sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 0 comentários

Mainstream Underground (Homenagem ao Wado)



"Felicidade exige contas pagas!"
Quem me valou foi o Wado.
Eu não achei nada vago,
Concordo com suas palavras.

Artista tem muito a fazer
Para si, para mim, para você.
Então, por favor, para de pedir
Para gente diminuir o cachê!

Pede para um pedreiro
Fazer parede de alvenaria
Para divulgar seu trabalho inteiro,
Para disseminar a alegria...

Pergunta a um motorista, motoboy, taxista
Se uma caroninha "0800" cai bem!
Afinal, numa "canja", tal qual um artista,
Ele arruma um "trampo" com alguém...

"Felicidade exige contas pagas!"
Quem me valou foi o Wado.
Eu não achei nada vago,
Concordo com suas palavras.

(Guilherme Ramos, 17/02/2012, 13h30, após ler uma reportagem do Wado para o portal "Graciliano Online". Amigão, fica uma homenagem!...)

E pra quem não conhece o trabalho musical do Wado (você não sabe o que está perdendo!), faça o download do CD "Samba 808" AQUI!





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 0 comentários

Importância



Tenho um pouco do que foi dito.
Sou um pouco do que foi dito.
Estou um pouco do que foi dito.
Enfim, compartilho um pouco do que foi dito.
Deixem algumas bobagens para depois.
(Eu até gosto de bobagens...)
Mas mensagens como essas são tão importantes...
Podem até SALVAR uma vida...
De certa forma, salvaram a minha.
Do tédio; dá má impressão de que nasci só por nascer,
Num puro ato biológico.
Gozar na vida, todo mundo pode, para dar a vida.
Mas para gozar a vida, é preciso mais.
É preciso correr, não só atrás, mas muito mais:
É preciso correr na frente.
Correr de coisa-gente que bem não faz.
Devemos ser mais do que se sentimos.
Do que acreditamos, do que somos.
Porque (já dizia Eduardo Galeano)
"Somos o que somos, mas somos, principalmente,
O que fazemos para mudar o que somos."
Então, por que tanto esperamos?
Sigamos! Sejamos IMPORTANTES!
E, assim, seremos imortais.

Inspiração após assistir a esse vídeo,
fragmento do documentário "Eu Maior".
Vale MUITO a pena. Ele e outros!
Mais vídeos em:

terça-feira, 31 de janeiro de 2012 5 comentários

O Exercício da Gentileza


Domingo, 7 horas da manhã. Muito, muito cedo. Pelo menos, para mim. Não é natural do meu biorritmo, acordar (tão) cedo. Sou da madrugada. Fiel amante da noite e da lua. Além disso, havia a chuva. Muita chuva. Chuva das 7h às 8h. Sem parar.

Eu precisava sair. Olhei para o carro. Branquinho, limpinho, naquela chuva toda, dava até pena. E medo. Eram litros e mais litros de atividade pluviométrica contra a minha recente CNH.

Mas eu tinha que sair. Precisava visitar minha filha, no apartamento da mãe. Abri a garagem. Preparei o espírito. Foi quando reparei o carro do meu vizinho fechando minha saída. Como ele não tem garagem, sempre deixa seus DOIS carros na calçada, alinhados. Mas só havia um. O que era mau sinal: devia ter saído mais cedo com a família, tirou o outro carro da frente para liberar a passagem... e esqueceu de deixá-lo numa posição que não atrapalhasse a saída do meu veículo.

Mesmo assim, esperei até as 9h (e nada da chuva passar), pois não é correto falar com alguém pela manhã antes disso – questão de etiqueta; de gentileza, assim me ensinaram. Bati na sua porta, para ver ser havia alguém por lá. Bem, não havia. E o jeito foi fechar minha garagem, pegar o guarda-chuva e seguir viagem. A pé. Até o ponto de ônibus. Que era bem distante da minha casa, diga-se de passagem.

Até então, tudo bem, já estava acostumado. E pé da estrada. Mas o que irrita é você ver seu ônibus chegando, você estando muito distante da parada. Você pensa: “Ah! Está chovendo, bem ali tem um cruzamento, se eu der a mão, o motorista vai se sensibilizar, aproveita que tem de parar e abre a porta...”

Abrisse? Ele me viu correndo, dando sinal que precisava subir, mãos juntas (quase em oração), diminuiu a velocidade e, conforme previ, parou no cruzamento. Mas olhou para mim, com aquela cara feia, passou a primeira marcha, a segunda, olhou para o outro lado – só pra ver se não vinha ninguém na contramão... – e seguiu viagem. E o idiota aqui, pisando em água suja, lama, pulando restos de lixo, deslizando aqui e acolá... Indignado com sua falta... de gentileza.

Bem, cada um dá o que tem, não é mesmo? E, mesmo vendo o coletivo mal-educado se afastando, pensei: “Putz! Domingo. Outro desse, só daqui a uma hora. No mínimo.”

E assim se passaram os mais longos 60 minutos, 3600 segundos, da minha vida, naquele domingo chuvoso. Quase ninguém na rua, porque (ainda) havia muita chuva. Incrível como esse fenômeno da natureza só aumenta quando você não está em casa, enrolado num edredom, né?

Enfim, para meu bem-estar, um novo ônibus se aproxima. Não perdi tempo. Corri para o meio fio e, com uma das mãos acenei para não ser mais uma vez desprezado. E não fui. O motorista, muito cortez, até diminuiu a velocidade antes de parar, provavelmente para não me afogar com as águas que alagavam o centro da cidade. “Quanta gentileza!” – Pensei.

Mas, ao subir, me defrontei com um total antagonismo: todos os assentos dianteiros, reservados para idosos, mulheres grávidas e deficientes físicos, estavam ocupados por idosos. Além disso, muito idosos estavam em pé, aproveitando a gratuidade – um dos direitos mais sofríveis que tentam usufruir – quando o ônibus estava completamente vazio após a catraca. Resmunguei: “Por que não deixa os idosos entrarem pela porta traseira e facilita a entrada dos pagantes?” Não houve resposta. Mas na cara do motorista estava escrito (em hebraico, grego e latim), para quem quisesse ver: “Normas da empresa...”

Precisei passar por uns dois pontos de ônibus equilibrando uma mochila cheia de coisas e um guarda-chuva enorme e molhado sem me mexer um milímetro. Não havia condições de seguir em frente, devido à multidão centenária e às curvas acentuadas do percurso, sempre feitas com grande habilidade do motorista – veloz como o próprio deus Hermes. Mas eu e os demais passageiros, sofrendo como titãs no Tártaro, pensávamos: “devagar, motô, Você não tá carregando boi não...”

Então, chegamos a um impasse: um novo ponto de ônibus. Só que, dessa vez, cheio de gente. O que fazer? Pensei rápido. Aproveitei o veículo parado e fui me espremendo e pedindo desculpas, para poder passar. Após muito esforço, ultrapassei a catraca e me sentei perto do cobrador, pois era a cadeira mais próxima. E fiquei olhando a janela, a paisagem e implorando que aquele ônibus chegasse logo ao seu destino, pois queria muito dar um abraço na minha filha. Estava meio desligado, distante, até que uma movimentação incomum chamou minha atenção.

Um jovem, devia ter seus 25 anos, trajando uniforme do Serviço Ambulatorial Móvel de Urgência (o famoso SAMU), entregou seu cartão de vale-transporte ao cobrador. Primeira tentativa. Cartão recusado. Segunda tentativa. Cartão recusado. Terceira, quarta, quinta... Recusado. Recusado. Recusado. O coitado estava visivelmente cansado, com sono, olhos vermelhos – muito provavelmente acabara de sair de um plantão bem puxado. À sua frente, o cobrador mostrava um cartazinho safado que dizia: “Caso o cartão esteja sem créditos ou com defeito, o usuário deverá PAGAR a passagem.”

“Puta que pariu!” – pensei. Eu já passei por isso. Quem nunca vivenciou essa cena pode imaginar a situação: as pessoas subiam cada vez mais, os idosos se espremiam para dar passagem, outros, sem entender nada, reclamavam que a fila não andava... E o rapaz balançava a cabeça, muito provavelmente, dizendo “estou sem dinheiro...”

Ah! Não consegui me conter. Levantei e entreguei ao cobrador o valor da passagem.

Silêncio no ônibus. Acho que se instalou um vácuo de consciência tão grande que mais parecia a ativação de uma tecla “mute”, no controle (remoto) da vida. Todos pararam de conversar, de reclamar, de se mexer para assistir à cena.

O rapaz falou que não precisava, que iria descer... Mas eu o interrompi. E disse, em alto e bom som: “Nem pensar, meu amigo: você faria muito mais por qualquer um de nós, se fosse preciso.” – E voltei a minha cadeira. Voltei a olhar a janela, a chuva (que começa a parar) e a pensar que aquele dia tinha tudo para ser o pior domingo de todos. Mas entendi que era para eu estar naquela hora, naquele ônibus (e não no outro, mal-educado). Na minha dose diária de exercício da gentileza.

(Guilherme Ramos, 31/01/2012, 22h13, lutando contra um sono tão estranho que mais parece meu corpo e mente conspirando para que eu não escrevesse esse texto. Mas, como sou “do contra”... Ei-lo! Rssss... Interessante: o sono PASSOU! Kkkkkkkkkk...)

Ah! E exercitando - mais uma vez - a gentileza, sugiro que assistam a esse vídeo maravilhoso, sobre o mesmo tema:

Vamos exercitar a GENTILEZA mais vezes? Nós só temos a LUCRAR!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 0 comentários

Um pouco de mim e sobre o que escrevo...


1. Fale um pouco sobre você
A parte mais difícil dessa entrevista. Foi a última questão que respondi. É difícil falar sobre si mesmo, sabe? Particularmente não gosto. Prefiro que as outras pessoas o façam. Sei lá. Pode parecer estranho, mas falo pouco de mim. Acho que falo mais do que eu faço. Falar de mim seria como tentar ensinar física quântica no jardim de infância. Rssss... Em poucas palavras, sou um sonhador. Um “Insone sonhador”, às vezes. Prefiro lembrar que sou ator, diretor, escritor, músico prático, artista intermídia... Enfim, gosto de muitas áreas. E tento vivenciá-las sempre que possível. Atualmente, estou tentando ser escritor mais do que qualquer outra coisa. Existem, ainda, os “títulos” – não posso fugir deles: Especialista em Gestão e Organizações Sociais (UFS), Arquiteto e Urbanista (UFAL) e a “gestão cultural” – minha escolha profissional: Gerente do SESC Centro – Unidade de Cultura do SESC/AL, idealizador do Centro de Difusão e Realização Artístico-Cultural (CDRAC), onde são desenvolvidas atividades diversas nas cinco principais linguagens artísticas do Regional (Artes Cênicas, Música, Literatura, Artes Visuais e Audiovisual). Mas... Eu mudo a cada instante. E talvez esses momentos estejam no meu blog (www.prosopoetica.blogspot.com). Quer me conhecer (um pouco)? Visite-o. Permita-se. Participe.

2. Quando e como descobriu que era escritor?
Simplesmente foi surgindo. Não sei dizer quando. Apenas escrevia. Meu primeiro texto (teatral) data de 1984. Uma curta comédia (Conde Frácula), usada em festival de teatro do colégio. Não fui um bom leitor, contrariando a teoria de que um bom escritor deve ser um bom leitor (mas sou obrigado a concordar com essa teoria). Eu simplesmente sinto as cenas, as palavras, as rimas. A coisa vem, sabe? Claro que pesquiso muito, estudo técnicas etc. Sou autodidata. Como muitos, odiava literatura (depois, descobri que odiava as aulas de literatura no colégio. Só me serviram para decorar datas, nomes etc. para o vestibular – uma triste confissão). Mas falo do meu início. Eu não lia. Escrevia. Até hoje uso algumas palavras que nem sei o significado. Daí, quando procuro no dicionário, elas são perfeitas! Vá entender! Acho que tenho sorte, um dom ou sei lá o quê. Gostaria de ler mais teoria da literatura pra saber o que estou fazendo, mas pensando bem, se eu souber muito o que estou fazendo, não ficarei, eu, técnico (ou previsível) demais? Não sei, não sei... Isso daria um livro. (Rsss...)

3. Que tipo de textos você mais gosta de escrever?
Ah! Muitos! Mas poesia, conto e dramaturgia são os mais “chegados”. (Rsss...) Gosto de contar histórias, extravasar sentimentos (às vezes inexistentes). Por exemplo: não preciso estar apaixonado para fazer uma poesia sobre o amor (correspondido ou não). Apenas escrevo. Por isso, se lerem algo meu, não pensem que sou o personagem que deu origem à série, OK? (Rsss...).

4. Qual a maior dificuldade de um escritor?
Para mim é a tal “página em branco”! (Quando ficamos horas e horas e horas e não sai uma linha sequer). A tão temida “falta de inspiração”. Mas não é bem assim. Acredito que tudo isso é a ausência de “clima inspirador”. Podemos usar técnicas para iniciar um trabalho. Por exemplo: não tente iniciar um texto logo de cara. Antes, relaxe, tente esquecer o ambiente externo. Jogue um pouco (Playstation, xadrez, paciência etc.), escute uma música, veja um filme, leia um livro etc. Aí você equilibra o que é real (e, normalmente chato, castrador, antinspirador) e o que é ficcional (inspirador). Outra coisa que me dificulta muito é a indisciplina. Se você não dedica uma parte de seu tempo para a criação literária, seu corpo, sua mente e seu espírito vão se tornar um triunvirato de preguiça e você nunca irá terminar “o tal livro” tão sonhando...

5. Cite 5 dicas que você daria para alguém que quer ser um escritor
Escreva. Pesquise. Escreva. Leia. Escreva. Anote tudo. Escreva. Grave tudo. Escreva. Desenhe. Escreva. Conte histórias. Escreva. Ouça música. Escreva. Assista a filmes. Escreva. Escreva. Escreva. Escreva. Escreva. Acho que foram mais de cinco, né? Mas, na realidade, é exatamente isso. Escrever. Da mais ridícula “abobrinha” à mais genial teoria. Tenha um “livro de idéias” (compre um caderno sem pautas e ande com ele sempre por perto. Escreve nele tudo o que surgir na sua cabeça e puder ser usado, mais tarde, na sua história. Afinal, nunca se sabe quando uma grande idéia vai aparecer, certo?). Não há apenas dicas. Há escrita. Parece óbvio, mas escrever é exatamente isso: escrever. Deixar que as idéias venham às mãos e se tornem letras, palavras e frases. Que parágrafos criem vida e capítulos tornem-se inesquecíveis aos sentidos de alguém. Que o resultado final toque o coração de quem escreve, para depois, tocar ao coração alheio. Importante: se aquilo que você escreve não emociona nem a você. Não serve. Jogue fora. Procure outra função no mundo. Ou, se ainda quiser ainda escrever, então... Escreva. Pesquise. Escreva. Leia. Escreva. Anote tudo. Escreva. Grave tudo. Escreva. Desenhe. Escreva. Conte histórias. Escreva. Ouça música. Escreva. Assista a filmes. Escreva. Escreva. Escreva. Escreva. Escreva...

6. Por onde se deve começar a escrever uma história?
Bem, acho importante frisar “por onde não começar”: pelo começo. Parece meio ilógico mas, levando-se em consideração que você leva muito tempo escrevendo (um romance, por exemplo), você nunca o terminará com o mesmo estilo literário. Você melhora, piora, enfim, muda de estilo até terminar o trabalho. Então, se você seguir uma “sequência” cronológica, muito certinha, certamente o leitor perceberá tais diferenças e isso pode comprometer seu trabalho. Agora, quando trabalhamos em algo mais curto (um conto, uma poesia etc.) sugiro que você deixe seu coração dar as dicas. Escreva. Sem a obrigação de terminar algo. Aproveite a inspiração disfarçada de amenidade. Escreva uma frase que surgir na cabeça. Vá juntando títulos que surgirem, frases, palavras (aparentemente) sem sentido, sobretudo os neologismos. Neologismos dão ótimos títulos. E rimas. De repente, você junta uma coisa aqui e outra lá... (meio Dadaísta, né?) e surge uma obra inédita. Muitas poesias minhas surgiram assim. Às vezes, vem apenas uma cena de um conto. Eu escrevo a cena, resumida e, quando aparece uma oportunidade, dedico-me a terminá-la. Isso ocorre mais com contos. E por aí vai. Gosto muito de criar um título e guardá-lo. Chega um dia que a inspiração aparece e o título ganha forma. Outras vezes, tenho a história de uma vez só. O título vem depois. Eu tento fugir do óbvio e procuro títulos mais simbólicos. Mas isso é uma questão de estilo. Eu ainda procuro o meu. Cabe a cada um enfrentar a sua jornada.

7. Para você, rima é importante em uma poesia?
Particularmente, eu gosto. É mais sonoro, mais gostoso de curtir. Mas tem também o verso livre que, dependendo da estrutura, encanta qualquer um. Mas a rima é como música para meus ouvidos. Em alguns textos meus essa sonoridade aparece. Sabe quando não há rima, mas há sonoridade? Há ritmo? O texto flui como uma música. E o leitor vai se apegando sem nem saber porque. É esse estilo que busco. Chamo essas tentativas literárias de “minha prosopoética” (perdoem-me os acadêmicos que sabem que prosopoética é outra coisa...) e tenho gostado do que venho fazendo. Porém, quando escrevemos, escrevemos para o leitor. Eles é quem devem gostar ou não. Mas, como sou autor-leitor, dou-me o luxo de gostar do que faço. O que não gosto, não publico no blog. Guardo. Um dia, minha opinião pode mudar, uma revisão pode mudar e tudo pode mudar... e mudar.. E mudar... Não são, assim, as pessoas? E por que não as criações artísticas? Mas, sim (para mim), as rimas são muuuuito importantes.

8. Você costuma construir primeiro o enredo ou os personagens de uma história?
Depende da inspiração. Às vezes vem tudo junto. Mas é mais racional ter o enredo primeiro. Porque assim, você vai povoando, colonizando a história com personagens. Quantas vezes um coadjuvante virou principal? E quantas outras um principal foi descartado? Claro que, às vezes, você tem “O Personagem”. E, a partir dele, vem uma, duas, três histórias. J. K. Howling que o diga, não é, Mr. Potter? (Rsss....)

9. De onde você tira inspiração para escrever?
De mim. (Rsss...) Brincadeira. Às vezes, vejo um nome, uma frase, uma foto, escuto uma música etc. E simplesmente vem. Outras vezes, inspiro-me em fatos do cotidiano, uma manchete de jornal, um livro, uma reportagem de revista, uma bula de remédio, um filme, uma série de TV. Ou acordo no meio da madrugada com uma idéia fixa na cabeça. Pode até ter vindo de um sonho. Enfim, o que quero dizer que não há uma inspiração certa ou errada. O que há é inspiração. E ela muitas vezes é do contra. Aparece quando estou querendo fazer outra coisa. Por exemplo: quando preciso fazer um relatório de trabalho, dá vontade de escrever um conto, uma poesia. Mas se eu parar especificamente para fazer o tal conto ou a tal poesia, não vem nada. É como se minha inspiração ficasse me testando. Provocando-me, para ver se eu realmente a mereço. Já perdi a conta das vezes que estou na rua e surge aquela melodia, frase, poesia, nome de personagem etc. que tanto procurava. E faço de tudo pra não perder isso. Escrevo no meu livro de idéias, num guardanapo, na mão, gravo no celular... Bem, quem me vê por aí, pensa: “- O que esse louco tanto fala sozinho?” Até agora não fui internado. Mas corro o risco. Perco a sanidade, mas a inspiração, nunca! (Rsss...)

10. Diga alguns livros e escritores que você gosta.
Na realidade, prefiro livros técnicos, fora do padrão literário cotidiano. Poucas vezes leio para me distrair. Nesse sentido, ler, para mim, significa pesquisa. Esses livros me ajudam a entender ou descobrir sobre o que escrever, servem de inspiração. Adoro pesquisar o desconhecido, o fora do comum. Amo livros e revistas que falem sobre ocultismo, religiões, mistérios, OVNIs, Genética, evolução humana, Atlântida, Lemúria, Continente de Muh... (Acho que alguém, nesse momento, está pesquisando metade do que disse, no Google... Rsss...). Mas, já que preciso citar algumas obras e autores não tão técnicos, não poderia esquecer: As Crônicas de Gelo e Fogo (George R. R. Martim), O Senhor dos Anéis (J. R. R. Tolkien), Noite na Taverna (Álvares de Azevedo), Grau 26 (Anthony E. Zuiker), Noturno (Guillermo Dell Toro), Sangue Quente (Isaac Marion), Harry Potter (J. K. Howling), As Crônicas de Nárnia (C. S. Lewis)... Vou parar. Está começando a ficar cliché. Tá vendo que tenho um gosto fora do padrão? (Rsss...)

(Entrevista concedida ao blog "Terra de Carol" em 2011. Obrigado pela oportunidade de me apresentar como escritor! Ah! E a minha caricatura foi feita pelo amigo-músico-desenhista Tércio Smith. Há muuuito, muuuuuuito tempo. Direto... do túnel do tempo... Rsssss...)
sábado, 31 de dezembro de 2011 0 comentários

Desabafo Quântico


Não sei o que escrever.

Mas preciso escrever. 

Tenho o coração cheio de algo que não sei explicar. 

Perda? Mágoa? Tristeza? Rancor? Sentimento misterioso, percorre o corpo, sem explicação. Sem orientação. Sem rumo. Sem nada. Talvez seja isso: uma incrível sensação... de nada.

O nada possui muitas coisas. Paradoxal? Nem tanto. Pensemos assim: se o nada tem dimensões mínimas, inexistentes, o que se acumula ao seu redor? Como poderíamos denominar a área contígua ao nada? Seminada? Quase nada? Tudo? Sim, porque tudo está em volta do nada. E, sem o todo como referência, não existiria o nada. Confuso. Mas coerente. Não poderíamos confirmar uma presença, se não houvesse a ausência. O que é estar presente em algo? E o que é estar ausente? Uma coisa não existe sem a outra.

Não haveria a existência se não houvesse a inexistência. Olhemos o ar. Ele está sem nada? Não. Há milhares de substâncias invisíveis, seres vivos, enfim... Não há nada para se ver, ou seja, inexiste uma visão, mas há uma infinidade de existências.

E, nessa confusão toda, só existe um nada absoluto. Ou absolutamente nada. Você escolhe. 

(Guilherme Ramos, 18/10/2011, ‏‎01h14. Último post do ano. Que ele sirva para "energizar" minhas ideias e preparar minha mente para novas postagens... em 2012! FELIZ ANO TODO pra tod@s!!!!!)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 0 comentários

Conto-Crônica de uma Paterna Idade


O caso é: em (toda a) sua vida não foi um bom pai. Algumas fotos em preto e branco (devido à época que seu filho nasceu) e só. Lembranças, poucas. Efeitos (colaterais) muitos. Não, não foi um bom pai. Foi ausente. Aos 2 meses de idade de seu filho, saiu de casa. Sua sogra disse que “comprou” a criança com alguns trocados, pois o homem só falava em sair para tomar cerveja. Drama familiar verídico. Voltou algumas vezes (talvez para pegar mais dinheiro – ou, apenas, sondar o terreno). Quando o filhote tinha 10, 12 anos, voltou novamente. Sentou no batente da porta e recebeu aquela criança desconfiada com o silêncio. A mãe (ou será que foi a avó?) apenas disse:

- É o seu pai. Fique com ele um pouco.

Sorrisos amarelos de ambas as partes, parecia que nada tinha acontecido antes e o pequeno pode falar asneiras à vontade. Até chegar a hora do homem ir embora. E foi. Por mais alguns anos.

Voltou quando a criança já era adolescente. 16. Fase difícil. E difícil foi o encontro. Já chegou dizendo:

- Agora que a “velha” morreu – referindo-se à finada sogra – vou voltar para casa.

Recebeu uma porta na cara. E uma resposta tão rápida quanto o movimento dela.

- Agora quem é o homem da casa sou eu. Não precisa mais voltar.

E se passaram mais algum (poucos) anos. Era noite quando aguardou o filho do lado de fora da casa. Noite fria. O filho, agora com 18, voltava cansado de um ensaio de teatro. Carregava muitas tralhas e ele esperou o rapaz se aproximar. Olharam-se nos olhos. Silêncio.

- Eu vou entrar! – Disse o pai.

- Não mesmo. – Disse o filho, dando de ombros e abrindo a porta.

Não houve mais palavras. Só um golpe, com um cabo de vassoura, que atingiu em cheio as costas do rapaz, que, devido à posição que se encontrava, caiu para dentro da residência. Ele não podia acreditar no que seu pai acabara de fazer. Olhou-se no espelho e viu a marca rubro-violeta de um canto a outro das costas. Não manteve o controle. Tentou revidar. Sabiamente, sua mãe trancara novamente a porta, impedindo-o de sair. E o embate foi verbal. Certa hora, chamou a polícia. E a polícia não chegou. Chegaram vizinhos. Curiosos, acerca do fato. 

- Eu não fiz nada, disse o pai. A madeira caiu do telhado e acertou ele! – Afirmou.

- E deixou uma marca “horizontal” nas minhas costas? – Retrucou o filho. – Você é doido! Não apareça mais aqui!

As pessoas afastaram o pai e o levaram embora. A noite pôde ser de paz.

Dias depois (ou semanas depois), não se sabe ao certo, o pai volta e novamente espera à porta. Quando o filho chega, apenas o vê com outro pedaço de madeira numa mão e na outra o braço de sua mãe, atravessado numa bandeira da porta já quebrada. Sua reação foi imediata: deu um empurrão tão forte no pai que ele caiu. E a madeira também. E lhe foi dada uma lição. Uma paulada em cada mão, para estourar as unhas. Para ele ver como se bate em mulher. Agora, apanhava do filho. Novamente os vizinhos chegaram e apartaram, melhor dizendo, seguraram o filho, antes que uma tragédia se findasse. E deixaram o pai ir. A uma pouca distância, o filho se esgoela:

- A partir de hoje, se você me vir numa calçada, atravesse a rua, porque senão vai ter merda! Tá me ouvindo? Vai ter merda! Merrrrdaaaaaa!

E ele seguiu. Não se virou, nem se despediu. Sumiu. E dessa vez, para não mais voltar. O que foi um alívio para a família. Muito mais tempo se passou e não se tinha mais notícias dele. Apenas rumores. Estava numa hospedaria próxima, mas nunca foi visto nos arredores. Parece que o recado foi bem entendido. 

Até que 20 anos depois, numa roda de amigos, alguém diz:

- Estava fazendo uma matéria para TV, num abrigo de idosos e acho que vi seu pai.

Silêncio completo. A reação do filho foi fria.

- Foi? Não sabia. – E pensou alto - É, ele deve ter enchido a paciência da família e o colocaram lá.

O amigo nem continuou a conversa. Apenas bebeu sua cerveja e mudou de assunto. Mas aquilo ficou na cabeça do filho: seu pai, sozinho, num asilo. Que fim para um ser humano. Por pior que seja, o homem deve ter alguém para se apoiar e viver o resto de seus dias. Mas só se colhe o que se planta e essa foi a colheita que se teve. O filho continuou sua vida. O pai continuou a sua.

O filho teve uma filha e sua esposa até lhe perguntou:

- Vai apresentá-la ao seu pai?

Novamente o silêncio tomou conta de tudo. Mas uma breve resposta finalizou o diálogo.

- É melhor não. Mas, quem sabe? – E só ficou na promessa. 

A esposa engravidou novamente. O filho, outra vez pai, fez um comentário surpreendente:

- Se for menino, podíamos usar o nome de meu pai, o que acha?

Ela concordou, mas com o tempo, resolveram, inconscientemente, usar outro nome. Não era pra ser. Ela novamente sugeriu que ele visitasse o pai, pois precisava perdoá-lo e livrar-se de qualquer ressentimento. Isso não levaria a nada.

Novamente, veio o silêncio. E uma curta resposta.

- Talvez. 

Depois disso não se falou mais nada. Talvez, por respeito à sua opinião, talvez por saber que nada o convenceria de fazer algo que não quisesse. Talvez quisesse ir, mas, não tivesse coragem... Eram tantas as opções que não valeria apena listá-las. Afinal, a opção é ir ou não ir. Os motivos podiam ser quaisquer. Não interessava.

Passam-se meses. Certa tarde de outubro, o telefone toca.

- Quanto está o salário mínimo? – Era sua mãe.

- Não sei bem. – Respondeu. – Uns R$ 540,00. Por quê?

- Seu pai faleceu. Foi enterrado ontem. 

Novamente o silêncio. Dessa vez, justificado. Era sua mãe. Numa calma inexplicável. Não havia frieza e nem ela fez por mau gosto. Apenas não havia mais tantos laços. E ela, com 71 anos, tinha seus próprios problemas de saúde, que justificavam qualquer coisa.

- E você? Como está? – Ele tentava manter a calma, mas estava abalado. Pai é pai. A morte sempre deixa a pessoa sem norte.

- Bem. Sua tia vai trazer uns documentos dele. Vou ficar recebendo uma pensão. Vamos colocar na poupança...

- Nunca precisamos do dinheiro dele – seu orgulho estava ferido, por algo mais afiado que a mais afiada das navalhas – Não será agora que vamos precisar.

- Vou cuidar disso. Depois nos falamos.

Ele desligou. E a sensação de vazio ainda preenchia sua alma. Estranho quando a indiferença se transforma numa mea culpa post mortem. Parece clichê, mas ele sentiu a perda. Disse, certa vez, que sua morte não seria sentida por ele. Ele mentiu. Principalmente para si próprio.

Houve um momento de pena. O miserável morreu cego. Nem que ele tivesse levado a filha para ele, ele poderia desfrutar do momento. Estava cego há alguns anos. Sua família (toda) não sabia. Estava em um lar para idosos. Isso soube há pouco tempo, por terceiros.

É um momento indescritível, a morte de um ente não-querido. Por mais que o culpasse de todas as coisas ruins que ele fez, precisava ser-lhe grato. Ele contribuiu para que o filho existisse. E, talvez, somente por ele ter sido tão omisso, egoísta, bêbado e afins, seu filho pôde ser tão diferente. Pôde fazer a diferença. E, nesse momento, pôde ser diferente. Não quer ser igual ao pai. Está tentando escrever uma história diferente. Tem duas filhas e quer dar-lhes todo o amor, respeito, conforto e tudo de bom que uma família deve ter. Tudo o que ele próprio não teve. Do pai. 

Que ele, nesse momento, onde quer que esteja, possa descansar em paz. Numa paz que nunca teve. Porque “errar é humano; perdoar é divino.” E estamos no processo. Que os remanescentes da família possam seguir seus caminhos. Ainda há muito o que fazer. E deve ser bem feito.

(Guilherme Ramos, 16/10/2011, 1h55.)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 0 comentários

Querer


Eu queria abraçar o sol, a lua, as estrelas...
Pois não me contento (apenas) em vê-las.
Queria alcançar as nuvens, os céus, os universos...
Não aceito (somente) transpor-lhes em versos.

Voltar no tempo, surgir no futuro, eu tento.
Vou e volto e volto e venho num breve momento,
Na eternidade de te ter e não ter para sempre:
Não precisa ser “olho por olho, dente por dente”.

Voando nas asas de uma borboleta perdida,
Quero alcançar os braços da pessoa querida.
Isso é fato, farto, prático – consumado ou não.

Mas sonetos não cabem o que quero mostrar,
Tão pouco preenchem o que não cabe num mar:
Sentimento, certo ou errado, por todo um coração.

(Guilherme Ramos, 23/12/2011, 16h50, no tempo de um café... com leite.)
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 2 comentários

Loba Má



Era uma vez, mais uma vez, em eras...
Em dias sem fim, em noite eternas,
Uma loba voraz, de apetite insaciável,
Uma jovem audaz, de requinte impecável.
As duas competiam dia e noite, noite e dia
Para ver quem, no amor, tão logo vencia,
O desafio maior, de um homem encontrar:
Para o sexo, para a vida ou para um simples amar.
Então a criança, logo mais à tardinha,
Foi levar alguns doces para a vovozinha...
A loba, esperta, tomou a dianteira,
Seguiu pelo morro, descendo a ribanceira.
Chegou bem mais cedo, na casa da velhinha,
Surrou-lhe, prendeu-lhe, oh! Pobrezinha...
Tomou seu lugar, suas roupas vestiu,
Começou logo um plano, que no caminho urdiu.
Tão logo na cama, a loba deitou,
A jovem menina, tão logo chegou.
Ela tinha saudade da sua vovozinha
Tão alegre estava, não percebeu a lobinha
Que, aos poucos, foi-lhe convencendo
Que deveria ficar, pois estava anoitecendo.
A jovem aceitou, tudo de muito bom grado,
Nem sequer percebeu o destino sendo traçado...
Mas tudo era tão estranho, a vovozinha diferente,
Ah! Devia ser isso mesmo, ela estava doente!
A jovem, preocupada, começou a conversar,
Enquanto isso, a vovozinha, ficava só a lhe olhar...

- Que olhos tão grandes, vozinha! - disse a menina inocente.
- São para te ver melhor, oh! Pingo de gente...
- E essas orelhas, vovó? Que tamanho de brinco!
- Não querem mais te ouvir, você sabe o que sinto!
- Não entendi, vovó, sua voz está tão estranha...
- É a doença, minha netinha, que me corrói a entranha.
- Que doença, vovó? O que está acontecendo?
- É o ciúme, netinha, que anda me corroendo...
- Ciúme de quê, minha vó? Do que está falando?
- Não se faça de besta! - gritou, só os dentes mostrando.
- Mas que boca enorme! Nunca a tinha visto assim!
- E nunca mais vai me ver, pirralha! Porque hoje é o seu fim!

A lâmina do punhal, perfurou-lhe o flanco,
Rasgou-lhe o coração de canto a canto.
Foi um golpe certeiro, o que a jovem tomou.
Sem chance para esquiva, seu corpo tombou.
Ainda viu a avó, morta, ao seu lado ser colocada,
Viu sua capa, de branca, tornar-se encarnada.
Depois, só sentiu seu corpo ser esquartejado.
Nas mãos da loba ensandecida havia um machado!
Alegria insana! Loucura desvairada!
E aquela cena de horror varou a madrugada.
Enterrados os corpos, tal lembrança se apagava.
Em breve, das duas, ninguém mais se lembrava...
De seu passado, só restou a memória no espelho,
O jorro de sangue que pintou sua roupa de vermelho.
Tornando o modelo único, a povoar suas lembranças.
De que com adulto não devem se meter as crianças...
Pois o jovem caçador, homem tão desejado,
Era somente da loba e com ela seria casado.
Não seria uma jovem tola, inocente e pura
Que estragaria o desejo da mulher-loba àquela altura.
Caso como esse, não se conta desse jeito, precisamente,
Por isso todo livro que o conta, alguma coisa mente.
E você que fica enganado, acreditando em contos de fadas
Saiba, agora, que existem “más coisas erradas”...
Aprenda, aqui, um pouco do que aconteceu.
E tome cuidado, pois quem lhe conta sou eu:
A loba má, que casou e teve filhos com o caçador:
Cujas histórias foram escritas em livros de valor.
Mas são outras histórias; serão contadas mais tarde.
Afinal, toda ferida, até sarar, um bom tanto arde.
Não fica bem, na história, estragar-lhe o final,
Pois é melhor camuflar-se num corpo de “lobo mal”.
E deixar bem mais leve o assassinato cruel,
Dar-lhe veias poéticas, adoçar-lhe o fel...
Para que o duplo homicídio seja disfarçado, então.
E o que passou, passou, possa ter seu perdão.
Pois se há alguém que deve ser condenado,
É tão somente o amor, no peito da loba, o culpado.


(Guilherme Ramos, 13/12/2011, 1h20 e 15/12/2011, 23h, num rompante lúgubre de inspiração sanguinolenta. Rssss... Agora, sério: quem foi que disse que os “contos de fadas” são do jeito que nos contaram? Talvez eles sejam mais sinistros do que páginas de jornais policiais. Talvez isso... ou um pouco mais! Quem sabe? Ou quem não? Bem, fica aqui, minha humilde versão!)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 0 comentários

Minha História (Alternativa...)

É... Sonhar não custa nada. 

Hoje, ao abrir um e-mail, tive uma grata surpresa: Ana Isabel, uma amiga, me enviou um link maravilhoso. Não vou falar muito, para não estragar a surpresa. 

Porém... Ressalto que o seu conteúdo é realmente mágico! Faz mais do que fazer sonhar. Dá um gostinho de auto-estima, como poucas vezes temos chances de ter. 

Vão lá! Curtam e aproveitem para fazer, vocês mesm@s, sua vida alternativa. Cliquem na imagem abaixo e CURTAM MINHA VIDA NUM UNIVERSO PARALELO! Rssss....





Abração!

Guilherme.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 2 comentários

Clichê de Natal

Ho! Ho! Ho! (Segue um outro clichê...)
Mas concordo contigo:
É preciso olhar nosso umbigo
Que é pra gente aprender.

Natal é bonito, mas anda mesmo mudado
Trocaram a chita, pelo veludo encarnado.
Talvez ainda se possa, alguma coisa fazer:
Mas da nossa cultura não se pode esquecer.

Happy Christmas! (Segue um outro clichê...)
Mas concordo contigo:
É preciso olhar nosso umbigo
Que é pra gente aprender.

Nosso nordeste é quente
Não se pode negar!
É aqui que vive a gente!
Por que, diabos, mudar?

Jingle Bells! (Segue um outro clichê...)
Mas concordo contigo:
É preciso olhar nosso umbigo
Que é pra gente aprender.

Branco feito a neve, aqui, só conheço
Gelo de água de côco e areia do mar.
Não troco nem um pouco, pois eu mereço
A felicidade de aqui viver e de aqui estar

Feliz Natal! (Segue um outro clichê...)
Mas concordo contigo:
É preciso olhar nosso umbigo
Que é pra gente aprender.

Nada tenho conta o Natal, quero esclarecer!
Mas pelo sentido (capitalista) adquirido vou reclamar!
Quem sabe um dia, seja convencido e possa dizer
Que os bons tempos natalinos puderam voltar!

(Guilherme Ramos, 02/12/2011, 23h45. Um comentário que virou postagem. Coisinha tola, mas divertida. Coisas de blogueiro... e de vida! Rssss...)

 
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