sábado, 3 de maio de 2008

É tesão? Transe. Está carente? Procure afeto.

“É tesão? Transe. Está carente? Procure afeto.”

Não me lembro onde vi essas palavras, mas sou obrigado a concordar. Acho que a maioria das decepções amorosas começa por aí. E eu não me isento.

Num primeiro momento (mas toda regra tem exceção) homens sentem tesão; mulheres, afeto. Nosso maior erro, presumo, é quando estamos carentes e buscamos, no sexo, o remédio. Ou, ainda: quando sentimos tesão por alguém e nos declaramos apaixonados. Isso gera uma decepção muito grande, pois, sempre se espera uma ligação no dia seguinte, um recadinho no Orkut, uma mensagem no celular... Ah! Quanta ilusão... Normalmente quanto mais esperamos, mais demora a resposta e ela nem sempre vem. E foi só, mais uma vez, um erro.

Ao contrário, quando buscamos sexo casual, sem compromisso, não estamos sendo “galinhas” ou “safados” (isso vale tanto para o homem, quanto para a mulher). Tesão é tesão; sentimento é outra coisa. Não que eu não sinta nada por quem eu esteja transando, mas... há limites para tudo. Às vezes, queremos apenas sexo; às vezes, muito afeto.

O problema vem, justamente, na responsabilidade desse momento. Não sou santo. Já estive com alguém que queria afeto, companheirismo e eu, apesar de muito carente, estava cheio de tesão. Não consegui administrar as duas coisas. Mas acredito que, mesmo assim, fomos felizes. Em poucos meses, vivemos momentos tão gloriosos que eu não consigo nem explicar direito: “Acordar cedo (apesar das férias), praia, passeio de trem, passeios adolescentes, trilha ecológica, jantar chinês, flores, bombons, torta de chocolate, beijos, barras de chocolate, sorvetes, canelones, macarronadas, chuva (quase uma boate), nomes de filhos, sobrenomes de casados, sonhos, risadas (ah, foram muitas!), Playstation, filmes, táxis, chats, scraps, e-mails, mensagens, fotos, pipocas, pastéis, refrigerantes, caldinhos, caipiruva/caipiroska (pra ela), cerveja/vodka redbull (pra mim), tesões... carências... carências... tesões...” Mas o tempo passou e, como era de se esperar, acabou. Culpa minha? Culpa dela? Não há culpados nessa hora. Apenas vítimas. E cada um sofreu de seu jeito.

Como proceder (sem ser canalha) nesse momento? Respeito. Seja sincero. Não minta. Não engane. Abra o jogo. Tente, ao menos, explicar o que está acontecendo. A outra pessoa merece isso. Ela pode ser, futuramente, sua companheira, esposa, mãe de seus filhos. Quem pode saber?

Prefiro acreditar que no sentimento ninguém faz mal a ninguém. Nós é que nos permitimos a dor e a decepção. Se separarmos bem essas duas necessidades, talvez, possamos nos prevenir e ser (um pouco) mais felizes. Então, seja sensato e reflita:

1) Se o que você e a outra pessoa estiverem sentindo no momento em que se encontrarem for (apenas) tesão, transem – com os devidos cuidados, óbvio! Sem camisinha, nem pensar! – Sejam honestos um com o outro e expliquem que é apenas sexo. Vocês podem se tornar grandes amigos (se é que já não são...).

2) Se você estiver (apenas) carente, fuja do sexo casual. Pode parecer maravilhoso na hora, mas como todo “porre homérico”, dá uma ressaca (moral) miserável no outro dia. Procure afeto, romance, amizade... Abra seu coração, sinta-se, permita-se, envolva-se! – Mas seja honesto com você mesmo: é isso o que você quer realmente? – Quem sabe sua melhor amiga não pode ser... sua melhor namorada?

Mas prestemos atenção! Nada impede que, com o tempo, um relacionamento que comece como sexo casual e amizade não possa se transformar em algo mais maduro. Assim como, duas pessoas que trocam afetos apaixonadamente não possam se separar e, futuramente, serem apenas bons amigos. Tudo é uma questão de tempo; de convivência. Não há “fórmulas mágicas” para um casal dar certo. Mas eu posso “arriscar” algumas sugestões:

  • Nunca mintam um para o outro;
  • Nunca sejam desonestos um com o outro;
  • “Convivam” (conheçam-se) para depois “se relacionarem”,
  • Antes da “fidelidade”, prezem a “lealdade”.
Desejo boa sorte aos “navegantes do sentimento”, aos “comandantes de seus corações”. Mas, ao lembrarem da frase que me inspirou a fazer esse texto, “É tesão? Transe. Está carente? Procure afeto.”, lembre-se também de uma outra, tão importante quanto: “O primeiro e último Amor que devemos sentir, é o amor-próprio.”. Sem ele, gente, nada tem sentido.

(Guilherme Ramos, 03/05/2008, 14h06)

7 comentários:

Cristiana Fonseca disse...

Olá Gui
Belo texto, amor próprio é tudo.
Amor é amor, sexo é sexo, paixão é paixão,rsrs, até agora não sei qual e qual.
Mas sei que me amo muito e não espero nada de ninguem, apenas vivo, sorrio, amo, apaixono , desamo , desapaixono, amo de vovo, apaixono de novo, essa vida é linda. E nas desilusões nos sofrimentos aprendo a me conhecer e me amar mais ainda.
Bjs
Cris

Mariana disse...

Te vi na Martha Corrêa e vim xeretar.
Boa noite!

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Gostei do seu post. Se vc gosta de filmes., visite o meu blog: wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
Não há ponto depois de www
Abraços,
Renata Cordeiro

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Esta é a segunda vez que passo por aqui.
Visite-me:
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Um beijo poderoso,
Renata Cordeiro

Anonymous disse...

guilherme se vc tivesse idéia da intensidades dessas suas palavras nesse momento da minha vida... a vida é uma eterna procura de afeto, companheirismo, felicidades, amizades, curtição, sexo, sentitimentos multiplos que se confundem e nos confunde enormente, será somos ou poderemos um dia ser capazes de navegar ou comandar nossas emoções na medida certa???? suas sugestões são maravilhsas e seriam ideais, mas será que nós pobres mortais somos capazes??? beijos

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

A lealdade acima de tudo meu amigo. Seus textos me encantam.
Fiz postagem nova, apareça por lá.Um abraço
marthacoreeaonline.blogspot.com

Rita Coruripe disse...

Misericórdia, como pode ser tão com as palavras?

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