quinta-feira, 1 de maio de 2014 0 comentários

Cidadão Poesia


Ao conhecer o belo projeto Papel no Varal,
Qualquer ser humano dotado de sentimentos
Vai se surpreender com a beleza do sarau,
Vai se envolver com tão mágicos momentos.

A Lumeeiro Cultural, hoje, faz cinco anos.
Nesse tempo, deu sangue, intelecto e suor.
Isso, talvez não estivesse em seus planos,
Mas fez de Maceió uma cidade bem melhor.

Discutiu, declamou; quem viu, se encantou.
Em todos esses anos bem passados, eu voo.
E vou me tornando poeta-sonhador-artista.

A poesia está no ar! E pendurada em varais.
Respiro poesia por cinco anos. Quero mais!
Ser cidadão-poesia num voo a perder de vista.

[Parabéns, Lumeeiro Cultural, pelas aulas de cidadania. Cinco anos ensinando alagoanos a serem cidadãos-poesia. Guilherme Ramos, 29/04/2014, 10h52.]

É, minha gente! Muito honrado por essa premiação! É sempre bom ser reconhecido. Foi uma delícia participar. Pena que não pude comparecer ao "Papel no Varal" e rever @s amig@s tod@s... Mas já estou me organizando para o próximo sarau!!!
domingo, 27 de abril de 2014 0 comentários

O que Dizem (Sobre Mim)


Disseram que eu estava morto. Mas eu não me sinto morto. Mortos são os que me cercam, envoltos em sua nuvem de descasos.
Disseram que eu parei no tempo. Mas eu não parei no tempo. Eu apenas reservei um momento para observar ao meu redor. Às incoerências que me cercam e me cegam, às vezes me atrasando mais e mais, sem chance de reverter o processo.
Disseram que eu nada tinha a dizer. Mas como falar algo, se os outros nunca param de falar? Fala-se em demasia. Diz-se pouco. Expressa-se demais. Entende-se de menos. Esse mundo desordeiro me assusta. Sou apenas eu. E nada mais.
Disseram que eu sonho demais. Sonhar é necessidade básica. Como respirar. Como comer. Como dormir. Como beber. Água. Sobrevivência sobre vivência. O que mais poderia querer? Eu só quero ser feliz. Nem que seja por um triz.
Disseram que eu nada tinha a dizer. Eu me calei. Para quem mais questionar? Meu silêncio fez-se tão alto que incomodou os incautos. Disse até mais do que eu poderia querer. Disse sem ter dito. Fiz-me ser entendido - o que foi bem melhor.
Disseram-me que eu era um tolo. E sou. Tolo por permitir que me julguem tolo. Julgar-me? Por quê? Para quê? Julgar é um direito dos que sabem o que fazer com as provas. Mas, provavelmente, quem me falou tamanha bobagem nada tinha de sábio. E, tão pouco, o que fazer com fatos.
Disseram-me que eu não era nada. E nada sou. Mas sou mais do que podem imaginar. Sou o que sou. E isso me faz diferente. Único. Exclusivo. Eu mesmo.
Disseram-me. Uma porção de coisas. Mas nada me falaram. Em nada me completaram. Apenas me partiram. Em vários pedaços, por causa do que viviam dizendo. E eu, aqui, frustrado, esqueci que estava vivendo. Isso, sim, é mais importante.
Disseram-me que estavam errados. Pediram desculpas. Eu aceitei. Porque nada do que eu fiz - ou faço - pode me dar a absoluta certeza de que estou certo ou errado. Viver é o grande desafio. Certo ou errado, é preciso viver mais. Melhor. Sempre. O resto é piada. Sem graça, nem cabimento.
Disseram. Disseram. Disseram. E não falaram. Falaram, falaram, falaram. E não foi pouco. Escapei por pouco. É bom ser surdo de opiniões. Alheias. Ter a sua sempre é mais vantajoso do que emprenhar pelos ouvidos. Ser sua própria opinião é o GRANDE segredo. Da vida.
Porque disseram. E repetiram. Que eu estava morto. Mas a vida é minha. E quem sabe dela sou eu. Eu estou vivo. Independentemente do que dizem ou deixam de dizer.
Sim, eu estou bem. E você? Também?

(Guilherme Ramos, 26/04/2014, 2h49.)
Imagem: Google.
sexta-feira, 18 de abril de 2014 1 comentários

Esquece esse Fantasma que te Assombra


Esquece esse fantasma que te assombra.
Pode ser um desejo,
Um objeto,
Uma pessoa,
Uma lembrança,
Ou você mesmo.
Esquece esse fantasma que te assombra.
Porque ele não vai ajudar em nada.
Vai atrapalhar, incomodar,
Fazer entristecer,
Fazer chorar,
Enfim...
Esquece esse fantasma que te assombra.
Porque fantasmas existem.
E nos cercam.
Mas tem a pós-vida deles.
Nada (mais) temos a ver com eles.
Esquece esse fantasma que te assombra.
Fantasmas são a prova cabal
De que existe vida após a morte.
A “nossa” vida.
A “morte” deles.
Dos fantasmas.
Esquece esse fantasma que te assombra.
Se estamos vivos, devemos viver.
Bem.
Mais.
Além.
Amém!
Ah!
E amem.
(Também...)

(Guilherme Ramos, 18/04/2014, 15h14.)

Imagem: Google.
terça-feira, 15 de abril de 2014 0 comentários

Composição


E foi assim:
Ele compôs uma melodia para ela.
Pelo amor que sentia.
Pela falta que ela fazia.
Pelas lembranças que surgiam.
Por ele.
Por ela.
Pelos dois.
Eram acordes maiores.
Um ou outro acidente.
Como foram eles, em momentos atrozes.
Casal difícil.
Tão iguais, de tão diferentes.
Tão tristes, mesmo tão sorridentes.
Mas o amor não se compõe tão simplesmente.
Ele se cria, se concebe, de maneira exigente.
E assim foi:
DÓ. De SI. Do que sentia.
LÁ, nada mais podia fazer.
Sem ela, DOrmir ficou impossível.
REfez MIlhares de vezes sua partitura,
Até que a SOLidão se apossou de seu coração,
FAzendo de sua composição,
Uma mera improvisação.
E sozinho, o solo se fez.
Na escala certa,
No andamento certo,
Num ritmo frenético,
Mas faltou harmonia.
E, num dado momento,
O tom não era mais o mesmo.
O arpegio não convenceu.
A melodia perdeu a expressão.
Ritmo? Nenhum. Foi o fim.
... Fim da relação.
Partido, o coração buscou socorro.
Em outras inspirações.
Mas havia apenas pausas.
Silêncios extremos,
Meras palavras.
O som, o timbre, a essa altura,
Não justificavam a freqüência
Com que ela aparecia e desaparecia.
Em seu coração.
Uma partitura de solidão.
Ela...
Sua única,
Exclusiva,
Verdadeira...
Composição.
Da Capo al fine.


(Guilherme Ramos, 15/04/2014, 00h56.)
quarta-feira, 9 de abril de 2014 0 comentários

Seria Tão Fácil


Seria tão fácil, ao conhecer você, poder dizer tudo o que senti de imediato. Que nem precisou do mínimo contato, para me entorpecer.

Seria tão fácil, ao conhecer você, ficar ao seu lado, sorrindo com suas palavras engraçadas, frases bem elaboradas. Seria um simples prazer.

Seria tão fácil, ao conhecer você, lembrar que existe vida após o fim de um relacionamento - seja namoro ou casamento. Existe o fim do fim. E se chama recomeço. Sim!

Seria tão fácil, ao conhecer você, poder ser mais do que um ombro amigo, pois com um coração em conflito, com ele próprio, não nos é permitido viver.

Seria tão fácil, ao conhecer você, querer chorar, querer sorrir, querer viver mais uma vez, mais de uma vez, sem pensar em mais nada. Apenas viver, viver, viver, viver...

Seria tão fácil, ao conhecer você, aprender a me conhecer também. E me apresentar para mim, logo após me apresentar para você. 

Seria tão fácil, ao conhecer você, fazer do oxigênio, poesia. Porque a vida, nossa vida, isso mereceria.

Seria tão fácil, ao conhecer você, achar que a rotina é mera questão de retina. E que poderíamos dar a volta por cima. Porque queremos. Podemos. Merecemos.

Seria tão fácil, ao conhecer você, apenas me aproximar com uma carta escrita à mão. E na outra, o coração, aberto, esperando o amor chegar.

Seria tão fácil, ao conhecer você, parar de sonhar. Sozinho. Ter você ao meu lado, num canto secreto, quentinho, de onde o amor nunca se afastaria.

Seria tão fácil, ao conhecer você, escrever, escrever, escrever, escrever... mas nunca reconhecer que nada do que fosse escrito seria suficientemente bonito para lhe descrever.

Seria tão fácil, ao conhecer você, apenas conhecer você. Qualidades e defeitos. Mas, você. Porque assim é que tem que ser.

Seria tão fácil. Seria. Fácil. Como nunca costuma ser.

(Guilherme Ramos, 09/04/2014, 16h24. Inspirado no vídeo e em outras "coisinhas" mais... Rssss...)
domingo, 6 de abril de 2014 0 comentários

Julgamento(s)


Não me julgue apático. 
Ou antipático. 
Ou, ainda, antiprático. 
Mas algumas coisas precisam ser ditas para meu coração poder bater em paz. 
Para a minha mente poder pensar em paz. 
Para o meu corpo (e alma) poder – um dia – descansar em paz:
Não adianta você ser justo. Alguns o julgarão injusto.
Não adianta você ser altruísta. Alguns o julgarão egoísta.
Não adianta você ser romântico. Alguns o julgarão tolo.
Não adianta você ser honesto. Alguns o julgarão idiota.
Não adianta você ser sincero. Alguns o julgarão insensível.
Não adianta você ser feliz. Alguns o julgarão falso.
Não adianta você ser competente. Alguns o julgarão incapaz.
Não adianta você ser responsável. Alguns o julgarão irresponsável.
Não adianta você ser inocente. Alguns o julgarão culpado.
Não adianta você ser um bom homem. Alguns o julgarão igual aos outros.
Então:
Seja justo. Mesmo que o julguem injusto.
Seja altruísta. Mesmo que o julguem egoísta.
Seja romântico. Mesmo que o julguem tolo.
Seja honesto. Mesmo que o julguem idiota.
Seja sincero. Mesmo que o julguem insensível.
Seja feliz. Mesmo que o julguem falso. 
Seja competente. Mesmo que o julguem incapaz.
Seja responsável. Mesmo que o julguem irresponsável.
Seja inocente. Mesmo que o julguem culpado.
Seja um bom homem. Mesmo que o julguem igual aos outros.
Porque:
Ser justo não agradará a todos, mas ajudará quem for inocente.
Ser inocente não agradará a todos, mas ajudará quem for romântico.
Ser romântico não agradará a todos, mas ajudará quem for feliz.
Ser feliz não agradará a todos, mas ajudará quem for um bom homem.
Ser um bom homem não agradará a todos, mas ajudará quem for honesto.
Ser honesto não agradará a todos, mas ajudará quem for sincero.
Ser sincero não agradará a todos, mas ajudará quem for competente.
Ser competente não agradará a todos, mas ajudará quem for responsável.
Ser responsável não agradará a todos, mas ajudará quem for altruísta.
Ser altruísta não agradará a todos, mas ajudará a todos. 
Sendo tudo isso, independentemente de qualquer coisa, você poderá se orgulhar de ser você mesmo.
Especial e único. Como sempre deveria ser. 
Não acredite em tudo o que dizem sobre você. 
Não acredite em tudo o que não dizem sobre você. 
Quem sabe de sua vida é você.
Preocupe-se apenas em ser feliz.
De uma maneira ou de outra, os outros também estão fazendo a mesma coisa.
Mas alguns precisam fazer você desacreditar nisso para, só então, serem felizes.
Esses merecem não o seu desprezo, mas a sua ajuda:
Sendo justo.
Sendo altruísta.
Sendo romântico.
Sendo honesto.
Sendo sincero.
Sendo feliz.
Sendo competente.
Sendo responsável.
Sendo inocente.
Sendo um bom homem.
Não se julgue apático. 
Ou antipático. 
Ou, ainda, antiprático. 
Mas algumas coisas precisavam ser ditas para seu coração poder bater em paz. 
Para a sua mente poder pensar em paz. 
Para o seu corpo (e alma) poder – um dia – descansar em paz.

(Guilherme Ramos, 06/04/2014, 23h44.)
Imagem: Google.
quinta-feira, 20 de março de 2014 0 comentários

Amor-Produto


Estou precisando amar de novo. Mas aquele amor que tudo vale, tudo faz e tudo consegue. Não esse sentimento-produto que vendem nas lojas de conveniência. Esse tem validade curta, possui estabilizantes, acidulantes, corantes e substâncias nocivas não só ao corpo, mas também à mente, à alma e às emoções.

Preciso de um amor natural. Homeopático. Porque de amor alopático, antipático, antiprático, o mundo está cheio. Cansei de consumir amores-outdoors, amores-revistas, amores-reportagens, amores-entrevistas, amores-fachadas, amores-desamores, amores-sem-amores, amores-pagos, amores-tragos, amores-goles, amores-delivery, amores-viciosos, amores-não-amores, amores-manipuladores, amores-e-suas-dores. Enfim, tudo que há de maior demanda e preço baixo, sem a menor intenção de qualidade ao consumidor.

Mas quem quer servir amor? Consumir amor? Degustar amor? Digerir amor? O amor-produto só me deixa em luto, cada vez que passa por mim. É atraente, beneficente, benevolente, mas pode ser incoerente, indecente e indolente. Não é amor. É até um falso-fazer-amor. Manufatura sentimental resultante de trabalho escravo. Onde apenas um lado se beneficia e o outro só se humilha em prol da própria subsistência.

Nesse mercado agoniante e agonizante, lucra o empresário-amante que domina o jogo. A sedução se faz como um comercial de bebida. Como uma propaganda de comida. E atrai mais e mais seguidores nas redes sociais. Curtir alguém, compartilhar alguém, comentar sobre alguém é mais importante que amar alguém. Por que amor virou mercadoria. De péssima qualidade. Quem quer comprar algo que se desvaloriza com o passar da idade?

Quando eu era criança, amar era o objetivo de mais da metade do mundo. Mas as crianças cresceram e não querem mais esse brinquedo. Querem ser adolescentes da infância e adultos na adolescência. Suas vidas tem pressa. Sua pressa tem sede. Tem fome. Tem desejo. De consumir uns aos outros como a si mesmos. Sem sobrar nada para nenhum dos envolvidos.

Houve um tempo que amar era a coisa mais importante do mundo. Nesse tempo, o amor era artesanal. Cada peça era feita manualmente, por pessoas capacitadas pelo notório saber. Mestres do amor e do amar, distribuíam suas obras de arte sem restrições e, a cada nova venda, doavam seus lucros para os mais pobres. O que era uma atitude das mais nobres.

Assim era o amor em tempos de glória. Uma glória esquecida e coberta por anúncios de jornais – que vendem corpos e almas a prestação e cartões de crédito. O financiamento do corpo tornou-se a mais nova moeda de troca. Troca-se um não-sentimento pelo não-comprometimento. Troca-se um breve momento, por lembranças falsas e fúteis do desejo realizado apenas por realizar. Um transar por transar.

Em suma: o amor-moeda desvaloriza e a inflação-solidão domina amantes do primeiro ao terceiro mundo. Porque – ninguém se engane – ninguém vive sem amor. Tal qual água, direto da fonte, o amor é livre para ser provado. Conscientemente. Consumido predatoriamente, aleatoriamente, discriminadamente, qualquer poça, poço, oásis, rio, seca. A vida vira deserto. As cidades-relacionamentos construídas ao seu redor, são abandonadas. Viram cidades fantasmas. Seus cidadãos deixam de existir, por mais que estejam vivos. Tornam-se nômades deles mesmos.

Haverá um dia que o êxodo emocional será eminente. Ninguém nutrirá sentimentos, para não sofrer. Virão geadas, tempestades e outras intempéries sentimentais até sua extinção antinatural. Os hormônios artificiais acabarão com a libido e tudo não passará de teorias científicas desacreditadas pela ciência.

O amor deixará, finalmente, de ser produto para ser apenas teoria. Mas pouco aceita na academia. O amor será objeto de estudo. Apenas isso. Até que nem isso. O amor será apenas uma palavra. Quatro letras. Sem nenhum significado. O amor será uma lenda, uma história, um pecado. Uma fruta. Proibida. À disposição. Uma tentação. De proporções bíblicas.

Até que alguém precise amar de novo...


(Guilherme Ramos, 20/03/2014, 01h08.)

Imagem: Google.
sábado, 8 de março de 2014 0 comentários

Feliz ANO TODO DA MULHER!



Então, Feliz ANO TODO DA MULHER!
Porque são 365 dias de glórias e conquistas. 
E vocês (apenas) merecem.

Minha singela homenagem às amadas-amigas...
Sem me esquecer, também, das desconhecidas!


(Guilherme Ramos, 08/03/2014, 10h35.)
Imagem: Google.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 0 comentários

Último Primeiro Beijo


Uma parceria que aconteceu meio sem querer:

1) Renatinha posta uma foto (linda!);
2) Eu, de rompante, faço a letra em segundos,
3) Aristeu aparece com uma arte deliciosa, querendo compartilhar.

Agora, eu pergunto:

QUEM SOU EU PARA NEGAR????? Rssss...

4) Só falta a Renata musicar.

Será que sai samba?
Rock? Bossa? MPB?
O tempo dirá.
Quem pode saber?
Pode pode sair tudo,
Pode não sair nada.
Mas de uma coisa, tenho certeza:
Não vai sair lambada!
(Kkkkkkkkkkkkkkkkkk...)

Ok, ok. Parei. Rsssss...

Créditos aos devidos créditos (por ordem de criação... Rsssss...):

Foto:
Renata Peixoto

Letra:
Guilherme Ramos

Arte:
Aristeu Neto

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Laura: 2 anos

Olá, amig@s!

Hoje, 28/02/2014, 5h21, Laura, minha filha caçula, completou 2 anos de vida!

Muita coisa aconteceu desde 2012, quando ela nasceu.

Mas o que fica? Amor, amor, amor e amor.

Definitivamente, Laura Ramos:

EU TE AMO!

Amor, verdadeiro, é esse aqui. Feliz aniversário, Laurinha!

Seu pai,

Orgulhoso e cada vez mais apaixonado,

Guilherme Ramos.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 0 comentários

Companhia


Querida amiga que passa pela minha porta:
Não arranque as flores do pé de jasmim.
Estão do lado de fora; sei que você gosta,
Mas, mesmo assim, ainda pertencem a mim.

Poupe também rosas, violetas, margaridas,
Orquídeas, lírios, cravos e até os girassóis.
Todas me são companhias antigas, queridas,
Que eu partilho a beleza para todos nós.

Mas não lhe autorizo roubar sua presença,
Visto que não faço isso com as de ninguém.
Sente-se sozinha? Tão repleta de ausência?

Poupe as flores, que não tem culpa nenhuma.
Que tal deixá-las de lado e procurar alguém?
Eu faço café. Ou chá. E te mostro uma a uma.

(Ayane Borges e Guilherme Ramos, 19/02/2014, 11h54.)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 0 comentários

A Você, Que Me Achar...


A você, que me achar:

Lembre-se de que eu não me perdi. Fui apenas descartado por mim mesmo, num momento de forte fraqueza. Não sou assim o tempo todo, como você também não o é. Encare-me como um outro eu, seu, meu, nosso, pronto para novidades em par, mesmo nos dias ímpares, sejam eles de segunda a sexta-feira ou no fim de semana.

Lembre-se de que você também já esteve assim, sem rumo, sem idéias, sem vontades, sem razão nenhuma para continuar. Mas, se continuou, serviu de exemplo para outras pessoas que, inspiradas em seus atos, alcançaram a vitória. Você foi tudo o que precisavam para serem melhores que ontem. Iguais a hoje. Inimagináveis amanhã.

Lembre-se de que estou aberto para o amor. Não o amor sexual apenas. Ele também. Não posso negar-lhe a importância. Mas após o gozo, esse amor “sonolenta-se” e dorme. Profundamente. Sonhando com mais. Eu sou o amor que sonha e realiza assim que pode, ao seu lado. Sou o amor que inspira o poeta, o enamorado, o ser humano em si, com suas falhas e êxitos.

Lembre-se de que não me permito achar. Porque se subtende que me perdi. E, repito, não me perdi. Eu apenas me permiti vagar por onde não se vai, para poder encontrar quem não se espera. Porque esperar, sugere a chegada de algo ou de alguém. Mas também pode ser excesso de paciência – E isso já não tenho tanto. Para o meu e para o seu espanto.

Lembre-se de que continuo eu mesmo. Qualidades e defeitos. Tudo. Mas não o mesmo. Mudo. O tempo todo. Todo o tempo. E isso vai além, muito além de qualquer desavença. Essa é a minha crença. Eu sigo reto. O resto é pretérito. Esquecido. Aquecido é o presente. Meu sangue. Meu coração ardente. Sempre em frente.

Lembre-se de que tal qual livros, temos muitas histórias. As nossas, as minhas, as suas. Mas, poucas foram escolhidas para serem vividas. Lembradas. Relembradas. Revividas. Algumas foram minhas primeiras leituras, outras, minhas finais. No meio, toda uma história de histórias, que acontecem até hoje, enquanto vivo-escrevo.

Lembre-se de que há sinais de novos tempos. De antes e depois. De uma vida de leituras brandas, escritas nervosas e algo mais. Que ainda está por vir. Sempre haverá algo por vir. Mas, normalmente, não será exatamente como idealizamos. Deixemos de neuras e aproveitemos a criatividade (de humor duvidoso) da imprevisibilidade.

E obrigado por se lembrar. De mim.

Eu, quieto em minha cama; você, inquieta na sua...


(Guilherme Ramos, 30/01/2014, 22h55.)
sábado, 4 de janeiro de 2014 0 comentários

+Poesia


Poesia.
Grito. De agonia.
Insulto. De alegria.
É simples. É poesia.
É justo. É assunto.
E por que é assim?
É algo meu, seu,
Para você, para mim.
Algo que nem começa
E já chega ao fim.
É isso. É aquilo.
É tudo. É nada.
Pela manhã,
Pela tarde,
Pela noite,
Pela madrugada.
Com (ou sem) álcool.
É poesia.
Boêmia.
É vida.
Cem vidas.
É assim,
A minha.

(Guilherme Ramos, 04/01/2014, 00h23h. Criação durante um desafio - imposto por mim mesmo - que me fará escrever 366 poesias em 2014. Essa foi "reprovada" hoje. Rssss...)

Imagem: Google.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013 0 comentários

Novo Ano Novo, de Novo

Meu último crepúsculo de 2013...

Bem, aqui estamos. 31/12/2013. Poucas horas para mais um fim de ano. Para mim, nenhuma surpresa. Todos os anos são assim. Mas o que podemos fazer diferente? O que podemos não fazer e, assim, sermos diferentes? Não sei. Não é fácil, confesso. Não sou o melhor exemplo de vida perfeita - a seguir. Mas sou único. E tento fazer disso, minha mais humilde contribuição.

Perfeição para que? Senão para criar parâmetros para comparações e críticas aos ditos "imperfeitos"? Não, não, obrigado. Estou muito bem com minhas qualidades e meus defeitos. Eles se dão muito bem. Não perdem tempo com briguinhas idiotas, para provar quem e mais ou menos. Eles trabalham juntos. Ajudam-se. Complementam-se. São uma equipe dos sonhos. São meu termômetro. E apontam quando estou indo na direção certa ou errada. Cabe a mim, no meu livre arbítrio ouvi-los... Ou não.

Daí, vem minhas histórias. Alegres ou tristes. Mas são minhas. Minha vida. Meu aprendizado. Minha experiência e minha evolução. Assim, traço meus dias e noites; minhas madrugadas insones e meus amanheceres sonolentos. Um dia de cada vez. Uma noite por vez. Assim, humanamente. Não sou nenhum super-herói. Apenas faço minha parte, como todos deveriam fazer.

"Somente os heróis acordam pela manhã." (Essa frase ainda vai povoar suas mentes, não se preocupem...)

Estamos todos acordados ainda?

Bom dia para todos nós.

E feliz 2014.

(Guilherme Ramos, 31/12/2013, 20h41. Mas, postado agora, por motivos óbvios... Rssss...)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 0 comentários

Tatuagem


O para sempre de sua tatuagem é sempre a minha melhor imagem. Eu lhe esculpi o corpo com prazer, não fiz nada apenas só por fazer. Havia sentimento, havia inspiração, havia gosto, cheiro, temperatura. Havia tesão. Havia amor. E, mais que isso: havia compreensão. Entre criador e criatura...

(Guilherme Ramos, 27/12/2013, 11h42.)

Imagem: Google.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013 0 comentários

Mosaicos


Havia apenas um mosaico. Em mim. Houve vazios, houve preenchimentos. Houve dedicação. Esmero. Vocação. O resultado pode ser contemplado pelas mais diversas plateias. O público que me visita e me conhece. O público afetivo. E afetado. Pessoas que vem e vão com os dias, os meses, os anos. E a minha vida fica. E segue em frente. A arte por mim imposta não deseja agradar a tudo e todos. Quer apenas agradar a mim. Acalmar o meu coração que, tal qual tal mosaico, precisa secar para ser concluído. A beleza que existe na obra de arte inacabada, não se compara ao seu término. A conclusão de um sentimento é similar. Com exceção de que não há críticos de arte. Há apenas críticos. E suas críticas de nada me interessam. Meu “mosaicoração” precisa de um tempo - apenas dele - para ficar pronto. E, ao ser concluído, será único. No mundo.

Para mosaicos serem feitos, é preciso quebrar azulejos, cerâmicas, vidros e afins. Assim como quebramos a cara, despedaçamos corações e fragmentamos sonhos. Parece cruel, mas é em prol da arte. Isoladamente quebrados, esses sentimentos-objetos servirão à construção de algo maior, híbrido, repleto de histórias separadas, que se tornarão outra. Diferente. Maior.

Corações, tais quais mosaicos, precisam passar pelo mesmo processo. Quebra, seleção de pedaços, reagrupamento, colagem, secagem e acabamento. A partir daí, estarão prontos. Para serem contemplados. Como merecem. Com a grandeza que nunca deveria ter sido empregada a outro. Semelhante. Porque nunca haverá outro igual. Nem mosaico, nem coração.

Mosaicos, tais quais corações, tem vida (im)própria. Passam por intempéries que os desgastam. Somente os de qualidade resistem. É um aprendizado lento, repleto de técnica, mas também da tradicional experimentação. É de “tentativa e erros” que se alcança o objetivo. Tentativa. E erros. Muitos erros. Somente assim chegamos aonde realmente queremos.

Corações. Mosaicos. Mosaicos. Corações. O que seriam, senão agrupamentos de sensações? Sentimentos. Sentidos. Ressentidos. Consentidos. Às vezes, sem sentidos.

Apenas mosaicos.

Apenas corações.

Assim como poesias são poesias; canções são canções.

(Guilherme Ramos, 26/12/2013, 17h01.)

Imagem: Google.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 0 comentários

A Creditar


Difícil entender como é mais fácil acreditar em Deus (ou no diabo) do que acreditar no Amor.

Você sente o amor. Ou pensa que sente. Você quer estar com aquela pessoa, quer viver uma história com ela, quer sentir prazer com ela, quer ter filhos com ela...

Você sente Deus. Ou pensa que sente. Você quer estar com Deus, quer viver uma história com Deus, quer sentir prazer com Deus, quer ter... OK, isso não. Mas quer Deus com você o tempo todo.

Não há dúvidas que, na Sua infinita sabedoria, Deus nos fez sua imagem e semelhança. Sendo assim, quando nos amamos, executamos sua ordem maior que é “amarmos uns aos outros”. Mas, como fazer isso, se algumas pessoas se recusam a amar? Da mesma forma, há pessoas que se denominam ateus (que não acreditam em Deus). Esses é que nunca vão amá-lo...

Existem, então, “ateus do amor”, eu poderia deduzir. Aqueles e aquelas que não abrem mão da desconfiança, do medo da dor (que supostamente vem com o amor). Mas por que o amor precisa machucar? Acho que não machuca. Não o amor propriamente dito. Não foi Deus quem o criou? Assim com criou todos os sentimentos: perdão, tristeza, alegria... Ah! Perdão não é sentimento? Ok. Frieza também não é. Mas muita gente sente. E se ressente. E perdoa. Mesmo que doa. Perdão é isso.

O “amor” (bem aspado mesmo) passado decepcionou? E o que tem o novo amor com isso? Amor é fênix que se renova a cada nova morte. Das cinzas, transforma-se em algo diferente. Um novo norte. Assim como o amor. Precisamos deixar que o amor aconteça como fazemos com Deus. As pessoas falam para acreditarmos em Deus. Eu falo para acreditar no Amor. Deus criou o amor. Fazendo uma coisa, acontece a outra.

Então, por que não acreditar em ambos? É uma combinação sagrada. Que faz bem sem olhar a quem.

Mas e o diabo?

Acho que é melhor culpá-lo por uns parágrafos anteriores. Mas, claro, que ele não fez tudo sozinho. Não tem competência pra isso. Precisou da ajuda de muita gente. Que, descrente (do amor), fez-se outra imagem e semelhança...

Inferno mesmo. Não de fogo, devorador. Mas de frieza. Humana. Pior que a pior madrugada chuvosa. Pior que a neve do sul e sudeste. Pior. Apenas isso já basta.

Enquanto isso, eu fico aqui, meio ateu, meio crente, mas totalmente presente. Nos sentimentos que possuo. E que sei, sem nenhuma dúvida de errar, que não sou o único.

Amar é viver. Melhor. Nem que seja amor próprio. Já é um big bang de mudança. Criando um mundo melhor. Senão para si, para o próximo. E lá vem outra máxima:

“Amar ao próximo, como a si mesmo...”

Fazendo a minha parte em 3, 2, 1...


(Guilherme Ramos, 16/12/2013, 2h26.)

Imagem: Google.
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Breves Diálogos (6)


6. Agressão

- E, então, ela me esbofeteou. Ela me machucou, tá vendo? Olha a marca!
- Mas é apenas batom.
- Foi o que eu disse, ela me esbofeteou. Ela me machucou, tá vendo? Olha a marca!

(Guilherme Ramos, 16/12/2013, 00h05.)
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 0 comentários

Quando me Apaixono


... E quando me apaixono, esgoto toda e qualquer possibilidade de criação. Fico, assim, desmedido, insultado, mas com vontade de te ter. Minha poesia é vazia, ou vadia, vá lá saber! Eu só rimo isso com aquilo. Eu só penso em você. E falar de você, tão bem assim, não tem como, não há como concluir. Porque assim, com você, vivo em asilo. Politico. Bendito. Para você. Para mim. Eu sou assim. Assim, quando me apaixono, fico sozinho, na arte. Fico repleto na vida, fico sem mais nem menos, fico só ao seu lado e fim. O que procuro não é rima, é vida. Ao lado de quem bem me quer. Só a mim. É meio piegas, mas é verdade. Vem com a idade. E fim.

(Guilherme Ramos, numa noite dessas, numa hora daquelas...)

Imagem: Google.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 0 comentários

Breves Diálogos (1)


1. Cama

- Podemos ficar aqui na cama, apenas abraçados?
- Claro. Ou você acha que eu quero apenas sexo como você?
- Não sei. Você é homem. tem suas necessidades...
- Tenho. Adoro sexo. Mas não trocaria a possibilidade de ficar o resto da minha vida ao seu lado por apenas uma noite de prazer.
- ...
- Mesmo que essa noite também fosse com você.

(Guilherme Ramos, 11/12/13, 18h.)
 
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