, a companhia, os abraços, o cheiro. Do outro. Mas ficam os seus bons momentos, a sua capacidade de beijar outra pessoa, o seu jeito único de fazer sexo, a sua presença – para ser companhia de outro alguém, os seus abraços, o seu cheiro...

Ficam tantas coisas – que podem ser partilhadas com outra pessoa, que você nem deveria se lembrar do que passou, do que houve, do que lhe entristeceu. Acabou. Admita. Acabou. Mesmo. Mas você permanece. E você é sua melhor companhia. Mesmo. Não há ninguém igual a você. Então, você para de choramingar e segue em frente. Porque, depois, sempre vem mais gente.

E a coisa se repete. E mais uma vez. E mais outra. E outra. Num ciclo previsível até que você acha que já sabe se virar sozinho. Aí, acontece novamente. Mas diferentemente. E como é isso? Ninguém sabe explicar. Não se ensina na escola, na faculdade, no barzinho, no cabaré, em nenhum lugar. Só a vida mesmo sabe como nos mostrar.

Mas a gente precisa saber enxergar isso. É meio estranho, no início. Você se sente um alienígena desgraçado. Quer voltar para casa, para o útero da mãe, para os confins do universo, para o big bang, mas não quer passar por isso novamente. Mas passa. E se entrega. É inevitável. É bom. Aliás, é ótimo!

E as coisas são diferentes. A pessoa cuida de você; você cuida dela. A pessoa se declara; você se declara para ela. Ela viaja, você sente falta dela. Você viaja, ela sente falta sua. Seu aniversário não tem mais graça sem ela; ela nem celebra essa data sem você. Carnaval, São João, Dia das Crianças, Natal, Ano Novo... O que é isso, se não estão juntos? Nada se compara a essa sensação.

E, ao mesmo tempo, tem suas próprias vidas. Individuais. Pessoais. Cada um por si. Cada um na sua. Com sentido. Com um norte definido. Sem dores pelo corpo ou pela alma. São felizes assim. Voltar para casa para ver o outro é um bônus que a vida lhes concede, não uma obrigação enfadonha. É divertido, não tedioso. É mais que bom, é maravilhoso.

É partilhar, não partir. É um futuro que qualquer um deseja, mas tem medo de tentar. E, quando surge a oportunidade, às vezes, estamos ocupados demais lamentando o passado. Quando menos se espera, o passado se faz presente novamente. E só nos resta repeti-lo como tolos.

E começamos pelo mais básico dos básicos. Repetimos, num mantra maligno, digno de fim do mundo:

- Eu já amei. Ah! Se amei!...

(Guilherme Ramos, 03/12/2013, 21h04.)

Imagem: Google.
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Montanha


Dormi à sombra da montanha erguida entre nós.
A sensação de vazio só não foi mais estranha
Que acordar o pensamento-dor nas entranhas,
Ratificando que juntos, só estávamos mais sós.

A montanha ainda está lá. Completa. Intacta.
Não se move. Imóvel. Imóvel. Não se move.
Não se importa. Não se fere. Não se impacta
Com minhas investidas inúteis; rimas pobres.

À montanha, errada, resta apenas... esperar.
Ao errante, montam-se as chances de mudar.
Sem saber que seu destino já estava escrito.

E segue o ato, abstrato, o fato desconhecido,
Não lhe havia mais nada a ser concedido...
Só. Ser. Pária, estorvo, anjo caído, proscrito.

(Guilherme Ramos, 27/11/2013, 15h49.)

Imagem: Google.
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Ouve: Houve


Houve um por
Do Sol
Por vir.
Houve um. Repor
De só
Servir.
Ouve um por
Favor
Seguir.
Ouve um, 
Por si, só. 
Ouve. Houve.
Um. Só.
Sentir.

(Guilherme Ramos, 03/12/2013, 00h54. Inspirado pela foto de Larissa Fontes.)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013 0 comentários

Eu Quero Apenas...


Eu quero apenas ser eu mesmo. Com você. Sem você. Sempre. Apenas eu mesmo. É difícil manter a promessa, porque o mundo insiste em nos fazer diferentes para cada pessoa, situação, local e momento. Longos momentos, por sinal.

Eu quero apenas ser eu mesmo, ao menos, quando estamos juntos. Quando você é você mesma. Quando eu sou eu mesmo. Quando somos nós e mais ninguém. Porque todas as máscaras se tornam inúteis quando nos encontramos. Ainda bem.

Eu quero apenas ser eu mesmo quando chorar em seu ombro. Quando aparar suas lágrimas, quando amparar seu temor, seu corpo e alma ameaçados pelo desconhecido mundo de desigualdade que assola nosso mundo – tão fantasioso. Eu quero apenas ser eu mesmo, porque de estranhos conhecidos, já estamos sufocados demais. E não é pouco.

Eu quero apenas ser eu mesmo, quando confessar meus defeitos, meus medos, minhas angústias, minhas inseguranças, minhas dores, minhas decepções, meus mais profundos e estranhos segredos. E me sentir seguro.

Eu quero apenas ser eu mesmo quando partilhar minhas qualidades, minhas ousadias, meus contentamentos, minhas certezas, meus prazeres, minhas satisfações, meus mais profundos e maravilhosos segredos. E me sentir – ainda mais – seguro.

Eu quero apenas ser eu mesmo, porque sendo eu mesmo, sou mais eu para mim. E, mais ainda, para você. Ser-se é mais importante que estar-se. É mais íntimo. É mais pessoal. É mais sincero. E apaixonável.

Eu quero apenas ser eu mesmo para não precisar dizer nada ao mundo. Dos outros. Não há mais nada a ser dito. Que já não tenham dito. Não nasci para ser mais um. No mundo. Um repetidor. Do mundo. Sou apenas minha palavra. E minha ação. Para mim. Para você. Para o “nosso” mundo.

Eu quero apenas ser eu mesmo. E gostar. Ser eu mesmo para compartilhar-me com você. Com seus sentimentos. Com meus sentimentos. Como um só ser. Num eterno aprender.

Eu quero apenas ser eu mesmo e não ter medo de você me achar louco. Pelo menos não mais louco que você.

Eu quero apenas ser eu mesmo.

Eu quero apenas ser eu.

Eu quero apenas ser.

Eu quero apenas.

Eu quero.

Eu.

E você?

(Guilherme Ramos, 29/11/2013, 13h30.)

Imagem: Google.
terça-feira, 26 de novembro de 2013 0 comentários

Ela


Ela me deixa confuso. Às vezes. Nem sempre.
Também me deixa cansado com suas artimanhas.
Talvez eu esteja só despreparado. O corpo sente.
No fim, é mais fácil assumir todas. Minhas. Manhas.

Ela é mais do que demais. Minha. Somente minha.
Ela é um espetáculo. Completa. Absoluta. Real.
Ela me acompanha, mas não só fortalece, definha.
É a mais profunda certeza que guardo. Ponto final.

Se eu a esqueço, vem logo uma cobrança inesperada.
Eu falo sério! Não é tão simples esquecê-la, rapaziada!
Ela é tão presente quanto o ar que respiro. É verdade!

Não tem coroa, ninfeta ou outra que se compare.
Não há diferença que se registre/conteste/depare:
Quando chega, arrasa. Mas eu me refiro à idade.


(Guilherme Ramos, 26/11/2013, 00h31. 41 aninhos... E está tudo bem! Rsss...)

Imagem: Google.
 
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