domingo, 12 de maio de 2013 1 comentários

Depois...



Depois, já foi agora. Mas, pego de surpresa, desistiu de ser e se foi. Para num outro momento se tornar. Mas sem certeza absoluta. Porque depois é um tempo sem tempo. É distante. É reticente. É... depois.

E, depois, pode ser tarde demais:

Depois eu conto. Depois eu faço. Depois eu ligo. Depois eu vou. Depois eu dou. Depois eu. Depois você. Depois, ninguém. Depois, depois...

Que mal há no agora?

Agora eu conto. Agora eu faço. Agora eu ligo. Agora eu vou. Agora eu dou. Agora eu. Agora você. Agora, nós. Agora, agora!

É tão mais animador! Agora, você pode fazer tudo. Depois, não fará nada. Agora, você é. Depois não sabe se é. Porque a vida é feita de ações. E deixar para depois nada mais é que... evitar o momento. O presente. Muitas vezes, abandonar o evidente.

Enfim, depois, depois, não diga que eu não avisei...

(Guilherme Ramos, 12/05/2013, 21h09.)

Imagem: Google.
sexta-feira, 10 de maio de 2013 2 comentários

Materna Idade




A pequena ainda estava em boas mãos. Frágil. Inocente. Bela. Como pode uma vida tão minúscula, possuir tamanha grandeza?

E assim, mais uma história preparava-se para ser contada.

Ser mãe não é, apenas, ser genitora. – Pensava. – É uma série de mudanças radicais que se assume na vida. É uma trilha acidentada, repleta de emoções, mistérios, sofrimentos, desafios e surpresas (boas e más) impossíveis de serem entendidas, se não forem vivenciadas. Porque esse estado de espírito, mente e corpo, é mais do que se pode explicar. É preciso transmutar-se, transfigurar-se, transcender-se a mais elementar e complexa fase humana.

Sempre haverá mudanças em nossas vidas. – Lembrava. – Grandes ou pequenas, elas sempre serão mudanças. Mudamos de relacionamento, mudamos de endereço e até mesmo de opinião. Mudança é bicho teimoso. Não se conforma com o que tem. Há sempre necessidade de ir. Além.

E grandes mudanças são como partos. – Acreditava – Ora naturais, ora cesarianas. Surgiam no tempo certo ou eram forçadas. No fim, paria-se o efeito. E tudo que foi algum dia, totalmente acreditado, terminava completamente desfeito.

Mas como saber de tudo isso, se havia tão pouca experiência? – Refletia. – Era tão jovem, tão solitária, em meio a tantas dúvidas... Os porquês lhe pareciam inalcançáveis, inatingíveis, até. Era um momento de curiosidade, de saber a verdade, venha ela de onde vier.

Vai. Seja o que quiser. – Escutava. – E foi. Inicialmente, a luz lhe pareceu incômoda, assustadora. Mas o desconhecido é sempre assim. Era uma questão de tempo. Para se acostumar. Até poder curtir. Como infância. Depois, viria a adolescência, a maturidade, a velhice e, enfim, a morte. O fim de um ciclo. Um novo começo. Mas esse assunto seria uma outra história.

Pequena, ainda estava em boas mãos. Bela. Inocente. Frágil. Como pode uma vida – que será tão grande um dia – ter sido tão minúscula?

Mas, por enquanto, era só isso.

Hora de nascer...

(Guilherme Ramos, 10/05/2013, 14h. Inspiração pela proximidade do Dia das Mães?...)

[Mais um conto da série... “Sobre Mulheres e Fêmeas”...] 

Imagem: Google.
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Nós



Nos nós, nós nos envolveremos.
peles e pelos, grudados a sós,
Assim: como cartas e selos...

(Guilherme Ramos, 09/05/2013, 23h44.)
domingo, 5 de maio de 2013 0 comentários

Inabalável



Adorava arte. Teatro, música, cinema, livros, exposições... Toda e qualquer manifestação artística lhe interessava. Não perdia nada. Por nada. Era noite e dia, sempre naquela agonia: “antes arte do que nunca”. Sobre arte, inclusive, vivia dela. Professora. E desenhava, escrevia, dançava, pintava aquarelas, fazia oficinas de teatro, música, audiovisual. Não tinha tempo para bobagens. As bobagens, no entanto, a perseguiam. Mas ela, com maestria, se desvia, se desvia, se desvia...

Quantas mulheres que você conhece assistem à TV Cultura? Escutam a Rádio Educativa? Em casa, no trânsito, onde for possível, lá está ela, sintonizada. As outras emissoras de TV e rádio parecem não existir. E, se olharmos conceitualmente, no seu caso, não existem. Por isso, a paixão – pela arte – só aumenta mais. Por isso a paixão – por ela – de um homem à parte, era um misto de platonismo, amor cortês e utopia.

Mas os dois (se) queriam. Que ficasse assim, lindo. Limpo. Límpido. Diferente da ideia de amor vendido pelas mídias em geral. O amor carnal, mero carnaval, estação propícia à reprodução da espécie, de espécie alguma interessava aos dois. Não queriam apenas “comer”. Não era esse tipo de relação, arroz com feijão, que queriam. Era um abraço, aumentando o laço. Um afago, deixando a tristeza de lado. Um aceno, tornando o tenso mais ameno. Um sorriso, fortalecendo o compromisso. Um sexo, com nexo – e não, complexo.

Mas ela precisava de um tempo solitário (e solidário) para si. Queria-se por perto. Sem mais ninguém. Isso já era companhia demais. Uma verdadeira multidão. Um estouro de boiada. Porque sua cabeça latejava de tantos problemas. Sim, ela também os tinha. Era humana. Mediana. Comum, apesar de tantas qualidades. E, como tal, precisava rever alguns conceitos. Desnudar-se. Desacorrentar-se do passado assombrado que a perseguia – as tais bobagens – e livrar-se dos pesados grilhões da sua insegurança.

Poderiam perguntar: como alguém assim, tão independente, pode ter insegurança? A resposta poderia ser qualquer uma. Porque certas regras não se aplicam a todas as situações. E cada um deve lidar com seu fardo. Ela tentava. E não criava expectativas. Não contava com a compreensão de ninguém. Se a obtivesse da pessoa certa, seria lucro. Se não, evitaria novas frustrações. Simples assim.

E vivia. Um dia por vez. E a cada respiração, sabia que seu dia chegaria. Porque como qualquer pessoa que se preze, em meio a tantas coisas para pensar e fazer, havia uma meta que não abriria mão por nada desse mundo: a felicidade. De ser ela mesma. De fazer o que queria. De amar quem quisesse. Ou não. Sem regras. Sem imposições. Sem frustrações. Apenas amor. Porque esse sentimento é mais do que vendem em bancas de jornais. É mais do que pregam pelas esquinas. É mais do que podem explicar num poema, conto, novela ou romance.

Amor é verbo to be. É Ser/Estar. Bem. Com ou sem alguém.

E, além disso, tinha a arte. Ao seu lado. Fiel. Amável. Confiável.

Inabalável. Como ela mesma se deixava transparecer.

Algumas vezes, até mesmo sem ser.

(Guilherme Ramos, 05/05/2013, 21h41.)

[Mais um conto da série... “Sobre Mulheres e Fêmeas”...] 

Imagem: Google.
quinta-feira, 2 de maio de 2013 0 comentários

Sentimento



É. Ela ainda sentia alguma coisa.

Também sente que as coisas não estão bem.

Sente que ele se afasta a cada segundo, sem nem ao menos sair do lugar. Seu olhar anda perdido, pedindo novas perspectivas. E o que lhe resta é pura ilusão. De ótica. Anda meio torta... Fora de órbita.

Escuta Ed Sheeran, pedindo “Give me Love”, depois viaja com A-ha, enquanto “Turn the Lights Down”, faz escala/conexão em Cold Play, desejando “Fix You”, perdeu as contas das vezes que escutou Birdy e seus “Comforting Sounds” ou Oceanlab, sugerindo-lhe “Breaking Ties”. Mas é passiva. De erros. Ele também. Apenas escutando. Músicas. Internacionais. Ao invés de traduzir. Seus sinais. Seus desejos. Reais.

Desliga o som. Nada mais lhe precisa entrar pelos ouvidos. Nem música, nem palavras. Sem silêncios duradouros, não se pensa direito. É preciso ouvir o coração. Escutá-lo bater. Bombear sangue. Ao invés de mágoas. Tristezas. Saudades. Sem data de vencimento.

[Escutando o coração...]

[Só mais um pouco...]

[Quase lá. Você deveria fazer o mesmo...]

[Fez?]

[Ela espera.]

[OK.]

Liga o som novamente. Mesmas músicas. Mesma sequência. Mesmo volume. Previsível. Mas o efeito é diferente. Não há dor. Nunca houve. Há um desejo de esquecer. De (re)viver algo novo. De evitar pensar em algo que não mais existe. Mas como, se acredita em tudo? Até em fantasmas...

As redes sociais mostram sua incrível capacidade de tentar ficar bem. Melhor. Sem ele. Resta-lhe não ligar para o que vê (e o que não vê) por aqui e por ali. Na esperança de dias melhores. Para ela e para ele. Porque o que sente é mais do que se pode explicar. Esconder isso dos dois, com medo do que o passado lhes fez, com medo do que o futuro pode lhes causar, é subestimar o presente – e o que realmente importa.

É como querer atravessar paredes sem abrir algumas portas. É querer ficar debaixo d’água e tentar sobreviver. Sem seqüelas. É querer saltar de um precipício e achar que pode voar. Mesmo sem asas... É querer. Mais. Sempre mais. Mas... Sem mais nada ter.

Se, ao menos, ela o tivesse ao seu lado, a queda não pareceria tão grande... E a morte, essa indesejada, estaria distante. Não seria quase nada. Porque viver sem ele era completamente, definitivamente, racionalmente possível.

Porque o mundo não precisa dos dois juntos, para girar.

(...)

Mas, com certeza, ele girava bem melhor...


(Guilherme Ramos, 02/05/2013, 22h59.)

[Mais um conto da série... “Sobre Mulheres e Fêmeas”...] 

Imagem: Google.
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"Homenagem" a Trois



Três corpos,
Um desejo,
Quatro bocas,
Nenhum beijo.
Peles quentes,
Suor de gente
Impaciente.
Espumantes
Sensações,
Indefinidas
Equações.
Sentimentos
Ressentidos,
Desafios
De vento em popa.
É tudo ou nada:
Menos luz...
Ou menos roupa.

(Danda Almeida, Guilherme Ramos e Sérgio Heringer, 01/05/2013, quase 23h, na Mesa XXII...)
quarta-feira, 1 de maio de 2013 0 comentários

Read All About It (Part III) - Emeli Sandé


"Somos pessoas maravilhosas... Quando foi que ficamos com tanto receio?..." 

(Sem mais... Boa semana!)
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De que material é feita a noite?




Pergunta:

"De que material é feita a noite?"

Resposta:

De sonhos, 
Belos, medonhos;
De sonos,
Leves, enfadonhos;
De adormecidas,
Despertas, belezas;
De breves, gentis, 
Juvenis sutilezas.

(Guilherme Ramos, 30/04/2013, 19h.)

Imagem: Google.
terça-feira, 30 de abril de 2013 0 comentários

O Que é Amor?



Pergunta:

"(...) Dizem que os poetas são os melhores para transpor sentimentos para palavras. Então eu pergunto, o que é, assim, genericamente, o amor?"
 

Resposta:

Amor é ausência e é presença
Amor é loucura e é razão...
É igualdade, na diferença...
É um ataque no coração.

Amor é algo que não se explica.
Amor é pecado e é perdão.
É verdade que se fortifica,
É mentira, sem comparação.

Amor é bipolar, amor é etc. e tal.
Amor é coisa doida, brisa no litoral.
Amor é isso. E aquilo. Pra que falar mais?

Amor é bíblia, amor é tablet.
Amor é Batman, às vezes, Alfred.
Amor é luta. Mas só quer paz.

(Guilherme Ramos, 30/04/2013, 1h17. Resposta ao questionamento acima. Louco, não? Não o questionamento, mas minha resposta... Rsss...)
segunda-feira, 29 de abril de 2013 0 comentários

Dança



Engraçado que nunca a viu dançar. Mas tinha a certeza de que seus passos seriam os mais incríveis possíveis. A forma como andava, como falava, como sorria com o corpo inteiro, os cabelos soltos ao vento, os olhos brilhantes... Enfim, um conto de fadas ambulante.

Seu corpo era firme. Pernas torneadas – segundo ela, de nascença – cujos exercícios físicos só as valorizaram. Não fazia academia. Somente a dança lhe bastava. Os ensaios, repetidos minuciosamente dia após dia, buscavam a perfeição. E o coração da bailarina só batia por seu ofício. Seu coração só sentia o ritmo da música.

Foi quando o conheceu. Ele, homem de letras, pouco exercício fazia. Não chegava a ser sedentário, mas também não curtia academia. Preferia caminhar. Ao lado dela. Correr, só se fosse para os seus braços. Suas risadas, ainda mais gostosas, formavam um acorde perfeito com as dela, onde a melodia criada era chamada amor. E viveram felizes...

... Mas não para sempre. Ela, tardiamente, descobriu-se impedida de amar mais uma vez. Sua maior paixão – a dança – foi a única que não a decepcionou tempos atrás. E temia por seu coração. E tremia pelo coração do outro. Não queria machucá-lo. Não queria machucar-se. Novamente. Seu passado foi triste o bastante, como uma queda no meio de uma apresentação. Uma fratura exposta, cruel e sem cura. Decidiu afastar-se, fugir dos refletores. E da cena romântica.

Ele partiu para longe. Para dentro de si. Fugiu das lágrimas e da dor. Evitou o clichê. Trancou-se. Escreveu. Recolheu-se. Reescreveu. Desconheceu-se. Escreveu novamente. E ficou bom. O que foi escrito. Ficar bem, ele, bem mesmo, só com o tempo. Era preciso... revigorar-se.

Não havia raiva, rancor ou amenidades sentimentais trevosas. Havia amor. E os dois sabiam. Sentiam. Ainda. À distância. E, sendo amor, não se poderia forçar nada. Se era pra ser, que fosse. Ser não era, foi-se. Foram-se. Tantas chances, ainda, de serem felizes... Mas ninguém parecia enxergar.

Ela poderia compor seus romances, seus poemas, suas aventuras fantásticas, suas inspirações, ser sua musa, sua amada, sua amante, sua melhor amiga e seu eterno instante. Aquele momento, quando não se pensa em mais nada e apenas uma imagem vem à mente: eles, felizes, lado a lado, num tom – e sobretom – sorridente.

Ele poderia enlaçá-la, abraçá-la, rodopiá-la ao som da valsa, do tango ou do ritmo que ela escolhesse. Nem mesmo seria preciso música, pelo simples fato dela, por si só, ser a mais importante, instigante e excitante melodia que a sua vida já presenciou. Então, (re)pensou:

- Dança, mais uma vez, comigo?

(Guilherme Ramos, 29/04/2013, 18h.)

[Mais um conto da série... “Sobre Mulheres e Fêmeas”...] 

Imagem: Google.
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Dança (Mais uma Vez) Comigo


Eu poderia enlaçá-la, abraçá-la, rodopiá-la ao som da valsa, do tango ou do ritmo que você escolhesse. Nem mesmo seria preciso música, pelo simples fato de você, por si só, ser a mais importante, instigante e excitante melodia que a minha vida já presenciou. Dança (mais uma vez) comigo?

(Guilherme Ramos, 29/04/2013, 11h23. Em homenagem ao Dia Internacional da Dança. Em homenagem... a você. Que dança.)
sábado, 27 de abril de 2013 0 comentários

Em Dia


Não estou
Com a poesia
Em dia.
Culpa da noite
(Fria...)
Inspiração
Ausente!
Resultado
Do nosso dia
(Quente...)

(Guilherme Ramos, 24/04/2013, 23h58.)

Imagem: Google.
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Sorriso



Da série: "Curtas... e Boas".


(Guilherme Ramos, 27/04/2013, 2h30.)

Imagem: Google.
quinta-feira, 25 de abril de 2013 1 comentários

Minha Educação


Como homem educado que sou, desejo a você:
Uma boa noite, assim que chegar em casa.
E bons sonhos quando, enfim, for se deitar.
Além de muita saudade (de mim) quando menos esperar...

(Gui, 23/04/2013, 17h01 e 24/04/2013, 00h42)

Imagem: Google.
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Beleza


Da série: "Curtas... e Boas".

(Guilherme Ramos, 25/04/2013, 17h14.)

Imagem: Google.
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Verso


Da série: "Curtas... e Boas".

(Guilherme Ramos, 25/04/2013, 13h59.)

Imagem: Google.
quarta-feira, 24 de abril de 2013 0 comentários

Sorte (?)


Tenho sorte com as letras, palavras e frases.
São fases. Quando a inspiração vai, vem...
Traduzindo-se em prosa, poesia... e além.

Guilherme Ramos, 24/04/2013, 00h17.)
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E Saudade Mata?




Não conheço ninguém que morreu de saudade. Houve gente, sim, que morreu por falta de algo. Ou alguém. Isso ninguém merece. Viver sem ninguém. Viver sem alguém. Não se merece viver assim, sem. Antes, cem! Para se sentir os momentos, os lamentos, os intentos... Enfim, os erros e acertos, num interminável sentir. Porque saudade é isso: reviver o que queríamos ter, ser e até estar. Novamente. Intensamente. Eternamente. Quando nos permitíamos... sonhar.

(Guilherme Ramos, 23/04/2013, 23h50.)
terça-feira, 23 de abril de 2013 0 comentários

Saudade (Mais Daquilo)



É.
Saudade.
Saudade é estar vivo.
É querer mais daquilo.
Saudade é estar.
Ainda vivo.
Querendo.
Mais.
Daquilo.

(Guilherme Ramos, 23/04/2013, 23h25.)
segunda-feira, 22 de abril de 2013 0 comentários

Recado

 
Não, não dá mais...
E... fim de papo.
Não dá pra continuar
A viver sem contato.
Isso, sim, é errado.
Cansei de viver (na aparência)
E quase morrer por opção.
Cansei de agir (por carência).
Usar: mais cérebro; menos coração.
Registro, aqui, esse recado.
 
(Guilherme Ramos, 22/04/2013, 15h15.)
 
Imagem: Google.
 
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